Café da Manhã
Activos de refúgio
Os activos de refúgio continuam a ser os preferidos pelos investidores, entre tensões geopolíticas e ameaças à independência da Reserva Federal dos Estados Unidos.
Embora os mercados accionistas continuem resilientes, com uma grande maioria de índices a renovarem máximos recordes dia após dia, são os metais preciosos, como o ouro e a prata, que seguem a registar fortes valorizações neste início de 2026.
O ouro está hoje de novo a negociar em novos máximos de sempre, com a onça de ouro a cotar de momento a 4.639 dólares, enquanto a prata ultrapassa pela primeira vez a marca dos 90 dólares por onça, seguindo de momento a negociar a 90,40 dólares.
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia de volta a perdas, mesmo depois de dados da inflação ligeiramente mais baixos do que o estimado pelos mercados. Os preços no mês de Dezembro subiram 0,3% em linha com o esperado, mas sem alimentos nem energia mostraram um aumento de 0,2%, abaixo dos 0,3% esperados. A inflação total manteve-se nos 2,7%, em linha com as previsões, mas a inflação subjacente saiu abaixo das estimativas a 2,6%, em linha com o mês anterior.
Comentários de Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, sobre a recente proposta do presidente norte-americano, Donald Trump, de limitar as taxas de juro dos cartões de crédito, acabaram por levar a pressões sobre o sector financeiro, arrastando os índices para perdas. A confiança dos investidores seguia também pressionada pelas tensões geopolíticas, nomeadamente no Irão.
A época de resultados começou oficialmente com a apresentação de contas do JPMorgan Chase que, apesar de reportar lucros acima do esperado, mostrou também uma queda nas comissões da banca de investimento.
O índice Dow Jones recuou 0,80%, o S&P 500 0,20% e o Nasdaq 0,10%.
Esta noite, na Ásia, a maioria dos principais índices bolsistas terminou em terreno positivo, alguns a renovarem máximos recorde.
Foi o caso do Japão, onde as notícias de que a primeira-ministra Sanae Takaichi poderia convocar eleições gerais em Fevereiro impulsionou o mercado. O índice Nikkei ganhou 1,61% e ultrapassou a marca dos 54.000 pontos pela primeira vez, e o Topix 1,26%, ambos a terminarem em novos máximos de sempre.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,14% e na Coreia do Sul, o Kospi 0,65%, para um novo máximo recorde.
Na China, os índices continentais CSI300 e Shanghai Composite voltaram a recuar (0,40% e 0,31%), mesmo depois de um novo excedente recorde da sua balança comercial em Dezembro. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,56%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex, seguem de momento a recuar 0,14% e 0,34%, respectivamente.
Os mercados accionistas europeus estão a começar a negociar avançando timidamente, no dia em que vão discutir com o conhecido vice-presidente norte-americano, e anti-europeu, JD Vance a situação da Gronelândia.
O índice Euro Stoxx 600 e Euro Stoxx 50 seguem de momento a avançar 0,26%, na Alemanha o índice DAX está praticamente inalterado (+0,02%), o CAC 40 de França ganha 0,43% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,25%.
No mercado cambial, o dólar continua a recuperar das perdas do início da semana e o índice DXY volta a negociar em torno de 99,00, enquanto o EUR/USD se mantém bem entre os 1,1600 e 1,1700.
O iene continua a negociar em perdas, com os mercados a aguardarem pela confirmação da dissolução da câmara baixa por parte da primeira-ministra Takaichi e o anúncio de eleições antecipadas. O USD/JPY, depois de ter registado já esta noite um novo máximo acima de 159,00 (159,45) pela primeira vez desde Julho de 2024, segue de momento a 158,80 e o EUR/JPY a 185,00, após máximos de sempre a 185,55.
A libra continua a negociar em alta, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3455 e o EUR/GBP a 0,8660.
O franco suíço está a começar o dia a negociar em perdas, em mínimos da semana, com o USD/CHF a voltar a negociar acima de 0,8000 (0,8025) e o EUR/CHF nos 0,9350.
Os preços do petróleo estão a começar o dia a recuar dos recentes ganhos, pressionados pela retoma das exportações da Venezuela e o aumento dos inventários de crude norte-americano. O relatório semanal do American Petroleum Institute mostrou um aumento de 5,27 milhões de barris de petróleo, com os destilados a aumentarem 4,34 milhões e os de gasolina 8,27 milhões. Em Cushing as reservas terão aumentado em 945 mil barris.
O Brent segue de momento a negociar a 64,80 dólares por barril e o WTI a 60,50.