Café da Manhã
Dia de Acção de Graças

Café da Manhã Dia de Acção de Graças

É o grande feriado da família nos Estados Unidos com os mercados financeiros norte-americanos de fora e os restantes contarão com uma liquidez reduzida.

É um feriado de longa tradição nos Estados Unidos, em que as famílias se reúnem em jantares de confraternização, em que o prato típico é o peru, daí este feriado também ser conhecido como o dia do peru (Turkey Day).
O Dia de Acção de Graças é também comemorado normalmente com grandes desfiles e realização de jogos de futebol americano.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem, véspera de feriado, em terreno positivo, depois das minutas da última reunião da Reserva Federal terem mostrado que a grande maioria dos membros da FOMC apoiaram um abrandamento no ritmo de subida de taxas de juro a partir do próximo mês. De acordo com a CME FedWatch Tool, os mercados estão a descontar 75% de probabilidade de uma redução na próxima reunião de 50 pontos face a 25% para uma de 75 pontos base.
O índice Dow Jones avançou 0,28% e o S&P 500 0,59%, enquanto o Nasdaq subiu 0,99%.

Os mercados accionistas asiáticos seguiram o caminho deixado ontem por Wall Street e terminaram o dia de hoje em terreno positivo, com excepção dos mercados na China continental que continua a braços com mais novos casos de Covid-19.
O índice nipónico Nikkei, regressado de um feriado, terminou a sessão a ganhar 0,95% e o ASX 200, da Austrália, 0,14%.
Na China, o índice Shanghai Composite recuou 0,25%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,76%.
Na Coreia do Sul, depois de o seu banco central ter aumentado a sua taxa de juro em 25 pontos base, o índice Kospi ganhou 0,96%.

A Europa, em dia de IFO e de minutas da última reunião do Banco Central Europeu, está a começar o dia com as acções a negociarem em terreno positivo.
O índice Euro Stoxx 600 avança 0,29% e o Euro Stoxx 50 0,50%.
Da Alemanha, o índice DAX ganha 0,72% e o CAC 40, de França, 0,48%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 segue de momento inalterado.

No mercado cambial, o dólar volta a ceder pressionado pelas minutas da Reserva Federal durante o dia de ontem, onde a grande maioria dos membros da FOMC, terem apoiado um aumento mais comedido da sua taxa de juro no próximo mês de Dezembro.
O índice DXY volta para níveis abaixo dos 106,00, enquanto o EUR/USD volta para níveis acima de 1,0400.
A libra segue a negociar em ganhos decentes, depois das palavras de ontem de Huw Pill, do Banco de Inglaterra, terem apontado para a possibilidade de mais aumentos. O GBP/USD volta a negociar bem acima de 1,2000 e o EUR/GBP em torno de 0,8625.
O iene continua resiliente com o USD/JPY de volta abaixo de 139,00 e o EUR/JPY dos 145,00.
Também o franco suíço segue a negociar em alta, com o USD/CHF de volta a mínimos recorde em torno de 0,9400 e o EUR/CHF em torno de 0,9800.
O dólar neozelandês segue a negociar em torno de recente máximos, com o NZD/USD em torno de 0,6250, muito perto de atingir a MM simples dos 200 dias, de momento a 0,6302.

Os preços do petróleo voltaram ontem a negociar em volatilidade. Depois dos ganhos no início do dia, o preço do petróleo voltou a registar perdas acentuadas depois dos preços limite propostos para o petróleo russo ter sido entre os $65 e os $70 por barril, em linha com a média histórica antes da invasão russa à Ucrânia, mas acima do esperado e muito acima do seu custo de produção.
O Brent segue de momento a negociar a $84,90 por barril e o WTI a $77,60.


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