Café da Manhã
Em máximos

Café da Manhã Em máximos

Os investidores continuam a desvalorizar tensões geopolíticas e pressões sobre a independência da Reserva Federal dos Estados Unidos e impulsionam os mercados accionistas para máximos recorde

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram em terreno positivo, recuperando das perdas iniciais devido a novos receios de uma Reserva Federal menos independente.
As ações abriram em baixa com as notícias sobre Powell. A ameaça de acusação por parte do Departamento de Justiça, aparentemente focada nos comentários que Powell fez ao Congresso sobre um projecto de renovação do edifício sede da Reserva Federal, intensificou as preocupações sobre a independência da Fed.
Jerome Powell classificou a medida como um "pretexto" para obter mais influência sobre as taxas de juro que o presidente Donald Trump tem pressionado para reduzir drasticamente desde que assumiu o cargo em Janeiro do ano passado.
Além disto, a confiança no sector bancário foi abalado pelo limite de 10% imposto pelo presidente Donald Trump às taxas de juro dos cartões de crédito.
Ainda assim, os índices Dow Jones e S&P 500 renovaram máximos recorde, após ganhos modestos de 0,17% e 0,16%, respectivamente, enquanto o Nasdaq avançou 0,26%.

Esta noite, na Ásia, com excepção dos mercados na China continental, a maioria das praças negociou em ganhos, com novos máximos de sempre.
No Japão os investidores voltaram de um fim de semana prolongado para levarem as acções para novos máximos. Fortes quedas do iene e a possibilidade de um estímulo fiscal ainda mais agressivo, levaram o índice Nikkei a subir 3,13% e o Topix 2,41%, e ambos a registarem novos máximos recorde.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,56%, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul ganhou 1,47% e renovou máximos de sempre.
Na China, o índice CSI300 recuou 0,60% e o Shanghai Composite 0,64%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,90%.
Na Índia, os principais índices voltam a negociar em perdas, com o Nifty 50 e o Sensex a recuarem de momento cerca de 0,60%.

Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia maioritariamente em terreno positivo.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar marginalmente 0,10% e o Euro Stoxx 50 0,26%, o suficiente para renovarem máximos recorde.
Na Alemanha, o índice DAX segue praticamente inalterado (-0,02%) e o CAC 40, de França, recua 0,24%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 segue também praticamente inalterado (+0,03%).

No mercado cambial, o destaque neste início do dia vai para o Japão, onde as obrigações do governo caíram devido à expectativa de que a primeira-ministra Takaichi anuncie eleições antecipadas. O iene cai para o nível mais baixo em relação ao dólar desde Julho de 2024 e atingiu já os 159 ienes por dólar. O EUR/JPY atinge novo máximo de sempre ao negociar acima de 185,50, tal como o CHF/JPY que negocia bem acima dos 199 ienes por franco suíço, estando perto de atingir a marca psicológica dos 200. Face à libra negocia de momento a 214,15, um nível que não era atingido desde Julho de 2008.
O dólar segue a recuperar das perdas no início da semana. O índice DXY, após ter registado um mínimo de 98,40, terminou o dia de ontem a 98,65 e está a começar o dia de hoje a continuar em alta, com o índice a cotar de momento a 98,75.
O EUR/USD recua de um máximo muito perto de 1,1700 (1,1698) e negocia de momento em torno de 1,1665.
A libra, após as perdas de ontem, segue de momento a negociar em ganhos, com o GBP/USD a cotar a 1,3480 e o EUR/GBP a 0,8655.
O franco suíço segue a negociar pouco alterado, em torno dos níveis de fecho de ontem, com o USD/CHF a cotar a 0,7975 e o EUR/CHF a 0,9305.

Os preços do petróleo continuam a negociar em alta, ajudados pelas tensões geopolíticas no Irão e pelas possíveis interrupções na sua produção de aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia. Também a contribuir para a disrupção da oferta está o anúncio de ontem de Donald Trump sobre a imposição de tarifas de 25%, a todo os países que fazem negócios com o Irão.
Depois dos ganhos dos últimos dias, o Brent está a começar hoje de novo em alta, com o barril a negociar de momento a 64,75 dólares, e o do WTI acima dos 60 dólares (60,30).

Também o ouro segue a negociar em alta, beneficiando do seu papel de activo de refúgio, num mundo onde continua a reinar a incerteza e as tensões geopolíticas.
A onça de ouro segue de momento a negociar a 4.590 dólares, muito perto do máximo recorde atingido ontem acima dos 4.600 dólares.


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