Café da Manhã
Dólar a ganhar, iene a perder

Café da Manhã Dólar a ganhar, iene a perder

O segundo trimestre deste ano começa como seguiu o anterior, o dólar em ganhos e o iene em perdas, apesar do Fed se preparar para cortar taxas e o BoJ ter recentemente aumentado abandonando taxas negativas.

O índice industrial do ISM surpreendeu os mercados ao entrar em território de expansão pela primeira vez desde o final de 2022, com o aumento da produção, o aumento de novas encomendas e o aumento das pressões inflacionárias.
As yields obrigacionistas norte-americanas voltaram a negociar em alta, pressionando os preços das acções, impulsionando o dólar e levando o iene a continuar as perdas.

Depois do fim-de-semana prolongado na Páscoa, os mercados accionistas começaram ontem a semana sem uma direcção bem definida na Ásia e nos Estados Unidos e com os mercados europeus encerrados.

Os mercados accionistas norte-americanos começaram o segundo trimestre deste ano entre ganhos e perdas, depois dos dados do ISM manufactureiro se terem mostrado mais fortes do que o esperado. O índice subiu de 47,8 para 50,3, a leitura mais alta e a primeira em terreno de expansão desde Setembro de 2022. Além do índice global, os subíndices das novas encomendas, produção e de preços aumentaram significativamente.
Os dados do ISM levaram as yields norte-americanas para ganhos, com a expectativa dos mercados relativamente a cortes de taxas de juro por parte do Fed a voltar a arrefecer. A FedWatch Tool, da CME, mostra agora 58% de probabilidades de corte de taxas na reunião de Junho, face aos 64% de uma semana atrás.
O índice Dow Jones terminou a sessão a recuar 0,60% e o S&P 500 0,20%, enquanto o Nasdaq avançou marginalmente 0,11%.

Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas voltaram a negociar sem uma direcção bem definida.
No Japão, depois das perdas do dia de ontem, o índice Nikkei terminou a semana pouco alterado dos níveis de abertura (+0,06%), enquanto o Topix recuou timidamente 0,24%.
Na China, o índice CSI 300 recuou 0,42% e o Shanghai Composite ficou praticamente inalterado (-0,08%), enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, liderou os ganhos ao subir 2,20%.
Na Austrália e na Coreia do Sul os principais índices fecharam com ganhos e perdas marginais. O índice ASX 200 recuou 0,11%, enquanto o Kospi avançou 0,20%.

Na Europa, os mercados accionistas estão a começar o dia em ganhos modestos, enquanto os investidores aguardam pelos números da inflação na Alemanha.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,46% e o Euro Stoxx 50 0,19%.
Na Alemanha, o índice DAX avança marginalmente 0,10% e o CAC 40, de França, 0,45%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 ganha 0,68%.

No mercado cambial o dólar começou o trimestre, e o mês de Abril, a ganhar face às restantes divisas, ajudado por yields obrigacionistas de novo em alta, com a expectativa dos cortes de taxas de juro a abrandar.
O índice do dólar DXY segue em torno dos máximos deste ano a 104,75 e o EUR/USD a níveis de meados de Fevereiro, a 1,0730, bem mais perto do mínimo deste ano, actualmente a 1,0695.
A libra regista segue a negociar em perdas, caindo mais face ao dólar do que face ao euro. O GBP/USD negocia perto dos mínimos do ano a 1,2555 e o EUR/GBP cota de momento a 0,8545.
O iene japonês segue também em perdas, com o USD/JPY em torno dos recentes máximos a negociar de momento a 151,65 e o EUR/JPY a 162,70.
Também o franco suíço segue a negociar em torno dos recentes mínimos, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,9085, em máximos de cinco meses e o EUR/CHF a 0,9750.

Os mercados petrolíferos, depois de uma semana de ganhos, começaram esta semana seguindo a mesma tendência, com os investidores preocupados com a nova escalada no Médio Oriente, depois dos ataques de Israel à Síria.
Os preços continuam hoje a negociar em alta, com o Brent a cotar de momento a $88,40 por barril e o WTI a $84,70.


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