Café da Manhã
Calma antes da tempestade?

Café da Manhã Calma antes da tempestade?

Os mercados accionistas continuam a negociar sem grandes variações, entre ganhos e perdas, antes dos dados da inflação nos Estados Unidos e do início de apresentação de resultados empresariais.

Ontem, nos Estados Unidos, o índice S&P 500 e o Nasdaq alcançaram novamente novos máximos históricos, com o primeiro a avançar 0,07% e o segundo 0,15%, enquanto o Dow Jones recuou 0,13%. Para o S&P 500 foi a sexta sessão consecutiva de novos máximos.
Foi novamente uma sessão vazia de indicadores económicos, onde as atenções do mercado estiveram voltadas para o testemunho de Jerome Powell no Senado e de Janet Yellen na Casa dos Representantes.
O presidente da Reserva Federal reiterou ontem que a economia dos Estados Unidos está a entrar num melhor equilíbrio. Fez progressos consideráveis ​​em direcção à meta de 2% do Fed. O mercado de trabalho arrefeceu, mas continua forte. Ainda assim, os dados têm ainda de proporcionar ao FOMC uma maior confiança de que a inflação está a evoluir de forma sustentável em direcção à meta. Powell disse explicitamente que não pretendia dar quaisquer sinais do timing de corte das taxas, uma vez que o Fed permanece num modo dependente de dados.
Janet Yellen disse que acredita que a inflação irá continuar a cair com o tempo, já que os factores inflacionistas, incluindo as questões da oferta e o aperto do mercado de trabalho, diminuíram, ajudando a continuar a reduzir as pressões sobre os preços no consumidor.
Segundo a FedWatch Tool da CME, a probabilidade de um corte de taxa de juro em Setembro está agora em cerca de 70%, face a 50% algumas semanas atrás.

Na Ásia, os mercados accionistas terminaram a sessão de hoje entre ganhos e perdas, sem uma direcção bem definida.
No Japão, os principais índices voltaram a registar novos máximos históricos. O índice Nikkei avançou 0,50% e o Topix 0,47%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou marginalmente 0,16%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, se manteve praticamente inalterado (+0,02%).
Na China, depois dos dados da inflação abaixo do esperado, com as pressões deflacionistas ainda a impedir a recuperação económica do país, os principais índices voltaram a recuar. O índice CSI 300 terminou a sessão a perder 0,32%, o Shanghai Composite 0,68% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,46%.

Na Europa os mercados accionistas depois de registarem ontem mais um dia de perdas, estão a começar o dia de hoje em tímidos ganhos.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,16% e o Euro Stoxx 50 0,05%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,29% e o CAC 40, de França. 0,04%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,25%.

No mercado cambial o dólar continua a recuperar dos mínimos do início da semana. O índice DXY segue de momento a negociar a 104,80 e o EUR/USD a 1,0815.
A libra continua a negociar pouco alterada, em torno dos recentes níveis, com o GBP/USD a começar o dia de hoje a negociar abaixo de 1,2800 (1,2795) e o EUR/GBP a 0,8455.
O iene continua a negociar em perdas, em torno dos mínimos das últimas décadas, com o USD/JPY a cotar a 161,45 e o EUR/JPY a 174,70.
O franco suíço segue em torno dos recentes níveis, com o EUR/CHF a negociar a 0,9705 e o USD/CHF a 0,8975.
Esta noite, o Reserve Bank of New Zealand, tal como esperado, manteve a sua taxa de juro inalterada nos 5,50%, mas mostrou uma postura bem mais dovish do que o esperado. Depois de na anterior reunião ter colocado a hipótese de voltar a subir taxas e referir que não haveria cortes de taxas antes do terceiro trimestre de 2025, nesta reunião o RBNZ disse que espera que a inflação global regresse ao intervalo-alvo de 1-3% no segundo semestre deste ano. O dólar neozelandês segue a negociar em perdas, com o NZD/USD a cair dos máximos do dia a 0,6130 para os actuais 0,6075 e o EUR/NZD a subir de 1,7640 para os 1,7810.

Os mercados petrolíferos recuaram ontem das perdas do início do dia, depois dos dados do American Petroleum Institute terem mostrado reduções dos inventários semanais de crude dos Estados Unidos. Os inventários de crude diminuíram em 1,9 milhões de barris, acima dos 250 mil esperados, os de gasolina caíram 3 milhões de barris e os destilados aumentaram em 2,3 milhões. Em Cushing, os inventários caíram 1,2 milhões de barris.
Os preços do petróleo voltam hoje a negociar em perdas com os dados da China abaixo do mercado aumentando receios de procura mais contida, ao mesmo tempo que do lado da oferta a expectativa de um alívio nas tensões no Médio Oriente e das preocupações em torno do furacão Beryl fazem recuar as preocupações do lado da oferta.
O Brent segue de momento a negociar a $84,30 por barril e o WTI a $81,10, registando novos mínimos da semana.


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