Café da Manhã
Mais estáveis
Os mercados financeiros recuperam alguma estabilidade após a volatilidade atingida após os rumores da intervenção conjunta do Japão e dos Estados Unidos na moeda nipónica
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia de ontem em terreno positivo, após os dados dos Bens Duradouros de Novembro, divulgados com atraso, terem apresentado um aumento de 5,3%, superando as expectativas de 4,3%.
Os investidores seguem de olho em empresas como a Boeing, Apple, Meta e Microsoft que irão apresentar resultados esta semana, e aguardam ainda pela decisão de taxas de amanhã da Reserva Federal.
O índice Dow Jones terminou a sessão a ganhar 0,64%, o S&P 500 0,50% e o Nasdaq 0,43%.
Os mercados accionistas asiáticos voltaram esta noite a negociar em ganhos, mesmo após Donald Trump ontem, do nada, ter anunciado uma subida nas tarifas à Coreia do Sul, culpando esta de não estar a cumprir o acordo assinado há uns meses.
Apesar disso, o índice Kospi, que começou a sessão a perder cerca de 1%, terminou o dia a subir 2,73%, liderando os ganhos na Ásia.
No Japão, os principais índices voltaram a negociar em terreno positivo, ajudados por um iene a recuar dos fortes ganhos de ontem. O índice Nikkei avançou 0,77% e o Topix 0,31%.
Na Austrália, o índice ASX 200 ganhou 0,92%.
Na China, o índice CSI300 ficou praticamente inalterado (-0,03%), o Shanghai Composite avançou 0,18% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,21%.
Na Índia, os principais índices seguem em ligeiras perdas de 0,10%, mesmo após um acordo comercial atingido com a União Europeia.
Na Europa, os mercados accionistas estão de novo a começar o dia sem uma direcção bem definida, apesar do anúncio de um amplo acordo comercial fechado com a Índia.
O índice Euro Stoxx 600 e Euro Stoxx 50 seguem de momento a avançar cerca de 0,15%.
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,15% e em França, o CAC 40 segue pouco alterado (-0,04%).
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,21%, com o primeiro-ministro britânico a caminho da China, na primeira visita em oito anos de um chefe de executivo àquele país.
No mercado cambial o dólar continua pressionado, mas segue de momento a recuperar dos recentes mínimos, com o índice DXY em torno dos 97,00, após um mínimo de ontem a 96,60.
O EUR/USD continua a negociar em torno dos recentes máximos dos últimos quatro meses, cotando de momento a 1,1865.
A libra regista um ligeiro recuo dos máximos atingidos ontem, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3675 e o EUR/GBP a 0,8680.
O iene continua também a negociar sob pressão, mas recuperando dos mínimos de ontem. O USD/JPY cota de momento a 154,70 e o EUR/JPY a 183,50, afastando-se dos mínimos de 153,30 e 181,75, respectivamente.
O franco suíço continua a negociar em torno de ganhos de mais de dez anos, mas ainda assim a recuar dos máximos registados logo na abertura desta semana. O USD/CHF negocia de momento a 0,7775, recuando de um mínimo a 0,7730, enquanto o EUR/CHF segue de momento a 0,9225, recuando de um mínimo abaixo dos 0,9200 (0,9196).
Já os metais preciosos continuam a negociar em fortes valorizações.
O Ouro registou ontem um novo máximo recorde a 5.111,50 dólares por onça, e a prata a 117,75.
Ontem, a prata chegou a ganhar 13%, antes de estabilizar, mas mesmo assim em três sessões ganhou cerca de 15%, sendo que leva cerca de 35% de valorização durante este ano de 2026, enquanto o ouro valoriza cerca de 15%.
Depois de uma pequena correcção, o preço dos metais volta a negociar em alta, com a onça de ouro a negociar de momento a 5.084,00 dólares e a da prata a 111,75.
Os preços do petróleo seguem a negociar em perdas ligeiras com os investidores atentos à retoma da oferta do Cazaquistão, mas também de olhos postos na forte tempestade de inverno que afectou a produção de crude e as refinarias na costa do Golfo dos Estados Unidos.
O Brent negocia de momento a 64,40 dólares por barril e o WTI a 60,40.