Café da Manhã
Risk off

Café da Manhã Risk off

Os mercados voltam a negociar em modo de aversão ao risco, com a confiança dos investidores abalada pelo impasse em torno do aumento do limite da dívida dos Estados Unidos.

Representantes da Casa Branca e dos republicanos do Congresso terminaram ontem mais uma ronda de negociações sobre o aumento do tecto da dívida, sem terem conseguido qualquer progresso. Os representantes republicanos continuam a apontar para a inactividade da Casa Branca, dizendo que necessitam ver “algum movimento ou alguma mudança fundamental” do seu lado.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem em perdas mais significativas, depois de Joe Biden e Kevin McCarthy terem terminado mais uma ronda de negociações sem conseguirem ultrapassar o impasse em torno do aumento do tecto da dívida dos Estados Unidos. Estas preocupações levaram as taxas de juro dos Bilhetes do Tesouro a 1 mês a níveis recorde a 5,888%.
O índice Dow Jones recuou 0,69%, o S&P 500 perdeu 1,12% e o Nasdaq 1,26%.

Na Ásia, as preocupações em torno da discussão do tecto da dívida norte-americana impactaram também os mercados accionistas, terminando em perdas significativas.
No Japão, o índice Nikkei perdeu 0,85% e o Topix 0,42%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,62%, e o Kospi, da Coreia do Sul, terminou praticamente inalterado (-0,01%).
Na China, o índice Shanghai Composite cai de momento 1,28% e o Hang Seng, de Hong Kong, lidera as perdas ao cair 2,09%.

Os mercados accionistas europeus estão a começar o dia de hoje em perdas acentuadas, enquanto esperam pelos dados do IFO na Alemanha.
O índice Euro Stoxx 600 e o Euro Stoxx 50 seguem de momento a cair cerca de 1,55%.
Na Alemanha, o índice DAX perde 1,51% e o CAC 40, de França, 1,68%.
No Reino Unido, depois dos dados da inflação terem recuado menos do que o esperado, o índice FTSE 100 perde de momento 1,57%.

No mercado cambial o dólar continua a registar valorizações, com o índice DXY a negociar de momento a 103,45 e o EUR/USD continua em torno dos recentes mínimos a 1,0770.
A libra volta a negociar em perdas, após os ganhos registados depois de conhecidos os dados da inflação, que mostraram uma queda de 10,1% do mês passado, para 8,7% este mês, mas ficando bem acima dos 8,3% esperados, com a inflação subjacente mesmo a acelerar de 6,2% para 6,8%, suportando a expectativa de subida de taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra. O GBP/USD segue de momento a negociar a 1,2400 e o EUR/GBP a 0,8690.
O iene japonês continua a negociar em torno dos recentes mínimos. O USD/JPY negocia a 138,60, encostado aos recentes máximos do ano, enquanto o EUR/JPY cota de momento a 149,40.
O dólar neozelandês segue a negociar em perdas acentuadas, depois do seu banco central, esta noite, ter subido a sua taxa de juro em 25 pontos base, mas sinalizado que este teria sido o último aumento de um ciclo que trouxe a sua taxa para um máximo dos últimos catorze anos. O NZD/USD segue de momento a negociar a 0,6140 e o EUR/NZD a 1,7560.

Os preços do petróleo voltaram ontem a negociar em alta, depois do ministro da energia saudita ter dito aos ”short sellers” (os detentores de posições curtas nos mercados de futuros de petróleo) “cuidado”, a poucos dias da reunião de Junho da OPEP. A Arábia Saudita e outros produtores de petróleo surpreenderam os mercados há pouco tempo com cortes inesperados na produção, que começaram em Maio.
Os preços ainda foram mais impulsionados, depois do relatório do American Petroleum Institute ter mostrado uma redução nos inventários semanais de petróleo norte-americano de 6,8 milhões de barris, face a cerca de 500 mil esperados.
O Brent segue de momento a negociar a $77,50 por barril e o WTI a $73,70.


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