Café da Manhã
Em correcção

Café da Manhã Em correcção

Após um início de ano vertiginoso, com fortes ganhos nos mercados accionistas e de commodities, os investidores realizam algumas mais valias, levando os respectivos mercados a corrigir.

As tensões geopolíticas continuam a aumentar e os mercados depois de um começo de ano de fortes ganhos, começam a mostrar sinais de pequenas correcções.

As tensões entre a China e o Japão continuam a aumentar. O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Tóquio emitiu um protesto formal depois de Pequim ter anunciado, esta semana, controlos de exportação que afetam artigos destinados ao Japão que podem ter utilizações militares. As tensões entre os dois países têm vindo a aumentar desde o final de Novembro, quando o primeiro-ministro Takaichi sugeriu que o Japão poderia utilizar a força militar caso a China tentasse anexar Taiwan.

Enquanto os Estados Unidos e os aliados da Ucrânia fizeram "progressos significativos" nas garantias de segurança para Kiev, a Casa Branca afirmava que o presidente Donald Trump está a discutir opções para a aquisição da Gronelândia, incluindo a possível utilização das forças armadas norte-americanas.

O presidente Donald Trump disse que a Venezuela renunciaria até 50 milhões de barris de petróleo para os Estados Unidos, declarando que seriam vendidos e que as receitas beneficiariam ambos os países. A administração Trump informou ainda, segundo a ABC, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que a sua administração deverá ter uma parceria exclusiva com os EUA na produção de petróleo e favorecer os Estados Unidos na venda de crude.

Os mercados accionistas norte-americanos voltaram ontem a negociar em alta, entre expectativa de mais cortes de taxas de juro e da euforia em torno da Inteligência Artificial.
Um PMI do sector de serviços dos Estados Unidos mais fraco do que o esperado aumentou as esperanças de um corte de juros, com dados sobre a actividade empresarial e o mercado de trabalho esperados para o final desta semana.
As ações das empresas de semicondutores negociaram em renovado optimismo em relação à inteligência artificial.
O índice Dow Jones voltou a atingir um novo máximo histórico, terminando a ganhar 0,99%, tal como o S&P 500 que ganhou 0,62%. O Nasdaq avançou 0,65%.

Esta noite, na Ásia, os mercados de uma forma geral recuaram dos recentes máximos, dando sinais de uma pequena correcção poderá estar a caminho.
No Japão. o índice Nikkei terminou a recuar 0,99% e o Topix 0,77%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,15% e o Kospi, da Coreia do Sul 0,57%.
Na China, o índice CSI300 recuou 0,29% e o Hang Seng 0,94$, enquanto o Shanghai Composite ficou praticamente inalterado (+0,05%).
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a recuar 0,15%.

Na Europa, os mercados accionistas continuam também sem uma direcção bem definida, negociando em perdas ligeiras.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento praticamente inalterado (-0,1%) e o Euro Stoxx 50 a recuar 0,26%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,56%, enquanto em França o CAC 40 recua 0,18%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 perde 0,51%.

No mercado cambial, o dólar volta a negociar em ganhos, com o índice DXY a negociar em torno de 98,35, enquanto o EUR/USD volta a negociar abaixo de 1,1700 (de momento a 1,1680).
A libra recua face ao dólar, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3490, mantendo-se face ao euro, com o EUR/GBP a cotar em torno de 0,8660.
O iene japonês segue pouco alterado dos níveis de ontem, onde o USD/JPY negocia a 156,50 e o EUR/JPY a 182,90.
O franco suíço volta a registar perdas, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7960 e o EUR/CHF a 0,9300.

O ouro continua a negociar impulsionado pelo seu papel de refúgio, entre continuadas tensões geopolíticas, mas está a começar o dia a recuar dos máximos registados a 4.500 dólares por onça, seguindo de momento a negociar a 4.465 dólares.

Os preços do petróleo continuam a negociar em volatilidade acrescida. Depois das perdas iniciais na semana e da respectiva recuperação, o petróleo volta a negociar em baixa, após Donald Trump ter afirmado que a Venezuela "entregará" 30 a 50 milhões de barris de petróleo às refinarias norte-americanas.
O Brent volta a negociar nos 60,00 dólares por barril e o WTI abaixo dos 56,30.


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