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Os mercados financeiros estão a começar o ano de 2026 em modo de risco, desligando das incertezas geopolíticas, com acções e commodities a negociarem em alta.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos começaram o primeiro dia da semana em alta, com ganhos liderados pelas acções do sector energético, à medida que os investidores reagiram aos acontecimentos na Venezuela que aumentaram as esperanças de um maior acesso ao sector petrolífero venezuelano para as empresas americanas.
Apesar dos dados do ISM terem mostrado que a actividade manufactureira norte-americana continua em contracção pelo décimo mês consecutivo, os principais índices de Wall Street terminaram a sessão em terreno positivo. O índice Dow Jones, impulsionado pelos sectores energético e financeiro, registou um novo máximo de sempre e fechou o dia num novo recorde, avançando 1,23%. O S&P 500 ganhou 0,64% e o Nasdaq 0,69%, enquanto o índice de pequenas e médias empresas, Russell 2000, liderou ao subir 1,59%.

Esta noite, o mercado accionista asiático voltou a negociar em ganhos significativos, continuando a renovar máximos recorde neste início de ano.
No Japão, o índice Nikkei fechou a sessão em novo máximo histórico, ganhando 1,31%, tal como o Topix que avançou 1,75%.
Na China, o índice CSI300 subiu 1,55% para um máximo dos últimos quatro anos, o Shanghai Composite segue em máximos de sempre, avançando 1,50% e o Hang Seng 1,38%.
O índice Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 1,52% e renova máximos recorde.
Em sentido contrário esteve o ASX 200, da Austrália, que terminou a recuar 0,52%, e os principais índices bolsistas na Índia, que seguem a recuar cerca de 0,45% de momento.

Na Europa, as acções estão a começar o dia entre ganhos e perdas, sem uma direcção definida. O índice Euro Stoxx 600 avança 0,20%, enquanto o Euro Stoxx 50 recua 0,20%. Na Alemanha, o índice DAX segue com um ganho marginal de 0,12%, enquanto em França, o CAC 40 recua 0,22%.
No Reino Unido as acções têm o melhor desempenho neste início de dia, com o índice FTSE 100 a avançar de momento 0,60%.

No mercado cambial, o dólar segue a negociar em queda, após um início do ano, e desta semana, em alta. O índice DXY, que ontem atingiu um máximo a 98,60, segue de momento a cotar a 97,95.
O EUR/USD recuperou das perdas registadas ontem que o levou a negociar a 1,1660, e segue de momento a cotar em torno de 1,1730.
A libra está a começar a semana em ganhos bastante significativos, em máximos de mais de três meses, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3555 e o EUR/GBP a 0,8655.
O mesmo acontece com o iene japonês, que segue a recuperar dos mínimos do final do passado mês de Dezembro, com o USD/JPY a negociar de momento a 156,30 e o EUR/JPY a 183,30.
O franco suíço segue a negociar pouco alterado dos recentes níveis, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,7920 e o EUR/CHF a 0,9290.

Os preços do petróleo estão a começar o dia a estabilizar, após um início de semana volátil que levou os preços a registarem perdas significativas logo nas primeiras horas desta semana, para rapidamente inverterem a tendência e terminarem o dia de ontem em ganhos significativos.
O Brent segue de momento a negociar a 61,80 dólares por barril e o WTI a 58,40.

O ouro segue a negociar em ganhos significativos, impulsionado pela incertezas geopolíticas e ainda por um dólar mais fraco e yields obrigacionistas em queda. A onça de ouro negocia de momento a 4.470 dólares.


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