Café da Manhã
Em modo de risco

Café da Manhã Em modo de risco

É como seguem ainda assim os mercados accionistas apesar de responsáveis do Fed apontarem para taxas altas, protestos na China e PMIs na Europa a recuperar de mínimos, mas ainda em terreno de contracção.

Tanto Esther George como Loretta Mester fizeram discursos em linha com a actual posição do banco central, destacando o compromisso do Fed em conter a inflação, com a primeira a observar que o nível relativamente alto de poupança das famílias americanas significava que o Fed poderia ter de aumentar mais as taxas.

Os mercados accionistas, nos Estados Unidos, terminaram o dia de ontem em ganhos relevantes, com os investidores animados pelas previsões em alta das vendas da Best Buy que acalmaram os receios de que uma inflação e taxas de juro elevadas levariam a uma pior época de vendas de Natal. Ainda a contribuir para uma subida dos mercados accionistas esteve a subida do petróleo que suportou ganhos no sector energético.
O índice Dow Jones terminou a sessão a ganhar 1,18%, enquanto os índices S&P 500 e Nasdaq subiram 1,36%.

As restrições à Covid que isolaram milhares de trabalhadores da “iPhone City” em Zhengzhou levaram a um raro e violento protesto, com trabalhadores em confronto com o pessoal de segurança.
Ainda assim, os mercados accionistas asiáticos terminaram a sessão de hoje em ganhos, com o Japão de fora em feriado.
O índice ASX 200, da Austrália, ganhou 0,70% e o Kospi, da Coreia do Sul, 0,53%.
Na China, o índice Shanghai Composite avançou 0,26% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,57%.

Na Europa, os mercados accionistas seguem em terreno positivo, com modestos ganhos, depois da actividade do sector privado da zona do euro ter atingido um máximo de dois meses, mas continuando em território de contracção, segundo os dados do S&P Global's Composite PM que mostrou uma leitura de 47,8, acima da leitura de Outubro de 47,3 e superando as estimativas.
O índice Euro Stoxx 600 avança 0,24% e o Euro Stoxx 50 0,16%.
O Dax, da Alemanha, avança 0,05% e o CAC 40, de França, 0,12%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,49%.

No mercado cambial, o dólar volta a negociar em perdas, depois da recuperação logo no início da semana.
O índice do Dólar DXY cai de níveis em torno de 108,00 para voltar hoje a negociar abaixo de 107,00.
O EUR/USD depois de ontem chegar a negociar abaixo de 1,0240, segue de momento a negociar acima de 1,0300.
A libra regista alguma recuperação dos níveis de fecho de ontem com o GBP/USD a voltar a negociar acima de 1,1900 e o EUR/GBP a 0,8655.
O iene continua a negociar em torno de 141,35 face ao dólar e a 145,90 face ao euro.
Esta noite, na Nova Zelândia, o Reserve Bank of New Zealand decidiu por um aumento de 75 pontos base na sua taxa de juro, de 3,50% para 4,25%, com o banco central a colocar mesmo a hipótese de uma subida de 100 pontos base. O NZD/USD volta a negociar em torno dos recentes máximos e seguindo de momento a negociar muito perto de 0,6200 e o EUR/NZD abaixo de 1,6700.

Os preços do petróleo continuam a recuperar dos recentes mínimos, impulsionados pelo desmentido da Arábia Saudita relativamente ao aumento de produção e ainda pela diminuição dos inventários semanais de petróleo nos Estados Unidos, divulgados no relatório do American Petroleum Institute de 4,8 milhões de barris.
O Brent segue de momento a negociar a $89,20 por barril e o WTI a $81,70.


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