Café da Manhã
Como prometido …

Café da Manhã Como prometido …

Enquanto a Reserva Federal continua a aumentar taxas de juro para combater a inflação, no Japão o banco central continua a mantê-las para suportar o crescimento económico.

Ontem, a Reserva Federal nos Estados Unidos aumentou a sua taxa de juro em 75 pontos base, elevando as taxas de juro dos fed funds dos 2,25%-2,50% para 3,00%-3,25%, com as projecções dos membros da FOMC acima do que era esperado pelo mercado e com Jerome Powell a prometer ainda mais subidas de taxas de juro. Os mercados esperam agora nova subida de 75 pontos na próxima reunião de Novembro.

No Japão, o banco central manteve a sua política facilitista com taxa de juro a continuar em terreno negativo (-0,10%) e o controlo da curva de taxa de juro, prometendo mesmo que aumenta as condições de expansão económica se tal for necessário.

Na Suíça, o Banco Nacional Suíço subiu a sua taxa de referência em 75 pontos base, tal como amplamente esperado, com a taxa a sair de terreno negativo (-0,25) para 0,50%.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram ontem em perdas, depois de uma sessão onde negociaram entre altos e baixos, pressionados por mais um aumento esperado de 75 pontos base nas taxas de juro dos fed funds. O índice Dow Jones caiu 1,70%, o S&P 500 1,71% e o Nasdaq 1,79%.

Na Ásia, as acções negociaram em perdas, com a confiança dos investidores abalada por mais subidas de taxas de juro e pelo aumento da instabilidade em torno da situação entre China e Taiwan.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a recuar 0,58% mesmo depois do Banco do Japão continuar a sua política de ajuda à economia.
Na Austrália, o índice ASX 200 caiu 1,56%.
Na China, o índice Shanghai Composite recuou 0,27%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,82%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,63%.

Na Europa, os mercados accionistas estão também a começar o dia em perdas, com o sentimento de mercado a ser impactado pela subida das taxas de juro assim como com a situação da guerra na Ucrânia.
O índice Euro Stoxx 50 segue de momento a recuar 0,70% e o DAX 0,64%.
O CAC 40, de França perde 0,77% e no Reino Unido o FTSE 100 recua 0,37%, enquanto espera pela reunião do Banco de Inglaterra.

No mercado cambial a volatilidade volta a imperar tendo o dólar como rei.
O índice do dólar DXY regista novos máximos a 111,56, seguindo neste momento a recuar do mesmo e a negociar a 110,90.
O EUR/USD, depois de ter registado já hoje um novo mínimo do ano a 0,9807, segue de momento a negociar a 0,9870.
A libra, enquanto espera pelo Banco de Inglaterra, segue pouco alterada face ao euro (0,8725) mas registou novo mínimo de 37 anos face ao dólar ao cotar a 1,1212, mas recupera de momento para 1,1315.
O iene segue pressionado, depois do seu banco central ter mantido a sua taxa de juro inalterada. O USD/JPY registou novo máximo a 145,90, e segue de momento a 142,75.
O franco suíço, que vinha a registar novos máximos, recuou depois de conhecido o aumento de 75 pontos base na sua taxa de juro, com o presidente do Banco Nacional Suíço a dizer que taxas de juro negativas continuarão a ser um instrumento a utilizar se necessário. O USD/CHF sobe de de 0,9665 para 0,9800 e o EUR/CHF de 0,9465 para 0,9675.

Os preços do petróleo seguem de momento a recuperar das perdas registadas ontem, com os receios de uma oferta “apertada” a superarem os de uma menos procura devido a possível recessão.
O Brent segue de momento a negociar a $91,10 por barril e o WTI a $84,15.


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