Café da Manhã
Debaixo de fogo

Café da Manhã Debaixo de fogo

Jerome Powell volta a estar sob ataque, com uma ameaça de um processo criminal referente às reformas em curso na sede da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Os procuradores federais abriram uma investigação criminal contra o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, devido à renovação da sede do banco central em Washington, D.C., segundo notícia do New York Times, citando fontes conhecedoras da situação. A possibilidade de uma acusação criminal por parte da administração Trump intensifica a disputa do presidente com a Fed sobre o ritmo de redução das taxas de juro.
Jerome Powell, numa declaração em vídeo, afirmou que a investigação foi o resultado da decisão da Fed de "definir as taxas de juro com base na nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências" do presidente dos Estados Unidos.
A primeira reacção foi de “Sell América”, onde recuaram o dólar, as obrigações e os futuros accionistas norte-americanos.

Na passada sexta-feira, os mercados accionistas norte-americanos terminaram a semana a negociar em ganhos após dados mistos do mercado de trabalho.
O relatório do emprego de Dezembro mostrou a criação de 50 mil novos postos de trabalho, abaixo das estimativas de 65 mil. O relatório de Novembro foi revisto em baixa, de 64 mil para 56 mil. No entanto, a taxa de desemprego desceu para 4,4%, face aos 4,5%. Por outro lado, a confiança dos consumidores da Universidade de Michigan apresentou um resultado ligeiramente melhor do que o esperado (54 contra 52,9), embora as expectativas de inflação (4,2% para o período de 1 ano e 3,4% para o período de 5 e 10 anos) continuem a estar em níveis preocupantemente elevados. Um corte de taxas de juro da Fed em Janeiro foi completamente posto de lado por parte do mercado.
Os índices Dow Jones e S&P 500 terminaram em novos fechos diários recorde, avançando respectivamente 0,48% e 0,65%, e o Nasdaq ganhou 0,81%.

Esta noite, os mercados accionistas asiáticos, com as praças nipónicas de fora em feriado, começaram a semana a negociar em alta.
Na China, o índice CSI300 ganhou 0,65%, o Shanghai Composite 1,09% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,44%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,48% e o Kospi, da Coreia do Sul, 0,84%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a ganhar 0,40% e 0,34%, respectivamente.

Os mercados accionistas europeus estão a começar o primeiro dia da semana sem uma direcção definida, entre tensões geopolíticas que vão do Irão à América do Sul, enquanto se mantêm as preocupações em torno das ameaças norte-americanas para tomar a Gronelândia.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a recuar 0,20% e o Euro Stoxx 50 0,30%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,15%, enquanto o CAC 40, de França, recua 0,25%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 segue pouco alterado dos níveis iniciais (+0,08%).

No mercado cambial, a contínua ameaça de independência da Reserva Federal está a levar o dólar a começar a semana pressionado, com o índice DXY a cair dos máximos da passada sexta-feira acima de 99, para os 98,50, enquanto o EUR/USD recua dos mínimos de 1,1620 para negociar de momento a 1,1685. O dólar segue ainda a recuar face às principais moedas, com o GBP/USD a avançar para 1,3450 e o USD/JPY a recuar para 157,80 e o USD/CHF para 0,7970.
A libra está a começar a semana a negociar em perdas, com o EUR/GBP a negociar de momento a 0,8685.
Também o iene negocia em perdas, pressionado por rumores que apontam para a possibilidade de dissolução da câmara baixa e de eleições. O EUR/JPY segue de momento a negociar a 184,50.
Já o franco suíço segue a negociar em ganhos, suportado pela sua condição de moeda de refúgio, impulsionado pelas tensões geopolíticas e pela nova ameaça à independência da Fed. O EUR/CHF segue de momento a negociar a 0,9305.

O ouro está a começar a semana em fortes ganhos, registando novos máximos de sempre, impulsionado também pelo seu papel de activo de refúgio em tempos de incerteza.
A onça de ouro segue de momento a negociar a 4.590 dólares, depois de já ter atingido hoje um máximo recorde acima dos 4.600 dólares.

Os preços do petróleo seguem a negociar em torno dos recentes máximos, com os investidores atentos aos acontecimentos no Irão que poderão levar a uma disrupção na oferta global de crude, mas com os ganhos contidos devido a perspectivas de uma aceleração na produção na Venezuela no mais longo prazo.
O Brent segue de momento a negociar a 63,10 dólares por barril e o WTI a 58,80, mas recuando dos máximos da semana passada perto dos 64 e 59,80 dólares, respectivamente.


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