Café da Manhã
Taxas voltam a subir

Café da Manhã Taxas voltam a subir

A semana está a terminar com as yields obrigacionistas de volta a ganhos, levando a uma recuperação do dólar e a pressões sobre o preço das acções

O abrandamento da inflação nos Estados Unidos, conhecido na semana passada, levou a uma recuperação dos mercados obrigacionistas que levaram as respectivas yields a continuar a recuar dos máximos atingidos nas últimas semanas. Mas, novamente, a retórica dos responsáveis da Reserva Federal continua a sublinhar que o abrandamento do ritmo de subida de taxa de juro não é o mesmo que uma inversão na política monetária.
Ontem, os mercados ficaram mais convencidos disso mesmo depois das palavras de mais dois responsáveis do Fed. James Bullard disse que, na sua opinião, as taxas devem ir, pelo menos, até 5-5,25% e Kashkari minimizou a relevância dos dados da inflação de “um” mês.

Os mercados accionistas norte-americanos voltaram a terminar a sessão em terreno negativo, com comentários mais agressivos por parte de James Bullard, presidente do Fed de St. Louis, dizendo que o Fed precisa de continuar a aumentar a sua taxa de juro, já que o aperto monetário feito até ao momento “teve apenas efeitos limitados na inflação”.
O índice Dow Jones terminou a sessão praticamente inalterado, recuando marginalmente 0,02%, o S&P 500 recuou 0,31% e o índice tecnológico Nasdaq 0,35%.

Na Ásia, as acções terminaram o último dia da semana seguindo o exemplo de Wall Street, pressionados ainda pelo aumento de tensões geoestratégicas originadas pelos consecutivos testes de lançamento de mísseis balísticos pela Coreia do Norte.
O índice Nikkei, do Japão, recuou 0,11%, depois dos dados da inflação terem surpreendido em alta, em máximos dos últimos 40 anos.
Já o índice ASX 200, da Austrália, terminou a sessão em terreno positivo avançando 0,23%, assim como o índice Kospi, da Coreia do Sul, que avançou marginalmente 0,06%.
Na China, o índice Shanghai Composite recuou 0,58% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,30%.

Os mercados accionistas europeus estão a começar esta sexta-feira em terreno positivo.
O índice Euro Stoxx 50 segue de momento a avançar 0,53%.
O índice DAX, da Alemanha, avança 0,39% e o CAC 40, de França, 0,52%.
No Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,31%.
Já o índice Euro Stoxx 600, mais abrangente, segue a perder 0,94%.

No mercado cambial, os comentários mais agressivos do Fed levaram ontem a uma subida das yields das treasuries, suportando ganhos no dólar norte-americano que se mantêm no início deste último dia da semana.
O índice do dólar, DXY, negocia em torno de 106,50, recuperando dos mínimos da semana, enquanto o EUR/USD negocia em torno de 1,0350, depois de máximos muito perto de 1,0500.
Depois da apresentação do Plano Fiscal de Longo Prazo, a libra segue sem direcção bem definida, com o GBP/USD a negociar abaixo de 1,1900 e o EUR/GBP em torno de 0,8700.
O iene volta a negociar pressionado com a subida das yields norte-americanas, depois de uma pequena recuperação com a divulgação do aumento da inflação. O USD/JPY segue acima de 140,00 e o EUR/JPY de 145,00.

Os preços do petróleo voltaram a negociar ontem em quedas acentuadas, entre receios renovados de uma contracção económica devido à subida das taxas de juro e ainda com o aumento de casos de Covid na China, que poderão pressionar a procura por petróleo.
O último dia da semana está a começar com o barril de Brent a negociar de novo abaixo dos $90,00 ($89,65 de momento) e o do WTI a $81,75.

Bom fim-de-semana!


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