Café da Manhã
O dólar

Café da Manhã O dólar

O dólar atinge mínimos dos últimos quatro anos, após Donald Trump ter afirmado não estar preocupado com a desvalorização da moeda norte-americana, afirmando que o dólar “segue muito bem”

O índice do dólar DXY está a começar o dia a negociar em torno de 96,00, após um mínimo de ontem a 95,36, nível que não se verificava desde Fevereiro de 2022, com os investidores a voltarem as costas à moeda norte-americana.
Para já isso não preocupa Donald Trump que disse ontem que o dólar “vai muito bem”, criticando ainda as economias asiáticas que, segundo ele, continuam a desvalorizar as suas moedas.

No mercado cambial, o dólar seguiu como o grande perdedor, recuando face a todas as moedas principais. O EUR/USD ultrapassou os 1,2000 e atingiu um máximo de 1,2082, o que não sucedia desde Junho de 2021. Face à libra negociou acima de 1,3800, num novo máximo de cinco anos (1,3870), enquanto que face ao franco suíço registou mínimos de mais de uma década em torno de 0,7600.
O franco suíço foi o grande ganhador, impulsionado pelo seu estatuto de porto seguro. Se excluirmos o “flash crash” registado em Janeiro de 2015, o franco suíço atingiu um máximo de sempre face ao euro, com o EUR/CHF a negociar a 0,9165.
O dia está a começar com o dólar a estabilizar/recuperar, onde o EUR/USD volta a negociar abaixo de 1,2000 (de momento a 1,1985), o GBP/USD abaixo de 1,3800 (1,3785) e o USD/CHF a 0,7675.
O iene continua a negociar em ganhos, com o USD/JPY abaixo dos 153,00 (152,60) e o EUR/JPY em torno dos 183,00.
O franco suíço começa o dia a recuar das fortes valorizações, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7670 e o EUR/CHF a 0,9195.

O ouro continua a fazer valer o seu estatuto de activo de refúgio e segue a renovar novos máximos de sempre, impulsionado ainda por um dólar mais fraco. A onça de ouro superou hoje os 5.300 dólares pela primeira vez e segue de momento a negociar a 5.276.
A prata continua também a negociar em alta, negociando de momento a 112,50 dólares por onça.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia de ontem entre ganhos e perdas, após a confiança do consumidor ter caído a pique, com o índice da Conference Board a atingir o valor mais baixo desde 2014.
Enquanto o índice Dow Jones perdeu 0,83%, arrastado pela queda de cerca de 20% da UnitedHealth após resultados decepcionantes, o S&P 500 registou um novo máximo de sempre e um novo fecho recorde ao subir 0,41% e o Nasdaq liderou ao avançar 0,91% e atingiu o valor mais elevado desde Outubro de 2025.

Na Ásia, os mercados accionistas esta noite negociaram maioritariamente em ganhos.
No Japão, os principais índices negociaram mistos, onde o Nikkei avançou 0,54%, enquanto o Topix recuou 0,79%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou marginalmente 0,09%, após dados da inflação que colocam mais perto uma subida de taxas de juro por parte do RBA na próxima semana.
Na Coreia do Sul o índice Kospi continua a negociar em alta e a registar novos máximos de sempre, subindo esta noite mais 1,69%.
Na China, o índice CSI300 avançou 0,26% e o Shanghai Composite 0,27%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, liderou os ganhos ao terminar o dia a subir 2,58%.
Na Índia, o índice Nifty 50 segue de momento a ganhar 0,72% e o Sensex 0,54%.

Já os mercados accionistas europeus estão a começar o dia em terreno negativo.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a recuar 0,45% e o Euro Stoxx 50 0,12%.
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,28%, enquanto o CAC 40, em França, lidera as perdas ao cair 1,07%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 recua 0,28%.

Os preços do petróleo estão a começar o dia a recuar dos máximos, após o impulso de ontem dado por um dólar mais fraco e por crescentes preocupações com a oferta devido a um aumento das tensões com o Irão, assim como pelas condições climatéricas nos Estados Unidos.
O Brent segue de momento a negociar a 66,25 dólares por barril e o WTI a 62,20, recuando dos máximos de 67,10 e 63,00, respectivamente.


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