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Donald Trump impôs uma tarifa de 50% sobre determinados bens indianos, a mais elevada aplicada na Ásia, como forma de penalizar o país pelas compras de petróleo russo.

Donald Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre determinados produtos indianos, a mais elevada alguma vez imposta por Washington a um país asiático. A medida surge como forma de penalizar a Índia pelas suas compras de petróleo à Rússia.
A decisão ameaça agravar as tensões comerciais entre Washington e Nova Deli, num momento em que a Índia tem reforçado a sua posição como grande importador de energia russa com desconto. Analistas alertam que a tarifa poderá encarecer as exportações indianas para os Estados Unidos e afectar sectores estratégicos da indústria local.
A medida insere-se na linha dura de Trump em matéria de comércio internacional, que combina pressões sobre parceiros económicos com a defesa de políticas mais protecionistas. O anúncio gerou apreensão nos mercados asiáticos e poderá reavivar receios de uma escalada nas disputas comerciais globais.

Os mercados accionistas asiáticos terminaram a sessão maioritariamente em perdas, com os mercados indianos encerrados em feriado.
No Japão o índice Nikkei avançou modestamente 0,20%, enquanto o Topix recuou marginalmente 0,07%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,28% e o Kospi, da Coreia do Sul, 0,25%.
Na China, os principais índices registaram perdas consideráveis, com o CSI300 a cair 1,49%, o Shanghai Composite 1,76% e o Hang Seng 1,44%.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia a negociar em terreno positivo, após dados económicos acima das estimativas dos mercados.
As encomendas de bens duradouros caíram menos do que o esperado (-2,8%), o índice manufactureiro de Richmond subiu de -20 para -7, acima dos -11 previstos, e o índice de confiança do consumidor da Conference Board caiu dos 98,7 revistos em alta do mês anterior, para 97,4, bem acima dos 96,4 esperados.
Os mercados aguardam hoje pela divulgação dos resultados da NVIDIA.
Os principais índices de Wall Street terminaram em ganhos, com o Dow Jones a avançar 0,30%, o S&P 500 0,41% e o Nasdaq 0,44%.

Na Europa, esta quarta-feira está a começar cautelosa, com as acções a negociarem maioritariamente em terreno positivo.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,20% e o Euro Stoxx 50 0,18%.
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,19%, enquanto o CAC 40, após as perdas registadas de ontem, segue de momento a avançar 0,50%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,23%.

No mercado cambial o dólar está a começar o dia em ganhos e o euro em perdas. O índice do dólar, DXY, segue a negociar a 98,40, enquanto o EUR/USD negocia em torno de 1,1600.
A libra está a começar o dia em ganhos ligeiros, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3450 e o EUR/GBP a 0,8625.
Já o iene japonês começa o dia em perdas ligeiras, com o USD/JPY a negociar de momento a 147,90 e o EUR/JPY a 171,50.
O franco suíço segue em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar a 0,8065 e o EUR/CHF a 0,9350.

Os preços do petróleo voltaram ontem a recuar, com o relatório semanal dos inventários de crude norte-americano a mostrar uma queda menor do que a estimada pelos mercados. O relatório semanal do American Petroleum Institute mostrou uma diminuição dos inventários de 974 mil barris, uma redução menor do que a esperada pelos mercados de 1,7 milhões.
Os preços estão a começar o dia de hoje em torno dos níveis de fecho de ontem, com o Brent a negociar de momento a $66,70 por barril e o WTI a $63,20.


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