Café da Manhã
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Os preços do petróleo negociaram em forte volatilidade no primeiro dia da semana em notícias de possível aumento de produção por parte da Arábia Saudita assim como de outros países da OPEP.

O Wall Street Journal noticiou que a OPEP estaria a avaliar a possibilidade de um aumento de 500 mil barris por dia na sua próxima reunião de 4 de Dezembro, uma mudança radical face à anterior reunião onde decidiram diminuir a produção em 2 mil milhões de barris. Esta mudança aconteceria um dia antes do embargo da União Europeia ao petróleo russo e do objectivo do G7 de colocar um limite ao preço do seu petróleo.
Entretanto, a Arábia Saudita negou tais intenções, com o Ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, a dizer à agência de notícias saudita que “o actual corte de 2 milhões de barris por dia pela OPEP + continua até o final de 2023”.

Os preços do petróleo chegaram a perder mais de 6%, recuperando depois do desmentido da Arábia Saudita. O preço do Brent que abriu a semana a negociar acima de $87 por barril chegou a negociar a $82,35 para terminar a $87,80. O do WTI negociou a um mínimo de $75,30 para terminar o dia acima de $80.
Os preços seguem de momento em torno dos níveis de fecho de ontem, com o Brent a negociar a $88,00 por barril e o WTI a $80,50.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o primeiro dia da semana em terreno negativo, com a confiança dos investidores a ser pressionada por receios de que os novos casos de Covid-19 na China levem a novas restrições. Pequim poderá fechar empresas e escolas nos distritos mais atingidos e tornar as regras de entrada na cidade mais rígidas, com as infecções a aumentarem.
O índice Dow Jones terminou a sessão a recuar 0,13%, o S&P 500 0,39% e o Nasdaq 1,09%.

Na Ásia as acções negociaram mistas, com os investidores preocupados com o aumento de casos de Covid na China a levar a mais restrições pesando nas actividades económicas.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão de hoje a avançar 0,61% e o ASX 200, da Austrália, 0,59%.
Na China, o índice Shanghai Composite avançou 0,13%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng, caiu 1,31%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,59%.

Na Europa os mercados accionistas estão a começar o dia em terreno positivo, depois dos dados da conta corrente terem surpreendido com um saldo negativo de 8,1 mil milhões de euros, face a cerca de 2o mil milhões esperados.
O índice Euro Stoxx 600 avança de momento 0,62% e o Euro Stoxx 50 0,58%.
O índice Dax, da Alemanha, avança 0,59%, e o CAC 40, de França, 0,37%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 ganha 0,92%.

No mercado cambial o dólar está a começar o dia a recuar dos ganhos realizados logo no primeiro dia da semana.
O índice DXY segue de momento a 107,30, depois de ontem ter chegado a 107,88 e o EUR/USD recua do mínimo de ontem a 1,0223 para 1,0275 onde negocia de momento.
O iene mantém-se em torno do nível 145,25 face ao euro, mas o USD/JPY recua dos máximos atingidos a 142,25, negociando de momento a 141,30.
A libra segue a negociar em ganhos modestos, com o GBP/USD a 1,1880 e o EUR/GBP a 0,8655.
O banco central neozelandês reúne esta noite, com o mercado a dividir-se entre um aumento de 50 e 75 pontos base. O dólar segue de momento em ganhos com o NZD/USD a negociar a 0,6150 e o EUR/NZD a 1,6715.


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