Café da Manhã
Mais um banco central a cortar taxas

Café da Manhã Mais um banco central a cortar taxas

Depois do Banco Nacional da Suíça, do Riksbank e do Banco do Canadá, foi a vez do Banco Central Europeu cortar ontem as suas taxas de juro, pela primeira vez desde 2019, com a taxa de depósito a recuar dos 4% para 3,75%.

Foi uma decisão esperada pelos mercados, já que foi previamente bem transmitida pelos diversos membros do conselho de governadores do banco central nas semanas que antecederam esta reunião. A reacção dos mercados foi contida, com o euro a ficar pouco alterado, tal como os mercados accionistas europeus que terminaram o dia em ganhos ligeiros.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem praticamente inalterados, entre avanços do Dow Jones e recuos dos máximos históricos registados na sessão anterior do S&P 500 e do Nasdaq.
Os mercados aguardam pelos importantes dados do mercado de trabalho a divulgar hoje, antes da abertura de Wall Street.
O índice Dow Jones avançou 0,20%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,02% e 0,10%.

Na Ásia, a última sessão desta semana terminou também entre ganhos e perdas, com os investidores a aguardarem pelos dados norte-americanos do mercado de trabalho.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a recuar 0,22% e o Topix 0,08%.
Na China, depois dos dados da balança comercial terem mostrado um aumento do excedente, com as exportações a aumentarem e as importações a caírem, apontando ainda um crescimento fraco da procura doméstica, as acções estão a terminar nesta sexta-feira, em geral, em terreno negativo. O índice CSI 300 recua 0,50%, o Shanghai Composite está praticamente inalterado (+0,08%) e o Hang Seng, de Hong Kong, cai 0,92%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, liderou os ganhos ao subir 1,23%.

Na Europa, as acções estão a começar o último dia da semana em perdas ligeiras, já que as projecções económicas do BCE reveladas ontem, não dão confiança aos mercados para uma continuação de cortes por parte do banco central.
Os índices Euro Stoxx 600 e Euro Stoxx 50 seguem de momento praticamente inalterados (-0,05%).
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,29%, praticamente o mesmo do CAC 40, de França.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 recua de momento timidamente 0,15%.

No mercado cambial o dólar volta a recuar no início deste último dia da semana e antes dos dados do emprego norte-americano, com o índice DXY a voltar a negociar em torno de 104,00.
O EUR/USD segue a negociar em ligeiros ganhos, de momento a 1,0890, mesmo depois do corte de taxas de juro por parte do BCE durante o dia de ontem, aguardando também pelos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos.
A libra está a terminar a semana pouco alterada dos níveis onde tem negociado, com o GBP/USD a continuar em torno de 1,2800 e o EUR/GBP de 0,8515.
O iene japonês segue também em torno dos recentes níveis, com o USD/JPY a negociar em torno de 155,40 e o EUR/JPY de 169,30.
O peso mexicano voltou a registar fortes quedas depois do líder do partido no poder na Câmara dos Deputados dizer que os deputados tentariam aprovar uma série de reformas propostas pelo presidente López Obrador. O USD/MXN volta a negociar em torno de 18,00 e o EUR/MXN de 19,50.

Os preços do petróleo, depois da forte perda registada nos primeiros dias da semana, voltaram ontem a recuperar e ameaçam terminar a semana em torno dos níveis com que a iniciaram.
O Brent segue de momento a negociar ligeiramente abaixo de $80,00 por barril (de momento a $79,80) e o WTI a $75,50.

Bom fim-de-semana!


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