Café da Manhã
Em alta
Os mercados financeiros voltam a negociar em modo de risco, após Donald Trump ter afirmado em Davos que não usaria a força para conseguir a Gronelândia, e mais tarde ter recuado nas tarifas impostas à União Europeia a 1 de Fevereiro
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão em ganhos, recuperando das perdas da sessão anterior, com a confiança dos investidores a voltar, após Donald Trump ter recuado na imposição de tarifas a alguns países europeus. O presidente dos Estados Unidos afirmou que não vai impor tarifas a oito países da União Europeia a 1 de Fevereiro, citando um "acordo preliminar para um futuro acordo" com a NATO sobre a Gronelândia. As yields obrigacionistas caíram e as acções avançaram.
O índice Dow Jones terminou a sessão a ganhar 1,21%, o S&P 500 1,16% e o Nasdaq 1,18%.
Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas voltaram também a negociar em terreno positivo.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a ganhar 1,76% e o Topix 0,74%.
Na Austrália, após dados do emprego acima do esperado, o índice ASX 200 ganhou 0,75%.
Na Coreia do Sul, apesar dos números do PIB terem mostrado uma contracção inesperada no terceiro trimestre de 0,3%, o índice Kospi ganhou 0,87%.
Na China, os principais índices terminaram pouco alterados dos níveis iniciais, com o CSI300 e o Hang Seng praticamente inalterados (+0,01% e -0,02%, respectivamente) e o Shanghai Composite avançando marginalmente 0,14%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem a avançar 0,08% e 0,22%, respectivamente.
Na Europa, os mercados accionistas estão também a começar o dia em ganhos, com a confiança dos investidores suportada pelo abrandamento da escalada em torno das tarifas.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a ganhar 1,03% e o Euro Stoxx 50 1,09%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 1,04% e o CAC 40, de França, 1,05%.
O índice FTSE 100, no Reino Unido, é o que menos ganha, avançando de momento 0,75%.
No mercado cambial, o dólar recupera das perdas registadas durante esta semana, com o índice DXY a negociar de momento a 98,60 e o EUR/USD a voltar a cotar abaixo de 1,1700 (de momento a 1,1685).
O iene continua a negociar em perdas, com o USD/JPY a manter-se acima de 158 (de momento a 158,80) e o EUR/JPY a atingir novos máximos de sempre a 185,75.
A libra segue pouco alterada dos recentes níveis, com o GBP/USD a negociar a 1,3420 e o EUR/GBP a 0,8710.
O franco suíço recuou, pressionado pela volta do modo de risco aos mercados financeiros, mas negociando ainda em torno dos recentes máximos. O USD/CHF segue de momento a negociar a 0,7940 e o EUR/CHF a 0,9280.
Os preços do ouro seguem a negociar em torno dos recentes máximos históricos, impulsionados pelas incertezas geopolíticas.
A onça de ouro continua a negociar acima dos 4.800 dólares, seguindo de momento a 4.828 dólares, abaixo do novo máximo de sempre a 4.888,50 dólares atingidos ontem.
Os preços do petróleo seguem a negociar de novo em alta, acompanhando o sentimento positivo do mercado após Trump ter recuado na imposição de mais tarifas. Os preços foram ainda suportados depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter aumentado a previsão de crescimento da procura global de petróleo para 2026 e reduzido ligeiramente as expectativas de excesso de oferta, embora ainda esteja projectado um excedente considerável. A AIE afirmou que os inventários podem aumentar 3,7 milhões de barris por dia este ano, mantendo a pressão sobre os preços.
O Brent segue de momento a negociar a 65,00 dólares por barril e o WTI a 60,40 dólares.