Café da Manhã
Powell animou os mercados

Os mercados accionistas voltaram a negociar em alta, após Jerome Powell ter sinalizado um corte de taxas de juro na próxima reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos em Setembro.
O presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, sugeriu em Jackson Hole que os riscos para o mercado de trabalho dos Estados Unidos estão a aumentar, admitindo um corte cauteloso de 25 pontos base já em Setembro.
Powell destacou a fragilidade do emprego, alertando que uma eventual vaga de despedimentos poderá agravar rapidamente a situação. Considera ainda que os efeitos inflacionistas das novas tarifas norte-americanas deverão ser limitados, por falta de margem dos trabalhadores para exigir aumentos salariais.
Na revisão do quadro de política monetária, o Fed abandonou a estratégia de “média de inflação” e regressou a uma meta flexível de 2%, o que aponta para uma política mais restritiva a longo prazo.
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o último dia da semana a negociar em fortes ganhos, registando o melhor desempenho diário desde Maio.
O índice Dow Jones ganhou 1,89%, o S&P 500 1,52% e o Nasdaq 1,88%, enquanto o índice de pequenas e médias empresas Russell 2000 disparou 3,86%, liderando os ganhos.
Esta semana começou com os mercados accionistas asiáticos a negociarem também em ganhos acentuados, seguindo o caminho deixado por Wall Street.
No Japão o índice Nikkei terminou a primeira sessão da semana a avançar 0,43% e o Topix 0,15%.
Na Austrália o índice ASX 200 terminou em terreno positivo (+0,06%) e o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 1,30%.
Na China, o índice CS300 liderou ao ganhar 2,08%, com o índice Shanghai Composite a avançar 1,51% e o Hang Seng 1,92%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex avançam de momento cerca de 0,50%.
Com os mercados encerrados em Londres, em feriado, e após os ganhos registados na semana passada, os mercados accionistas europeus estão a começar a semana em perdas ligeiras.
O índice Euro Stoxx 600 recua de momento 0,21% e o Euro Stoxx 50 0,41%, enquanto na Alemanha o índice DAX perde 0,47% e o CAC 40, de França, 0,55%.
No mercado cambial, depois das fortes perdas registadas após o discurso na passada sexta-feira de Jerome Powell, o dólar está a começar a semana a registar uma ligeira recuperação, com o índice DXY a negociar de momento a 97,80, após os mínimos em torno de 97,45 da semana passada.
O EUR/USD cai do máximo atingido na passada sexta-feira a 1,1742, para negociar de momento a 1,1700. A libra ganha face ao dólar, mas recua face ao euro, com o EUR/GBP a negociar de momento a 0,8665.
O iene japonês recua dos ganhos registados face ao dólar na passada sexta-feira, com o USD/JPY de momento a negociar a 147,30, enquanto negocia a 172,40 face ao euro.
O franco suíço negocia pouco alterado face aos níveis de fecho da semana passada, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,8025 e o EUR/CHF a 0,9390.
Os preços do petróleo sobem ligeiramente após a Ucrânia ter intensificado os ataques à Rússia, alimentando preocupações sobre a possibilidade de interrupção do fornecimento de petróleo russo, enquanto as expectativas de um corte nas taxas de juro dos Estados Unidos impulsionaram as perspectivas de crescimento global e de procura de combustível.
O Brent segue de momento a negociar a $67,30 por barril e o WTI a $63,80.