Amanhã destacamos
RBNZ, PMIs e Minutas do Fed

Amanhã destacamos RBNZ, PMIs e Minutas do Fed

É o grande dia desta semana. Uma semana curta para os mercados norte-americanos com o feriado do Dia de Acção de Graças e o meio-feriado da “Black Friday”.

Esta noite o destaque vai para a reunião do Reserve Bank of New Zealand onde o mercado se divide em torno de uma decisão que levará o banco central a subir a sua taxa de juro entre 50 e 75 pontos base.
O Japão estará de fora em feriado.

Os mercados irão estar também muito atentos à divulgação dos PMIs principalmente na Zona Euro e suas principais economias, mas também no Reino Unido, nos Estados Unidos e ainda na Austrália.
Na Austrália, a leitura final dos PMI deste mês de Novembro deverão ser revistos em baixa de 52,7 para 52,2 no sector manufactureiro, de 49,3 para 48,6 no sector de serviços, levando o PMI Compósito a cair de 49,8 para 49,1.
Na Zona Euro as previsões apontam para mais perdas no PMI manufactureiro que poderá cair de 46,4 em Outubro, para 46 em Novembro. O PMI do sector de serviços do mês de Outubro foi revisto em alta de 48,2 para 48,8, mas poderá mostrar novas perdas neste mês de Novembro para 48,0.
No Reino Unido, as estimativas de mercado no sector manufactureiro apontam para uma queda de 46,2% do PMI de Outubro, para 45,8 em Novembro e no sector de serviços a queda ainda deverá ser maior, de 48,8 para 48. O S&P Global/CIPS Composite PMI deverá cair de 48,2 para 47,5.
Nos Estados Unidos, o S&P Global Manufacturing PMI do mês passado foi revisto em alta para 50,4 (de 49,9) e as previsões abrem a possibilidade de se manter em terreno de expansão com uma leitura de 50,1. O PMI de serviços deverá permanecer em terreno de contracção mas subindo de 47,8 para 48. O S&P Global Composite PMI deverá ficar abaixo da linha de 50, mas subindo de 48,2 para 49,5.

Nos Estados Unidos contaremos ainda com os importantes dados do mercado imobiliário, com as encomendas de bens duradouros, os números semanais de pedidos de subsídio de desemprego, os inventários semanais de crude e ainda pela revisão dos dados da Universidade de Michigan da Confiança do Consumidor e das Expectativas da Inflação.
O consenso aponta para que a venda de casas novas continue a cair em Outubro de 603 milhões no mês anterior para 578 milhões, mas a um ritmo menor (-3,8% face a -10,9% no mês anterior).
Nas Encomendas de Bens Duradouros as previsões apontam para uma desaceleração no mês de Outubro para 0,3%, dos 0,4% do mês anterior, se excluídos os transportes as encomendas aceleraram de -0,5% para +0,1% e sem as encomendas da Defesa a desaceleração é de 1,4% para apenas 0,4%.
Relativamente à venda de casas novas, o consenso aponta para que continuem a cair, em Outubro, de 603 milhões no mês anterior para 578 milhões, mas a um ritmo menor (-3,8% face a -10,9% no mês anterior).

O Economista-Chefe do Banco de Inglaterra, Huw Pill, irá proferir um discurso intitulado “Levando a inflação para a meta: cumprindo o imperativo político”, nas Beesley Lectures em Londres.

Os mercados irão estar especialmente atentos à divulgação das Minutas do Fed relativas à sua última reunião, tentando encontrar qualquer pista que mostrem sinais de que o FOMC está mais alinhado para um recuo no aperto monetário, podendo voltar a dar asas aos mercados obrigacionistas e accionistas, enquanto o sublinhar de preocupações continuadas na persistente inflação e sinais de taxas elevadas por muito mais tempo poderão arrefecer as esperanças do mercado, pelo menos por mais algum tempo.

Na frente empresarial o mercado irá estar atento à apresentação dos resultados da John Deere.


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