Café da Manhã
Um novo dia, um novo máximo

Café da Manhã Um novo dia, um novo máximo

Os mercados accionistas continuam a registar máximos atrás de máximos, com o S&P 500 a fazê-lo ontem pela sexta vez consecutiva e o Nasdaq pela sétima.

O índice S&P 500 terminou a sessão de ontem a ganhar 1,02%, registando um fecho máximo recorde pela sexta sessão consecutiva acima da marca dos 5.600 pontos pela primeira vez. O desempenho do sector tecnológico impulsionou o índice Nasdaq em 1,18%, aumentando a sua sequência de fechos recorde para sete dias de negociação. O índice Dow Jones terminou o dia a ganhar 1,09%.

Foi novamente um dia sem divulgação de dados económicos e onde voltamos a ouvir Jerome Powell a dizer no Congresso que não estava pronto para concluir que a inflação estava a descer de forma sustentável para 2%, embora tenha "alguma confiança nisso".
Os mercados seguem hoje a aguardar pelos dados da inflação dos Estados Unidos, a serem divulgados antes da abertura de Wall Street.

Na Ásia hoje foi também um dia de ganhos nos mercados accionistas, com novos máximos históricos.
No Japão, o índice Nikkei alcançou pela primeira vez os 42 000 pontos, terminando a sessão a ganhar 1% e o Topix 0,69%.
Na China, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários reforça regras de short selling e de negociação de alta frequência. O índice CSI300 subiu 1,14%, o Shanghai Composite 1,06% e o Hang Seng, de Hong Kong, 2,06%.
Na Austrália, o índice ASX 200 ganhou 0,93% e o Kospi, da Coreia do Sul, 0,72%, depois do Banco da Coreia ter mantido inalterada a sua taxa de juro nos 3,5%.

Na Europa, as acções estão a começar o dia de hoje em terreno positivo.
O índice Euro Stoxx 600 e o Euro Stoxx 50 seguem de momento a avançar 0,41%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,25% e o CAC 40, de França, 0,56%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,18%, depois do PIB do mês de Maio ter mostrado um crescimento acima do estimado, enquanto a produção industrial cresceu menos do que o previsto.

O mercado cambial continua a negociar em reduzida volatilidade mas, com o sentimento de risco a aumentar ligeiramente, o dólar recua da recuperação iniciada esta semana. O índice DXY está a começar o dia de hoje a negociar a 104,60 e o EUR/USD a 1,0835.
As palavras mais hawkish do que o esperado de Huw Pill e de Catherine Mann, do Banco de Inglaterra em conjunto com um PIB de Maio acima do esperado, impulsionaram a libra para ganhos. O GBP/USD segue de momento a negociar de novo bem acima de 1,2800 (1,2870) e o EUR/GBP a registar mínimos da semana a 0,8420.
Baixa volatilidade e sentimento de risco a aumentar voltam a colocar as estratégias de carry trade no topo das preferências, levando de novo a pressões sobre o iene japonês. O USD/JPY segue a negociar a 161,60 e o EUR/JPY acima de 175,00 pela primeira vez desde 1992.
Também o franco suíço negocia de novo em perdas, com o EUR/CHF a cotar em torno dos recentes máximos a 0,9745 e o USD/CHF a 0,8990.
Em fortes perdas negociou ontem a coroa norueguesa, depois dos dados da inflação terem caído mais do que o esperado. O Índice de Preços do Consumidor caiu dos 3% de Maio, para 2,6% em Junho, bem abaixo dos 2,9% estimados pelo mercado. A coroa norueguesa está a começar o dia de hoje a acelerar as perdas. O USD/NOK negocia de momento a 10,73 depois de mínimos de ontem abaixo de 10,60, enquanto o EUR/NOK negocia a 11,63 subindo de mínimos de ontem em torno de 11,40.

Os mercados petrolíferos voltaram ontem a recuperar, depois dos inventários de crude norte-americano da EIA terem mostrado uma redução de 3,4 milhões de barris, face a um aumento esperado de 1 milhão, as reservas de gasolina terem caído 2 milhões de barris, o dobro do esperado pelo mercado, e os inventários em Cushing terem mostrado uma redução de 700 mil barris. Já os destilados aumentaram fortemente, 4,9 milhões de barris, face aos 500 mil estimados pelo mercado.
Os preços do petróleo continuam a negociar em torno dos níveis de fecho de ontem, com o Brent a negociar a $85,60 por barril e o WTI a $82,60.


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