A semana que começa
Uma Semana Santa mas …

A semana que começa Uma Semana Santa mas …

Uma semana mais tranquila pela frente, com os feriados da Páscoa, mas onde os mercados irão estar especialmente atentos, uma vez mais, à medida preferida do Fed para a inflação.

Começamos por desejar a todos uma doce e Santa Páscoa!


No próximo fim-de-semana não iremos ter a publicação da rubrica “A semana que começa”, que estará de volta a 7 de Abril.



A semana de Páscoa será ligeira de eventos e de dados económicos, no entanto, iremos ter na Sexta-Feira Santa, feriado em muitos dos mercados, a divulgação da medida preferida da Reserva Federal para a inflação. Se bem que sempre importante, o número desta semana ganha ainda mais relevância depois de Jerome Powell na conferência de imprensa que se seguiu à decisão do FOMC na passada semana, ter colocado ainda mais importância nos dados da inflação para uma tomada de decisão relativamente ao timing de cortes de taxas de juro.






Se esta semana será ligeira de indicadores económicos, o mesmo já não se poderá dizer da primeira semana de Abril, que irá contar com os dados da inflação na Zona Euro e com as minutas da última reunião do Banco Central Europeu, enquanto nos Estados Unidos teremos os dados do ISM tanto do sector manufactureiro como do de serviços e ainda com os dados do mercado de trabalho, mesmo que Jerome Powell tenha apontado nesta altura como menos importantes para uma decisão de taxas.






No fim-de-semana de Páscoa é a vez da Europa entrar na hora de Verão, pelo que voltaremos à habitual diferença horária com os Estados Unidos. Ou seja, Wall Street a começar a negociar às 14h30, hora de Lisboa, terminando pelas 21h00 e com a grande maioria dos indicadores económicos a serem divulgados pelas 13H30.


Dados Económicos



Estados Unidos da América
As palavras de Jerome Powell na conferência de imprensa que se seguiu à decisão de política monetária da Reserva Federal colocaram ainda mais as atenções nos dados da inflação. Esta semana iremos ter a medida preferida do Fed para a inflação, o Core PCE Price Index para a qual estarão todos os olhos voltados.
O Core PCE Price Index de Janeiro mostrou um aumento mensal de 0,4%, o dobro dos 0,2% que são necessários para levar de forma consistente a inflação para a meta dos 2%. Depois dos dados já conhecidos do IPC e do IPP, as estimativas apontam para um aumento de 0,3%, o que sem ser ideal, já é um progresso. O número é divulgado na Sexta-Feira Santa, com a grande maioria dos mercados encerrados.
Nessa mesma sexta-feira temos também os dados relativos aos gastos e aos rendimentos pessoais, onde as previsões apontam para um aumento dos primeiros e uma redução dos segundos.
Durante a semana teremos ainda um número relevante de indicadores a observar.
Logo na segunda-feira teremos dados das vendas de casas novas, com as estimativas a apontarem para um aumento de 3% em Fevereiro, depois do aumento de 1,5% no mês anterior.
Na terça-feira teremos mais dados do mercado imobiliário com a divulgação do Índice de Preços das Casas S&P/Case-Shiller que deverá mostrar uma aceleração nos preços de 6,1% para 6,6%. Teremos os dados das encomendas de bens duradouros, onde as estimativas apontam para uma recuperação parcial das quedas de Janeiro, com um aumento de 1,2%, face a -6,2% anterior, e se excluídos as encomendas de transportes, um crescimento de 0,4%, recuperando a queda do mesmo valor no mês anterior. Teremos ainda o índice manufactureiro de Richmond e o índice de Confiança do Consumidor da Conference Board.
Na quarta-feira teremos um dia mais tranquilo e na quinta-feira voltamos a ter dados do mercado imobiliário com os números das vendas pendentes de casas que, segundo as estimativas, deverão 4,9% subir 1,5% depois da queda de 4,9% no mês anterior. A leitura final do PIB deverá confirmar o crescimento de 3,2% no último trimestre de 2023. Os números semanais dos novos pedidos de subsídio de desemprego deverão mostrar um ligeiro aumento. Uma pequena melhoria deverá também ser observada no Chicago PMI (de 44,0 para 45,9). Por fim teremos a revisão dos dados da Universidade de Michigan.

A semana que se segue ao fim-de-semana de Páscoa será também de indicadores económicos importantes.
Iremos ter os dados do ISM (na segunda e quarta-feira), as vagas de emprego JOLTS e o ADP, terminando com os Non-Farm Payrolls na sexta-feira, apenas para mencionar os mais importantes.

Zona Euro
Numa semana mais curta devido aos feriados da Páscoa, iremos ter uma semana relativamente tranquila em termos de dados económicos, onde é de destacar a divulgação na quarta-feira dos dados da inflação de Março em Espanha, onde as previsões apontam para uma subida de 2,8% para 3,0%. Em França e Itália, os dados da inflação serão divulgados no feriado de Sexta Feira Santa. Em França as estimativas apontam para uma queda de 3% para 2,7% e em Itália um aumento de 0,8% para 1,4%.
Teremos ainda na Alemanha os dados da confiança do consumidor GfK e das vendas a retalho, enquanto em França teremos dados da despesa do consumidor.

Na semana depois da Páscoa iremos ter a divulgação dos dados da inflação na Zona Euro, onde as estimativas apontam para uma queda de 2,6% para 2,5% e se retirados os alimentos e a energia, a inflação subjacente poderá cair de 3,1% para 2,8%.
Anteriormente iremos ter a inflação alemã, que segundo as previsões deverá cair de 2,5% para 2,4%.
Ainda na Zona Euro teremos a taxa de desemprego, o Índice de Preços no Produtor e as vendas a retalho.

Reino Unido
Depois de semanas mais agitadas, iremos ter uma semana mais tranquila, onde destacamos os dados da conta corrente do último trimestre de 2024, que deverá mostrar um aumento do défice de 17,2 mil milhões de libras, para 21 mil milhões.

Canadá
Teremos por aqui uma semana também bastante vazia de indicadores, com o destaque a ir para o PIB mensal de Janeiro que, segundo as previsões, deverá mostrar um crescimento de 0,4%.

Na semana seguinte à Páscoa de destacar os dados do mercado de trabalho, onde as estimativas apontam para um aumento da taxa de desemprego de 5,8% para 6,10%, com o número de postos de trabalho em Março a reduzir em 5 mil, depois do aumento de 40,7% no mês de Fevereiro.

Suíça
Iremos ter o barómetro económico KOF, onde as estimativas apontam para uma melhoria de 101,6 para 102,3.

Na primeira semana de Abril de destacar os dados da inflação e a divulgação das Reservas de Moeda Estrangeira do Banco Nacional da Suíça.

China
Na próxima semana iremos ter uma semana vazia de dados, enquanto na primeira semana de Abril iremos ter os PMIs oficiais e da Caixin, onde voltaremos a ter indicações do tecido empresarial chinês, tanto do sector industrial como do de serviços.

Japão
Esta última semana de Março será bastante bem preenchida de indicadores económicos.
Teremos os dados da inflação de Tóquio (precursores dos dados nacionais), onde as estimativas apontam para um ligeiro abrandamento da inflação subjacente de 2,5% para 2,4%.
A taxa de desemprego deverá manter-se nos 2,4%.
A produção industrial em Fevereiro deverá mostrar uma recuperação de 1,3%, após a queda de 6,7% (revista em baixa) em Janeiro.
As vendas a retalho, segundo as estimativas deverão aumentar 2,8%, acelerando dos 2,1% do mês anterior.
O início de construção de casas deverá mostrar uma queda de 5,4%, ainda assim melhorando da queda de 7,5% no mês anterior.

Na primeira semana de Abril de destacar os dados do índice Tankan de grandes empresas, os dados da confiança do consumidor e da despesa das famílias.

Nova Zelândia
Uma semana bem vazia de dados onde de referir apenas a confiança empresarial ANZ.

Austrália
As atenções voltam-se para os dados da inflação do mês de Fevereiro, com as estimativas a apontarem para uma subida de 3,4% para 3,6%.
Os mercados irão estar também atentos aos dados das vendas a retalho, com as previsões a apontarem para uma desaceleração do crescimento de 1,1% de Janeiro, para 0,4% em Fevereiro.
Teremos também o indicador da confiança do consumidor da Westpac.


Bancos Centrais



The Riksbank
O banco central sueco deverá manter inalterada a sua política monetária, com a taxa de juro directora a manter-se nos 4%.

O Reserve Bank of South Africa
Os mercados estimam que o banco central sul-africano volte a manter a sua taxa directora inalterada nos 8,25%, nível que se mantém desde a reunião de Maio do ano passado.


O que pensa sobre este tema?