Café da Manhã
Bom fim-de-semana!

Café da Manhã Bom fim-de-semana!

Depois de uma semana cheia de bancos centrais, onde subiu não só o valor dos juros mas também a volatilidade nos mercados e com uma intervenção do Banco do Japão, vamos para o último fim-de-semana de Setembro.

Ontem foi mais um dia cheio de bancos centrais e que culminou com a intervenção do Banco do Japão, a primeira desde 1998, para defender o iene que vem a cair em queda livre este ano de 2022.
Vai ser difícil parar a queda do iene japonês enquanto o dólar continuar a subir e a política monetária do Banco do Japão continuar inalterada, com taxas de juro negativas e o banco central a comprar JGBs (obrigações soberanas japonesas), injectando assim ienes no sistema.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia de ontem de novo em perdas, com o preço das acções a continuar pressionado pelo forte aumento das yields obrigacionistas. Segundo a Refinitiv o crescimento estimado dos lucros das empresas do S&P 500 é de 5%, mas excluindo o sector de energia a taxa de crescimento é de -1,7%.
O índice Dow Jones terminou a sessão de ontem a recuar 0,35%, o S&P 500 0,84% e o Nasdaq liderou as perdas ao cair 1,37%.

Na Ásia, com os mercados nipónico encerrados já em fim-de-semana prolongado com o feriado do Equinócio de Outono, as acções terminaram a última sessão da semana em terreno negativo.
O índice ASX 200 na Austrália caiu 1,87%.
Na China, o índice Shanghai Composite recuou 0,66% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,18%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi perdeu 1,81%.

As acções na Europa estão também a negociar esta sexta-feira em terreno negativo, depois dos PMIs terem saído em torno do esperado, ficando ainda mais em território de contracção, com o índice do sector manufactureiro a cair de 49,6 para 48,5 e o de serviços de 49,8 para 48,9.
O índice Euro Stoxx 50 segue de momento a recuar 0,66%, o DAX 0,54% e o CAC 40 0,49%.
No Reino Unido, depois do PMI manufactureiro ter recuperado de 47,3 para 48,5, acima do esperado, e o de serviços caído de 50,9 para 49,2, abaixo do esperado, o índice FTSE 100 perde 0,85%.

No mercado cambial o dólar está a terminar a semana, uma vez mais, destacadamente na frente do pelotão. O índice do dólar DXY segue a registar novos máximos de 20 anos ao negociar a 111,75.
O EUR/USD está em mínimos de vinte anos, com o preços a negociar de momento em torno de 0,9750, o que não sucedia desde Outubro de 2002.
A libra perde ligeiramente face ao euro mas afunda face ao dólar, negociando de momento a 1,1160, nível que não se verificava desde 1985.
O iene mantém-se a negociar em torno dos recentes níveis depois da intervenção de ontem, com os mercados nipónicos de fora devido a feriado. O USD/JPY segue a negociar a 142,70, depois de ontem ter chegado a 145,90, apesar da forte valorização do dólar que se regista hoje.

Os preços do petróleo preparam-se para terminar mais uma semana em perdas, com os preços a seguirem pressionados pelos receios de que a subida de taxas de juro leve a uma recessão e a uma queda na procura e ainda pela forte subida do dólar.
O Brent segue de momento a negociar a $88,90 por barril e o WTI a $$81,90.

Bom fim-de-semana!


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