EUR/USD
Semanal

EUR/USD Semanal

O mercado financeiro mantém expectativas mais restritivas relativamente à política monetária dos bancos centrais, com as yields obrigacionistas a permanecerem elevadas, mesmo com o recuo dos preços do petróleo.

O EUR/USD manteve-se na semana passada a negociar em torno dos recentes mínimos, pressionado pelas yields obrigacionistas globais, que continuam próximas dos máximos dos últimos anos. Isto mesmo apesar do recuo dos preços do petróleo face aos máximos da semana anterior, num contexto de esperança de um entendimento entre os Estados Unidos e o Irão que permita aliviar as tensões no Médio Oriente e reabrir o Estreito de Ormuz, contribuindo para uma gradual normalização dos preços da energia.

As expectativas dos mercados relativamente à política monetária dos dois mais importantes bancos centrais do mundo — a Reserva Federal dos Estados Unidos e o Banco Central Europeu — continuaram a apontar para que a Fed mantenha inalteradas as suas taxas de juro nos próximos meses, começando mesmo os investidores a admitir a possibilidade de uma subida de taxas mais perto do final do ano. Já relativamente ao Banco Central Europeu, os mercados continuam a admitir a possibilidade de uma nova subida de taxas na reunião de Junho, embora as expectativas para Julho permaneçam menos definidas, muito dependentes da evolução das tensões no Médio Oriente e do comportamento da inflação.

Os dados preliminares dos PMIs divulgados na semana passada mostraram a divergência mais acentuada entre as economias norte-americana e europeia desde o início da guerra. Enquanto o índice composto da Zona Euro caiu de 48,8 em Abril para 47,5 em Maio — o nível mais baixo desde Outubro de 2023 —, do outro lado do Atlântico o PMI industrial da S&P Global registou uma leitura de 55,3, o nível mais elevado dos últimos meses, sinalizando uma expansão robusta da actividade económica.

Esta semana teremos mais dados da inflação na Europa e nos Estados Unidos. Na Europa serão divulgados os dados da inflação das maiores economias da Zona Euro, enquanto nos Estados Unidos teremos a medida de inflação mais acompanhada pela Reserva Federal, o core PCE price index.

Um reacender das pressões inflacionistas deverá continuar a favorecer o dólar mais do que o euro, aumentando as pressões descendentes sobre o EUR/USD.

No entanto, uma vez mais, na minha opinião, a evolução das negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuará a ser o principal catalisador para o par cambial, que continua preso numa ampla área de consolidação entre 1,1600 e 1,1800.

Os sinais apontam cada vez mais para que um acordo acabe por ser alcançado. Esse desfecho poderá suportar o EUR/USD, levando o par a voltar a testar o nível de 1,1800. Ainda assim, uma inflação persistentemente elevada nos Estados Unidos poderá limitar os ganhos do par, travando um eventual movimento em direcção ao nível psicológico dos 1,2000 ou mesmo ao máximo do ano, próximo de 1,2100.



Tecnicamente

Gráfico EUR/USD semanal

Fonte XTB xStation 5


O EUR/USD continua a negociar dentro de uma área de consolidação em termos gerais entre 1,1500 e 1,1800, continuando na semana passada a negociar abaixo da média móvel das 21 semanas.

A linha de MACD praticamente coincidente com a linha neutra e a linha de sinal, em conjunto com um RSI muito perto da linha de 50, mantém um “momentum” neutro para o par.

O break do máximo do mês anterior a 1,1849, poderá levar ao quebrar do padrão de consolidação mais apertado, abrindo espaço para um teste à resistência a 1,1918, limite superior de um padrão de consolidação mais alargado. O ultrapassar desta resistência irá expor o máximo do ano a 1,2082, onde pelo meio encontra a resistência psicológica de 1,2000.

O quebrar do mínimo das últimas semanas a 1,1660, poderá confirmar a continuação do EUR/USD na área de consolidação 1,1480/1,1830. Só o break do suporte a 1,1480 colocará o par num cenário mais bearish, que o pode levar para os mínimos de Maio de 2025, a 1,1065.

Gráfico EUR/USD diário

Fonte XTB xStation 5

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O EUR/USD terminou a semana passada a negociar de novo abaixo da Nuvem de Ichimoku diária, após ter quebrado na semana anterior, o suporte dado pela média móvel dos 200 dias.

O MACD segue abaixo da linha neutra, mostrando um momento descendente no EUR/USD, onde o RSI abaixo da linha dos 50, mas ainda longe de uma situação de sobrevenda, abre espaço para mais perdas no par.

Com o EUR/USD a negociar abaixo da Nuvem de Ichimoku diária, o par segue mais “pesado”. O suporte a 1,1579 (mínimo de Janeiro deste ano) já foi atingido, mas não seriamente testado.
A formação do possível “double top” em torno dos 1,1800, identificado na semana passada, após o quebrar da linha de sinal nos 1,1675, continua a apontar para um possível objectivo do par na zona dos 1,1550. Abaixo desse nível teremos o suporte psicológico dos 1,1500, antes dos mínimos do ano entre 1,1410 e 1,1430.

Uma inversão da actual tendência descendente terá de contar com uma primeira resistência da Nuvem de Ichimoku (no princípio da semana a 1,1670) e posteriormente com a MM 200 dias (de momento nos 1,1681). O quebrar desta área poderá voltar a expor os recentes máximos do EUR/USD em torno dos 1,1800 (1,1788).


Resistências - Suportes

1,1681 - 1,1579

1,1788 - 1,1500

1,1848 - 1,1443


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