Amanhã destacamos
Banco de Inglaterra

Amanhã destacamos Banco de Inglaterra

Nesta quinta-feira, o destaque vai para a reunião de política monetária do Banco de Inglaterra, com as atenções também voltadas para mais dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos

O Banco de Inglaterra, segundo o consenso do mercado, deverá reduzir a sua taxa de juro directora em 25 pontos base, para 4%, dando seguimento ao ciclo de cortes trimestrais que tem vindo a adoptar. No entanto, por detrás desta decisão aparentemente consensual, crescem as divisões internas entre os decisores de política monetária. Espera-se uma votação repartida, com alguns membros a defenderem a manutenção das taxas, outros a apoiarem um corte de 25 pontos base e ainda uma ala mais dovish a favor de uma redução mais agressiva de 50 pontos. Este cenário sublinha as divergências quanto à avaliação da evolução da inflação e da resiliência da economia britânica.

Iremos ter também o Banco Central do México, que deverá reduzir a sua taxa directora em 25 pontos base, após o último corte de 50 pontos base que trouxe a taxa de juro directora para os 8%, continuando o ciclo de flexibilização da política monetária, perante sinais de desaceleração económica e de incertezas causadas pelas tarifas norte-americanas.

Mas há mais para além de bancos centrais.

Esta noite, na China, os mercados esperam pela divulgação dos números da balança comercial, que segundo as previsões, deverão mostrar um recuo dos 114,7 mil milhões de dólares no mês de Junho, para 103,5 mil milhões em Julho, com as exportações a desacelerarem de 5,8% para 5,1% e as importações a aumentarem de 1,1% para 1,3%.
Na Nova Zelândia iremos ter as expectativas de inflação para este terceiro trimestre, onde as estimativas apontam para um abrandamento dos 2,29% do trimestre anterior, para 1,8%.
Na Austrália, teremos a divulgação dos números da balança comercial de Junho, onde as previsões apontam para um excedente de 3,25 mil milhões de dólares australianos, um crescimento face aos 2,24 mil milhões do mês anterior.

Pela manhã, na Alemanha, iremos ter os números da produção industrial que, segundo as previsões, deverão mostrar uma redução de 0,6%, e os da balança comercial que deverão manter em Junho um excedente de 18,3 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo do mês anterior.
em França a balança comercial deverá apresentar um défice de 7,5 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo do défice anterior de 7,8 mil milhões de euros.
No Reino Unido, teremos a divulgação do índice de preço dos imóveis do Halifax do mês de Julho, com as estimativas a apontarem para uma subida de 0,1%, após a estabilização no mês de Junho.
Na Suíça, iremos ter a divulgação da taxa de desemprego, que se deverá manter nos 2,9%.

À tarde, nos Estados Unidos, iremos ter os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, onde as estimativas mostram uma subida dos 118 mil da semana anterior para 221 mil, e ainda números do crédito ao consumo de Junho que deverão mostrar, segundo as estimativas, um aumento dos 5,1 mil milhões de dólares do mês anterior, para 7,2 mil milhões de dólares. Teremos ainda a divulgação preliminar dos Custos do Trabalho por Unidade Produzida do segundo trimestre deste ano, que deverão mostrar uma queda de 6,6% para 1,6%
No Canadá teremos a divulgação do índice Ivey PMI, onde o consenso aponta para uma subida de 53,3 para 55,2.

Iremos ter intervenções verbais de Raphael Bostic e Alberto Musalem.

A época de resultados do segundo trimestre continua com a divulgação das contas de mais algumas empresas bem conhecidas do mercado em geral, como são o caso da Siemens, Deutsche Telekom, Allianz, Sony, Gilead Sciences, ConocoPhillips, Zurich Insurance, Rheinmetall, Maersk e Petrobras, entre muitas outras.


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