A semana que começa
Fed, geopolítica e resultados

A semana que começa Fed, geopolítica e resultados

Nesta última semana de Janeiro, os mercados mantêm o foco nas tensões geopolíticas, na reunião da Fed, na divulgação de dados económicos na União Europeia e numa intensa agenda de resultados empresariais.

Nesta última semana de Janeiro, os mercados enfrentam um enquadramento particularmente exigente, marcado pela conjugação de fatores políticos, económicos e empresariais. Entre tensões geopolíticas persistentes, decisões de política monetária, divulgação de dados macroeconómicos relevantes e uma agenda intensa de resultados empresariais, os investidores procuram sinais que ajudem a definir o rumo dos mercados no curto e médio prazo. Cada um destes temas poderá influenciar de forma distinta o sentimento e a volatilidade ao longo da semana.




A semana promete ser particularmente agitada no cenário internacional, com Donald Trump no centro de múltiplas frentes que vão desde escaladas diplomáticas no Irão e em Cuba até confrontos comerciais com o Canadá, passando pela iminente escolha do próximo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Estes desenvolvimentos ocorrem num contexto onde a política externa norte-americana parece cada vez mais conduzida pela ameaça e pela pressão unilateral, enquanto as decisões de política monetária continuam a ser fonte de tensão crescente entre a Casa Branca e as instituições financeiras independentes.

No que toca ao Irão, as ameaças de Trump voltaram a intensificar-se de forma considerável nos últimos dias. Depois de protestos que eclodiram no país em finais de Dezembro de 2025, motivados por uma crise económica profunda marcada por inflação galopante e desvalorização brutal da moeda iraniana, a administração norte-americana aproveitou o momento para aumentar a pressão sobre Teerão. Trump anunciou agora o envio de uma armada naval para o Médio Oriente, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, numa clara demonstração de força militar. Embora tenha afirmado que espera não ter de usar esses recursos, as suas declarações públicas não deixam margem para dúvidas sobre a natureza das ameaças, tendo dito que se o Irão prosseguir com execuções de manifestantes ou retomar o programa nuclear será atingido de forma mais dura do que alguma vez foi.

Quanto a Cuba, as ameaças norte-americanas ganharam uma dimensão igualmente séria. Trump tem afirmado publicamente que pretende conseguir uma mudança de regime na ilha até ao final do ano, seguindo o modelo daquilo que aconteceu na Venezuela com a captura de Nicolás Maduro em janeiro. Uma das principais armas de pressão tem sido o corte do fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba, que era assegurado em troca de serviços de segurança prestados por Havana ao regime de Maduro. Trump também sugeriu que pode pressionar o México a interromper o fornecimento de petróleo à ilha. Surgem rumores de que Trump poderá impor um bloqueio a todas as importações de petróleo para Cuba, que já sofre as consequências económicas das ações dos EUA na Venezuela, com Trump a vangloriar-se de que não entra mais petróleo nem dinheiro no país do Caribe.

Na frente canadiana, a situação deteriorou-se dramaticamente nas últimas horas. Trump ameaçou este sábado impor tarifas de 100% sobre todas as importações canadianas caso o primeiro-ministro Mark Carney concretize o acordo comercial preliminar anunciado na semana passada com a China durante uma visita a Pequim. Este acordo histórico visa reduzir tarifas entre os dois países, mas Trump considera que transformaria o Canadá num porto de descarga para produtos chineses entrarem nos Estados Unidos pela porta das traseiras. As relações entre Washington e Ottawa têm estado extremamente tensas desde que Trump regressou à Casa Branca há um ano, marcadas não apenas por disputas comerciais mas também pela intenção declarada do presidente norte-americano de anexar o Canadá como o 51.º estado dos Estados Unidos. A escalada retórica atingiu novos patamares depois do discurso de Carney em Davos, onde o primeiro-ministro canadiano recebeu uma ovação de pé ao fazer uma avaliação franca sobre o colapso da ordem global liderada pelos Estados Unidos, comentários que foram interpretados como uma referência directa à influência disruptiva de Trump nos assuntos internacionais. Ao longo dos últimos meses, Trump já havia imposto tarifas sobre madeira, móveis e metais canadianos, e chegou a aumentar as tarifas gerais para 35% alegando falta de cooperação do Canadá no combate ao tráfico de drogas, embora os dados mostrem que o Canadá é responsável por apenas 1% das importações de fentanil para os Estados Unidos.




Paralelamente a estas tempestades geopolíticas e comerciais, desenrola-se um processo igualmente crítico na esfera da política monetária. Trump encontra-se na fase final da escolha do próximo presidente da Reserva Federal, cargo que ficará vago em maio quando termina o mandato de Jerome Powell. Durante uma entrevista em Davos na semana passada, o presidente norte-americano revelou que já reduziu a lista de candidatos e que mentalmente já terá escolhido uma pessoa, sugerindo que o anúncio poderá ocorrer em breve, possivelmente já na próxima semana. A escolha do próximo presidente da Fed é vista como decisiva para determinar se a política monetária manterá um carácter independente ou se ficará mais sujeita às pressões políticas da Casa Branca. O próprio Trump tem intensificado os ataques a Powell, tendo o Departamento de Justiça chegado a ameaçar a Reserva Federal com uma acusação criminal relacionada com o testemunho de Powell sobre renovações de edifícios, numa escalada sem precedentes que levanta sérias questões sobre a independência da instituição.

Quanto à reunião da Reserva Federal marcada para 28 e 29 de Janeiro, os analistas esperam amplamente que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas após os três cortes realizados em 2025. O relatório Beige Book divulgado recentemente indicou que as pressões de custos devido às tarifas impostas por Trump foram um tema consistente em todos os distritos da Reserva Federal, o que complica ainda mais as decisões de política monetária.
Do lado europeu, a agenda económica da semana contém informações sobre o crescimento económico da União Europeia no último trimestre de 2025 e ainda os primeiros dados relativos à inflação no primeiro mês deste ano em Espanha e na Alemanha.





A época de apresentação de resultados “aquece” nesta última semana de Janeiro.
Não é sempre que se reúnem, numa só semana, os resultados de algumas das maiores e mais influentes empresas do mundo, abrangendo desde a tecnologia à energia, passando pela indústria, finanças e até ao luxo. Uma semana em que investidores, analistas e até o público em geral ficam com os olhos postos nos balanços de empresas como a Apple, Meta, Microsoft, IBM, Tesla, Boeing, General Motors, Caterpillar, Mastercard, Visa, American Express, The Walt Disney Company, Chevron e Exxon Mobil, LVMH, Samsung, ASML, SAP, LLOYDS, CaixaBank, Volvo e Ryanair, e muitas outras.
Numa fase em que os mercados procuram direcção, serão sobretudo as perspectivas apresentadas para 2026 que poderão ditar o tom da negociação nas próximas semanas.



Dados Económicos



Estados Unidos da América
A última semana do mês de Janeiro será um pouco mais tranquila relativamente a indicadores económicos.
A semana começa com os números das encomendas de bens duradouros de Novembro que, segundo as previsões, deverão mostrar um crescimento mensal de 0,5%. Teremos também o índice manufactureiro da Fed de Dallas, onde as estimativas apontam para uma subida de -10,9 para -6.
Na terça-feira teremos dados do mercado imobiliário, com a divulgação do índice do preço dos imóveis S&P/Case Shiller que deverá abrandar de 1,3% para 1,2%. Iremos ter também dados da confiança do consumidor com a divulgação do índice da Conference Board, onde as estimativas apontam para uma ligeira subida de 89,1 para 90,1. Teremos ainda os dados semanais do emprego da ADP, que na semana passada mostraram um crescimento médio de 8.000 postos de trabalho e o índice manufactureiro de Richmond que deverá mostrar uma subida de -7 para -5.
Na quinta-feira iremos ter os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, onde as previsões apontam que se mantenham em torno dos recentes números de 200 mil. Os números da balança comercial de Novembro deverão mostrar um défice de 44,5 mil milhões de dólares, após os 29,4 mil milhões do mês anterior. As encomendas às fábricas, segundo as estimativas, deverão mostrar um aumento de 0,5%, após a diminuição em Outubro de 1,3%.
Finalmente, na sexta-feira, iremos ter os números de Dezembro da inflação à porta das fábricas, com as previsões a apontarem para um aumento mensal nos preços de 0,2%, em linha com o mês anterior, onde se excluídos os alimentos e energia, deverão mostrar uma subida de 0,3%, depois da estabilização apresentada em Novembro. Iremos ter ainda o índice Chicago PMI, onde o mercado espera por um ligeiro deslize de 43,5 para 43,3.

Zona Euro
O destaque desta semana vai para a divulgação dos primeiros números preliminares do PIB relativos ao último trimestre de 2025 e ainda para os dados nacionais da inflação em Espanha e na Alemanha.
A semana começa com a divulgação do índice alemão de confiança empresarial IFO, onde as estimativas apontam para uma subida de 87,6 para 88,3.
Na terça-feira teremos os dados da taxa de desemprego em Espanha, que deverão mostrar uma ligeira subida de 10,5% para 10,6%.
Na quarta-feira iremos ter a divulgação do índice de confiança do consumidor alemão GfK, onde os mercados esperam ver uma ligeira subida de -26,9 para -25,7.
Na quinta-feira teremos o índice da confiança económica da Comissão Europeia, onde as estimativas apontam para uma subida de 96,7 para 97,1.
Por fim, na sexta-feira, iremos ter os destaques da semana.
Os números do PIB, segundo as previsões deverão apresentar um crescimento de 0,3% no 4º trimestre de 2025, em linha com o crescimento do trimestre anterior, onde em termos homólogos deverá mostrar uma queda dos 1,4% para 1,2%. Antes, teremos os dados nacionais, onde as previsões apontam para um crescimento económico trimestral de 0,2% em França e na Alemanha, 0,6% em Espanha e Itália, e onde Portugal deverá apresentar um crescimento de 0,5%.
Iremos ter os primeiros dados da inflação, com as previsões a apontarem para que os números em Espanha mostrem um aumento mensal dos preços de 0,1% e a inflação anual a cair de 2,9% para 2,8%, enquanto na Alemanha, em termos mensais os preços deverão mostrar uma queda de 0,1%, com a inflação anual a subir de 1,8% para 2,2%.
Iremos ter ainda a taxa de desemprego que deverá manter-se nos 6,3%, tal como na Alemanha e onde em Itália deverá subir de 5,7% para 5,8%.

Reino Unido
Desta vez iremos ter uma semana bastante vazia de indicadores económicos, com as atenções a irem para o índice de preços BRC que deverá mostrar uma aceleração nos preços de 0,6% para 0,7%, e mais tarde para os números de aprovação de hipotecas e dos empréstimos a particulares. Os primeiros deverão permanecer nos 65 mil e os segundos, segundo as previsões, deverão cair de 6,6 mil milhões de libras para 6,1 milhões.

Canadá
Uma semana também ligeira de dados económicos, onde se destaca a divulgação do PIB de Novembro que deverá, segundo as previsões, mostrar um crescimento mensal de 0,1%, após a contracção de 0,3% no mês anterior, e o número preliminar de Dezembro, um crescimento de 0,2%.
Teremos ainda os números da balança comercial, com as estimativas a apontarem para um défice de 600 milhões de dólares canadianos em Novembro, um pouco mais do que os 580 milhões apresentados no mês anterior.

Suíça
Iremos ter a divulgação do índice de expectativas económicas UBS que deverá mostrar, segundo o consenso de mercado, um recuo dos 6,2 para 5,5.
Os números da balança comercial de Dezembro deverão mostrar um excedente de 4 mil milhões de francos suíços, ligeiramente acima dos 3,84 mil milhões do mês anterior.
Por fim, teremos o barómetro económico KOF, que deverá mostrar uma ligeira queda de 103,4 para 103,2.

China
Por aqui é semana de PMIs. O índice oficial já com os mercados europeus no fim de semana, deverá mostrar um ligeiro abrandamento na actividade económica privada, com o PMI Geral a cair de 50,7 para 50,5. A actividade industrial deverá mostrar crescimento, com o índice a subir de 50,1 para 50,4, tal como a actividade de serviços, que deverá mostrar uma subida de 50,2 para 50,3.

Japão
Mais para o fim da semana iremos ter um conjunto de indicadores mensais relevantes, com o destaque a ir para o da inflação da área de Tóquio. A inflação total deverá cair de 2% para 1,8%, onde sem alimentos nem energia deverá cair de 2,6% para 2,5%. A inflação subjacente, sem alimentos frescos, a medida observada mais de perto pelo Banco do Japão, deverá mostrar um abrandamento de 2,3% para 2,2%.
Os mercados estarão também bastante atentos ao índice de Confiança do Consumidor que, segundo as estimativas, deverá registar um ligeiro recuo de 37,2 para 37,1.
A taxa de desemprego deverá manter-se nos 2,6%.
Teremos os números preliminares da produção industrial que, segundo as previsões, deverão mostrar uma queda de 0,4%, após a queda de 2,7% no mês anterior.
As vendas a retalho deverão mostrar um crescimento de 0,7% em termos homólogos, abaixo dos 1,1% mostrados na leitura anterior.
O início de construção de imóveis deverá mostrar uma nova queda, desta vez de 4,5%, após a queda de 8,5% no mês anterior.

Nova Zelândia
Esta semana iremos ter os números da balança comercial de Dezembro que deverão mostrar um excedente de 40 milhões de dólares neozelandeses, após o défice apresentado em Novembro de 163 milhões.
Teremos ainda o índice de confiança empresarial ANZ que, segundo as estimativas, deverá mostrar uma subida de 73,6 para 73,9.

Austrália
O destaque da última semana de Janeiro vai para os dados da inflação de Dezembro. Em termos mensais, os preços deverão mostrar um aumento de 0,9%, após a estabilização mostrada em Novembro, com a inflação em termos anuais a subir de 3,4% para 3,6%. A medida mais observada pelo RBA, a “trimmed mean” (sem 30% dos itens mais voláteis) deverá manter-se nos 3,2%. Teremos também dados preliminares do último trimestre, onde a medida “Trimmed Mean” deverá mostrar uma subida de 0,8%, desacelerando dos 1% mostrados no trimestre anterior, e em termos homólogos subir de 3% para 3,2%.
Teremos também, mais tarde, o índice de preços no produtor do 4º trimestre, que deverá mostrar um crescimento de 3,3%, em termos homólogos, desacelerando dos 3,5% do trimestre anterior.
Teremos ainda a divulgação do índice de confiança empresarial NAB, que deverá mostrar uma subida de 1 para 2.



Bancos Centrais



A Reserva Federal dos Estados Unidos

A próxima reunião de política monetária da Fed, marcada para os dias 27 e 28 de Janeiro de 2026, a primeira deste ano, tudo indica que será uma reunião de pausa e avaliação, sem grandes surpresas na taxa de juro directora.
Depois de um 2025 em que o Fed procedeu a três reduções consecutivas da taxa dos “fed funds”, cada uma de 25 pontos base, levando o intervalo actual para 3,50%–3,75%, o banco central parece agora inclinado a manter as coisas como estão. A inflação, embora tenha vindo a moderar-se gradualmente, continua acima do objectivo de 2% a médio prazo (especialmente nos componentes mais persistentes, como os serviços), e os dados do mercado de trabalho mostram sinais mistos: alguma fragilidade no emprego, mas sem uma deterioração dramática que justifique ação imediata.

Jerome Powell, que continua à frente da instituição (apesar das especulações sobre o futuro da liderança), e a maioria dos membros do FOMC têm transmitido uma mensagem clara nas últimas semanas: a política monetária está numa zona moderadamente restritiva, o que é apropriado para continuar a ancorar as expectativas de inflação sem prejudicar excessivamente o crescimento económico. Vários responsáveis, incluindo a vice-presidente para supervisão Michelle Bowman, sublinharam que o banco central deve estar preparado para reagir se o mercado de trabalho piorar de forma mais acentuada, mas que, por agora, o melhor é observar com atenção os números que vão chegando.

Os mercados financeiros já precificam quase unanimemente a manutenção das taxas na reunião de quarta-feira. As probabilidades de uma redução (ou, muito menos provável, de um aumento) são residuais segundo a FedWatch Tool da CME. O foco maior recai sobre o comunicado oficial e para a conferência de imprensa de Jerome Powell que se lhe segue.
O que se espera ouvir de Powell? Provavelmente uma repetição da ideia de que as decisões continuarão “dependentes dos dados” (“data-dependent”), sem compromissos firmes sobre o ritmo ou o número de cortes em 2026. As projecções divulgadas em Dezembro passado apontavam para apenas um ou dois cortes adicionais ao longo de todo o ano, o que seria bem menos agressivo do que muitos investidores antecipavam no final de 2025. Alguns analistas acreditam que o comité pode rever ligeiramente em baixa as expectativas de cortes para este ano, reflectindo uma economia que resiste melhor do que o previsto e uma inflação que desce mais devagar.

O Banco do Canadá
A primeira reunião de política monetária do Banco do Canadá deste ano promete também ser igualmente calma e sem grandes alterações.
Actualmente, a taxa directora do BoC encontra-se nos 2,25%, nível mantido desde a decisão de Outubro de 2025. Após um ciclo de cortes relativamente agressivo em 2024 e 2025 (que levou a taxa de níveis bem mais elevados para este patamar neutro ou ligeiramente acomodatício), o banco central parece ter entrado numa fase de estabilização.
Todos os economistas consultados em sondagens recentes, incluindo a da Reuters, que ouviu 35 especialistas entre 20 e 23 de Janeiro, preveem unanimemente que o BoC mantenha a taxa inalterada a 2,25% nesta reunião.
O governador Tiff Macklem e a senior deputy governor Carolyn Rogers têm vindo a comunicar uma mensagem de prudência e dependência dos dados. A economia canadiana mostra resiliência: o mercado de trabalho permanece sólido (apesar de alguma moderação no emprego), o consumo das famílias resiste e o investimento empresarial recupera lentamente. No entanto, há preocupações latentes, nomeadamente com o impacto potencial de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos (sob a nova administração), que poderiam afectar as exportações canadianas, sobretudo no sector automóvel e de recursos naturais. Este risco comercial é apontado por muitos analistas como o principal factor de incerteza para 2026.

O Riksbank
A primeira reunião do ano do banco central sueco deverá ser tranquila e sem alterações, com a sua taxa directora a manter-se em 1,75%, nível fixado desde Setembro de 2025.
O consenso entre analistas é unânime quanto à manutenção da taxa. As minutas de Dezembro de 2025 e as projecções do banco central confirmam que a taxa ficará estável ao longo de todo 2026, reflectindo uma inflação próxima do objectivo de 2%, crescimento económico sólido e recuperação em curso sem pressões inflacionistas excessivas.

O Banco do Brasil
O banco central brasileiro deverá manter a sua taxa Selic inalterada nos 15% na primeira reunião deste ano, continuando a reflectir a inflação ainda elevada, com projeções em torno de 4-4,8%, pressões persistentes e necessidade de ancorar expectativas. As reduções de taxa só deverão começar mais lá para a frente em 2026, possivelmente a partir de Março ou Junho, com projecções para o final do ano entre 12-12,5% em cenários mais optimistas.


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