EUR/USD
Semanal

EUR/USD  Semanal

Numa semana mais tranquila, o EUR/USD voltou a negociar abaixo de 1,0800, com a medida preferida do Fed a sair em linha com o estimado. Esta semana, entre inflação na Europa, e ISM e NFP nos Estados Unidos poderemos ver a volatilidade a aumentar.

A época da Páscoa vem com uma semana mais curta, devido a feriados globais, e a uma diminuição da volatilidade. Uma semana tranquila de indicadores económicos, onde as atenções se concentraram na medida preferida do Fed para a inflação e ainda nos discursos de Christopher Waller e Jerome Powell.
Os indicadores que foram sendo divulgados durante a semana acabaram por trazer algum suporte ao dólar. O número final do PIB do 4º trimestre acabou revisto em alta de 3,2% para 3,4%, tal como a confiança do consumidor da Universidade de Michigan, revista de 76,5 para 79,4.
Christopher Waller voltou a não mostrar pressa para cortar taxas de juro, com a produção económica e o mercado de trabalho a mostrarem-se fortes, enquanto os progressos na redução da inflação abrandaram. Waller quer “ver pelo menos alguns meses de melhores dados de inflação antes de ter confiança suficiente de que começar a cortar as taxas manterá a economia no caminho para uma inflação de 2%”.
Mais tarde, Jerome Powell mostrou também não ter pressa para cortar taxas. Disse que o Fed precisa de estar mais confiante para reduzir as suas taxas de juro, precisando de ver se os últimos dados da inflação foram apenas acidentes de percurso no processo de desinflação. O trabalho na inflação ainda não terminou, mas o objectivo duplo do Fed está mais equilibrado.

Esta sequência de dados e palavras acabou com a medida preferida do Fed para a inflação (o Core PCE Price Index) a sair bem em linha com o esperado, com um ajuste ligeiramente em alta do número anterior.
O EUR/USD terminou a semana abaixo de 1,0800 pela primeira vez desde meados de Fevereiro, recuando do máximo atingido em Março, bem perto de 1,1000 (1,0981).

Esta semana estão de volta os dados da inflação na Zona Euro e os dados do mercado de trabalho e do ISM nos Estados Unidos.
Os mercados estimam a continuação do processo de desinflação na Zona Euro, com a inflação a cair de 2,6% para 2,5% e com a inflação subjacente de 3,1% para 3,0%.
Nos Estados Unidos, os dados do ISM deverão mostrar uma melhoria das actividades industriais e de serviços, e o emprego deverá continuar a mostrar-se forte, com um NFP acima de 200 mil novos empregos criados e nova aceleração no aumento do salário médio/hora.

O Banco Central Europeu continua a levar os mercados a apontar cada vez mais para um corte de taxas de juro na Zona Euro, na pior das hipóteses, em Junho.
a Reserva Federal parece estar bastante mais dependente de dados e os diversos membros do FOMC continuam bastante divididos, com um corte em Junho a poder ser a “melhor” das hipóteses para um primeiro corte.
Iremos ter mais intervenções verbais de membros do BCE e do Fed esta semana. Se esse posicionamento se mantiver, a pressão no EUR/USD poderá continuar.
A quantidade e peso dos dados a divulgar esta semana, em conjunto com esses discursos e com os mercados a voltarem a negociar em pleno iniciando um novo trimestre, poderão levar esta semana a um aumento da volatilidade.

Em minha opinião, caso não existam grandes desvios nas estimativas para os números que irão ser divulgados esta semana e esse possível aumento da volatilidade, poderá levar o EUR/USD a continuar a tendência das últimas semanas e atingir mesmo um novo mínimo este ano, abaixo do actual a 1,0695.


Tecnicamente

Gráfico EUR/USD semanal

Fonte XTB xStation 5


O EUR/USD, terminou de novo a semana a negociar dentro da Nuvem de Ichimoku semanal, abaixo da linha da média móvel das 21 semanas (de momento a 1,0871) e abaixo da linha de tendência ascendente de longo prazo.

O RSI e MACD, no gráfico semanal, continuam com uma leitura algo neutra, onde o RSI segue ligeiramente abaixo da linha de 50 (47) e o MACD ainda positivo, mas com a linha de MACD abaixo da linha de Sinal.

O EUR/USD começou a semana ligeiramente acima de 1,0800 e chegou a testar a (agora) resistência a 1,0871, dada pela média móvel das 21 semanas, mas terminou abaixo do suporte, parecendo confirmar o break da linha de tendência ascendente de mais longo prazo.
O mínimo do ano a 1,0695 encontra-se exposto, apenas tendo como referência maior intermédia o mínimo relevante registado em Dezembro do ano passado a 1,0723.
Abaixo destes níveis encontramos o nível psicológico a 1,0500.

A inversão da actual tendência descendente que leve o preço a terminar a semana de novo acima da média móvel de 21 semanas, irá colocar de novo o mercado a olhar para a tendência ascendente de mais longo prazo. O máximo de Março a 1,0981 será novamente a grande referência do mercado, que se ultrapassada irá expor o actual máximo do ano a 1,1044.

Gráfico EUR/USD diário

Fonte XTB xStation 5

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O comentário é disponibilizado todas as manhãs, tentativamente entre as 10h00 e as 10h30.

O EUR/USD confirmou, na semana passada, o break do suporte dado pela Nuvem de Ichimoku diária, terminando os dois últimos dias da semana abaixo da mesma.
O preço terminou ainda abaixo do importante suporte dado pela linha da média móvel dos 200 dias (de momento a 1,0796) e simultaneamente do suporte a 1,0804, dado pelos 61,8% Fibonacci retracement do movimento mínimo do ano (1,0695) / máximo de Março (1,0981).

O RSI e o MACD continuam a mostrar um momentum negativo no par, com o RSI, de momento a 39 e o MACD abaixo da linha zero, e com a linha do MACD bem abaixo da linha de Sinal.

O mínimo do ano a 1,0695 encontra-se exposto, contando apenas com um suporte (fraco) a 1,0756, dado pelos 78,6% Fib do movimento mencionado atrás.

Uma inversão de tendência terá de contar com uma primeira área de resistência 1,0796/1,0804 (61,8% Fib/MM 200 dias), mas só o break da resistência dada pela MM 21 dias (de momento a 1,0862) e da linha de tendência descendente do último mês (1,0890), poderá desfazer o actual cenário bearish para o par.
Teremos então nesse caso um primeiro objectivo no máximo de Março a 1,0981, seguido do máximo do ano a 1,1044.


Resistências - Suportes

1,0862 - 1,0756

1,0942 - 1,0695

1,1000 - 1,0610



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