Café da Manhã
Metais em alta
Os mercados estão a levar os metais a negociarem em fortes ganhos, enquanto procuram activos tangíveis entre incerteza geopolítica e um dólar mais fraco.
Os metais continuam a negociar em fortes ganhos, registando máximos de sempre dia após dia.
O ouro ultrapassou a barreira dos 5.500 dólares por onça de ouro, tendo atingido um máximo muito perto dos 5.600 dólares (5.598,75) e segue de momento a negociar a 5.510 dólares.
A prata segue a negociar a 116,70 dólares por onça, tendo registado já hoje um novo máximo recorde acima dos 120 dólares.
Ontem, a Reserva Federal dos Estados Unidos manteve inalterada as suas taxas directoras, como amplamente esperado, com Jerome Powell a não dar pistas para quando uma alteração de taxas. A votação teve dois dissidentes, Stephen Miran e Christopher Waller, que votaram para um corte de 25 pontos base, mas Powell disse que a decisão para manter as taxas foi geral, e que não foi discutida em qualquer altura uma subida de taxas de juro.
O presidente da Fed teve o cuidado de não comentar futuras decisões relativas às taxas de juro, afirmando que a Fed dependerá dos dados, mas disse aos jornalistas que os riscos ascendentes para a inflação e os riscos descendentes para o emprego diminuíram.
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia de ontem pouco alterados, enquanto os investidores digeriam a decisão da Fed e as palavras de Jerome Powell.
Os índice Dow Jones e S&P 500 terminaram praticamente inalterados (+0,02% e -0,01%, respetivamente), após o último ter atingido pela primeira vez a marca dos 7.000 pontos, e o Nasdaq avançou modestamente 0,17%.
Na Ásia, os mercados accionistas terminaram o dia de hoje em terreno positivo.
No Japão, os principais índices terminaram a sessão em ganhos modestos, com o Nikkei a avançar 0,12% e o Topix 0,28%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou marginalmente 0,07%, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, subiu 0,98%, liderando os ganhos.
Na China, o índice CSI300 ganhou 0,76%, o Shanghai Composite 0,16% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,51%.
Na Índia, o índice Nifty 50 avança de momento 0,41% e o Sensex 0,26%.
Os mercados accionistas europeus estão maioritariamente a começar o dia a negociar em ganhos.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,38% e o Euro Stoxx 50 0,44%.
Na Alemanha, o índice DAX é excepção, perdendo de momento 0,80%, pressionado por forte perda da SAP.
Em França, o índice CAC 40 ganha 0,85% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,60%.
No mercado cambial, o dólar segue de momento a estabilizar, após as fortes perdas registadas no início da semana, com o DXY a voltar a negociar acima de 96,00 (de momento a 96,07) e o EUR/USD abaixo de 1,2000 (de momento a 1,1965).
A libra continua a negociar em ganhos, acima de 1,3800 face ao dólar e com o EUR/GBP a cotar abaixo de 0,8700 (0,8660).
O iene recua dos fortes ganhos da semana, após Scott Bessent ter afirmado ontem que os Estados Unidos não intervieram no USD/JPY. O USD/JPY volta a negociar acima de 153,00 (153,25) e o EUR/JPY de 183,00 (183,45).
O franco suíço mantém-se a negociar em alta, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,7660 e o EUR/CHF a 0,9175.
Os preços do petróleo estão a começar o dia a negociar em alta, impulsionados pela crescente tensão EUA/Irão, por um dólar mais fraco e ainda pela redução mostrada ontem pelo relatório semanal da EIA dos inventários de crude norte-americano, que mostraram uma redução inesperada de 2,3 milhões de barris.
O Brent segue de momento a negociar a 68,60 dólares por barril e o WTI a 64,40.