A semana que começa
Entre Acção de Graças e Black Friday

A semana que começa Entre Acção de Graças e Black Friday

Uma semana curta, com os Estados Unidos a festejar o Dia de Acção de Graças e a Black Friday e onde os destaques vão para os PMIs na Europa e para as minutas da última reunião da Reserva Federal nos Estados Unidos.

Os mercados financeiros foram aumentando esperanças de um abrandamento da política de aperto monetário por parte da Reserva Federal e quando tal foi anunciado, na sua última reunião onde aumentaram a sua taxa de juro em 75 pontos para os actuais 3,75%-4,0%, mas Jerome Powell sinalizou um abrandamento do ritmo de subida de taxas na próxima reunião, ou na seguinte, o presidente estragou a festa ao desviar as atenções deste abrandamento para sublinhar a continuação de taxas altas de juro por mais tempo e mesmo o possível aumento nas projecções para a taxa terminal.
Mas uma semana depois a grande surpresa veio da leitura da inflação de Outubro que surpreendeu tudo e todos ao reduzir mais do que a estimativa dos mercados apontava. O movimento em baixa das yields não se fez esperar, recuando dos máximos e os mercados accionistas saltaram como há muito não se via.
Isto não é exactamente aquilo que o Fed procura para controlar as forças inflacionistas e rapidamente as vozes do Fed voltaram a fazer-se ouvir a tentar refrear este ímpeto.



Esta semana os mercados irão estar especialmente atentos a qualquer pista que possam retirar das minutas da última reunião. Sinais de que o FOMC está mais alinhado para um recuo no aperto monetário poderá voltar a dar asas aos mercados obrigacionistas e accionistas, enquanto o sublinhar de preocupações continuadas na persistente inflação e sinais de taxas elevadas por muito mais tempo poderão arrefecer as esperanças do mercado, pelo menos por mais algum tempo.


Dados Económicos



Estados Unidos da América
As atenções irão estar na divulgação dos dados das Encomendas de Bens Duradouros, nas Vendas de Casas Novas e ainda do S&P Global Manufacturing PMI.
As previsões apontam para uma desaceleração das encomendas no mês de Outubro para 0,3%, dos 0,4% do mês anterior, se excluídos os transportes as encomendas aceleraram de -0,5% para +0,1% e sem as encomendas da Defesa a desaceleração é de 1,4% para apenas 0,4%.
O consenso aponta para que a venda de casas novas continue a cair em Outubro de 603 milhões no mês anterior para 578 milhões, mas a um ritmo menor (-3,8% face a -10,9% no mês anterior).
O S&P Global Manufacturing PMI do mês passado foi revisto em alta para 50,4 (de 49,9) e as previsões abrem a possibilidade de se manter em terreno de expansão com uma leitura de 50,1. O PMI de serviços deverá permanecer em terreno de contracção mas subindo de 47,8 para 49,3. O S&P Global Composite PMI deverá ficar abaixo da linha de 50, mas subindo de 48,2 para 49,5.
Iremos ter ainda o Índice Manufactureiro de Richmond, os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego e a revisão dos dados da Universidade de Michigan da Confiança do Consumidor e das Expectativas de Inflação.

Zona Euro
O destaque da semana vai para a divulgação dos S&P Global PMIs, tanto da Zona Euro como das principais economias que a constituem.
As previsões apontam para mais perdas no PMI manufactureiro que poderá cair de 46,4 em Outubro, para 46 em Novembro. O PMI do sector de serviços do mês de Outubro foi revisto em alta de 48,2 para 48,8, mas poderá mostrar novas perdas neste mês de Novembro para 48,0.
Teremos também a divulgação dos PMIs em França e na Alemanha, com esta última a poder mostrar também a recuperação dos níveis mínimos de mais de dois anos registados em Outubro. O sector manufactureiro, segundo o consenso, poderá aumentar de 45,1 para 45,9, o de serviços de 46,5 para 47,5 e o PMI Composto de 45,1 para 46,5.
As atenções estarão também voltadas para o indicador da Confiança do Consumidor na Zona Euro e para o do indicador de sentimento empresarial IFO alemão. O primeiro, que ainda se mantém em torno de mínimos de mais de uma década, poderá continuar a recuperação iniciada no mês passado. O segundo, infelizmente e segundo as previsões, deverá manter a tendência de queda, com o valor a cair ainda mais de 84,3 para 83,7.
Teremos ainda, na Zona Euro os números da Conta Corrente, na Alemanha o Índice de Preços no Produtor, a Confiança do Consumidor GfK e a leitura final do PIB do terceiro trimestre e em França a leitura preliminar da inflação de Novembro.

Reino Unido
Serão também os dados do S&P Global/CIPS PMI que irão atrair as atenções dos mercados. As estimativas de mercado no sector manufactureiro apontam para uma queda de 46,2 do PMI de Outubro, para 45,6 em Novembro e no sector de serviços a queda ainda deverá ser maior, de 48,8 para 47,6.
Teremos também os Empréstimos Líquidos ao Sector Público e as Expectativas de Encomendas Industriais CBI.

Canadá
Por aqui as atenções irão estar centradas na divulgação das vendas a retalho de Setembro que, segundo as estimativas, deverão mostrar uma contracção mensal de -0,5%, depois de um aumento de 0,7% no mês anterior, e no comparativo anual recuar de 7% para 5,1%. O consenso aponta para que as vendas a retalho excluindo as vendas de carros contraiam -0,4%.

Suíça
Tudo o que haverá por aqui será a divulgação do Barómetro Económico KOF.

Japão
Numa semana que contará também com um feriado a meio, teremos dados de inflação e do PMI.
O Jibun Bank Manufacturing PMI de Novembro, segundo as previsões, deverá mostrar um pequeno abrandamento de 50,7 para 50,2.
O Índice de Preços no Consumidor core de Tóquio, deverá mostrar nova subida no comparativo anual de 3,4% para 3,5%.

Nova Zelândia
O destaque vai para a divulgação das Vendas a Retalho do terceiro trimestre que deverão recuperar da queda que registaram no trimestre anterior, ao subirem 2,4%, depois da contracção de -2,3%. No comparativo anual as vendas deverão mostrar agora um recuo de -1,0% face a -3,7% do trimestre anterior.
Iremos ainda ter a divulgação das despesas com Cartão de Crédito e os números da Balança Comercial.

Austrália
Por aqui teremos o Índice Avançado da Conference Board e a leitura final dos PMI deste mês de Novembro, que deverão ser revistos em baixa de 52,7 para 52,2 no sector manufactureiro e de 49,3 para 48,6 no sector de serviços.


Bancos Centrais



O Reserve Bank of New Zealand irá reunir esta semana e o mercado está dividido entre um aumento de 50 e de 75 pontos base.


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