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A confiança volta aos mercados accionistas, com as expectativas de cortes de taxas de juro a aumentarem, depois do corte de taxas no Canadá e enquanto aguardam por outro na Zona Euro.

Ontem, os dados do relatório privado do emprego, ADP, mostraram a criação de um número de novos postos de trabalho abaixo do esperado de 152 mil, continuando a levar as yields obrigacionistas a mais quedas, com as expectativas de corte de taxas de juro por parte do Fed a voltarem a aumentar, enquanto os dados acima do estimado da actividade de serviços mostrados pelo relatório do ISM impulsionaram a confiança dos investidores.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia de ontem em ganhos acentuados, com o sector tecnológico uma vez mais a impulsionar o sentimento dos mercados. A Nvidia atingiu pela primeira vez uma capitalização bolsista de 3 triliões de dólares, ultrapassando a Apple e tornando-se a segunda empresa de maior valor no Mundo.
O índice Dow Jones avançou 0,25%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq registaram novos máximos históricos, terminando a sessão a ganhar 1,18% e 1,96%, respectivamente.

Os mercados accionistas asiáticos seguiram o caminho deixado por Wall Street e terminaram a sessão de hoje, de uma forma geral, em terreno positivo. O índice Nikkei avançou 0,74% e o Topix 0,33%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,68%, enquanto o Kospi liderou os ganhos ao subir 1,03%.
Na China, o índice CSI 300 terminou praticamente inalterado (-0,07%), o Shanghai Composite recuou 0,54%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou marginalmente 0,13%.
Na Índia as acções continuam a recuperar da forte queda do início da semana, com o índice Nifty 50 a avançar 0,67%, depois do primeiro-ministro Narendra Modi ter recebido apoio de dois grandes apoiantes da sua coligação, permitindo a sua continuação no cargo.

Na Europa os mercados estão a começar o dia novamente em terreno positivo, enquanto aguardam pela decisão de hoje de um primeiro corte de taxas por parte do BCE.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a ganhar 0,72% e o Euro Stoxx 50 0,82%.
Na Alemanha, o índice DAX lidera os ganhos na Europa ganhando de momento 1,07% e o CAC 40, de França, 0,51%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,21%.

No mercado cambial o dólar recupera timidamente dos recentes mínimos, com o índice DXY a começar o dia de hoje a cotar a 104,25.
O EUR/USD segue relativamente estável, em torno de 1,0875, enquanto aguarda pela decisão de hoje do Banco Central Europeu, onde os mercados esperam ver um corte de 25 pontos nas suas taxas, estando atentos às projecções e a qualquer orientação futura que possa surgir por parte de Christine Lagarde.
A libra continua em torno dos recentes níveis, com o GBP/USD em torno de 1,2800 e o EUR/GBP de 0,8505.
O iene segue também pouco alterado dos níveis de ontem, com o USD/JPY a negociar a 156,30 e o EUR/JPY de 169,90.
O dólar canadiano segue a negociar em perdas ligeiras, depois do Banco do Canadá ter reduzido a sua taxa directora em 25 pontos, de 5% para 4,75%, em linha com as previsões do mercado. O USD/CAD segue hoje a negociar a 1,3700 e o EUR/CAD a 1,4900, recuando dos máximos, atingidos após a decisão do BoC, de 1,3740 e 1,4930, respectivamente.

Os preços do petróleo terminaram o dia de ontem a recuperar dos mínimos de quatro meses atingidos esta semana, ajudados por expectativas crescentes de cortes de taxas de juro nos Estados Unidos.
Os preços continuam hoje a seguir essa recuperação, com o Brent a negociar de momento a $79,00 por barril e o WTI a $74,70.


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