Amanhã destacamos
Bancos centrais
Esta quinta-feira os bancos centrais voltam a ocupar o palco principal, com os investidores a seguirem as decisões de taxas do Banco Central Europeu, Banco de Inglaterra e ainda do Banco do México.
A primeira decisão vai para o Banco de Inglaterra, que deverá confirmar a manutenção da taxa directora nos 3,75%, um desfecho totalmente antecipado pelos mercados. Depois do corte decidido por uma margem muito estreita na reunião de Dezembro, tudo indica que a maioria do Comité de Política Monetária preferirá agora aguardar por sinais mais claros de desinflação e de arrefecimento do mercado de trabalho antes de avançar com novos cortes.
O Banco de Inglaterra deverá adoptar uma postura cautelosa, reforçando uma mensagem de dependência dos dados e evitando dar sinais claros de cortes adicionais no curto prazo.
Mais tarde teremos o Banco Central Europeu que deverá confirmar a actual fase de estabilidade da política monetária, tudo indicando que manterá a sua taxa de depósito inalterada nos 2,00%.
Os dados mais recentes da inflação reforçam estas expectativas por parte do mercado, com o BCE a dever evitar novos sinais de política monetária, preferindo aguardar pelas projecções de Março, com Christine Lagarde provavelmente a repetir que o banco central se encontra “num bom lugar”.
Mais tarde ainda, o Banco do México após ter reduzido a sua taxa de juro de 11,25% em Fevereiro de 2024, até aos actuais 7%, deverá agora mantê-la inalterada na primeira reunião de política monetária de 2026.
Na agenda económica desta quinta-feira temos:
Esta noite, na Austrália, as atenções vão para a divulgação dos números da balança comercial de Dezembro, que deverão mostrar um excedente de 3,4 mil milhões de dólares australianos, após o de 2,9 mil milhões no mês anterior.
Pela manhã, na Zona Euro, iremos ter os números das vendas a retalho de Dezembro, com as previsões a mostrarem um aumento mensal de 0,3%, acelerando dos 0,2% de Novembro.
Em Itália teremos também números das vendas a retalho, onde as previsões apontam para um aumento em Dezembro de 0,4%, ligeiramente inferior ao aumento de 0,5% no mês anterior.
Na Alemanha teremos os números das encomendas às fábricas que deverão apresentar uma queda mensal de 1,3%, após o aumento de 5,6% em Novembro.
Em França iremos ter os dados da produção industrial que, segundo as previsões, mostrarão um aumento de 0,1%, após a contracção de 0,1% no mês anterior.
No Reino Unido, iremos ter a divulgação do índice PMI da construção, que deverá mostrar uma subida dos 40,1 para 42.
À tarde, nos Estados Unidos, tentativamente teremos a divulgação dos habituais números semanais dos novos pedidos de subsídio de desemprego, com as estimativas a apontarem para nova subida, desta vez de 209 mil para 213 mil pedidos.
Iremos ter o “Challenger Job Cuts”, um relatório que mostra quantas pessoas receberam aviso de despedimento durante o mês de Janeiro. As estimativas apontam para cerca de 43 mil, após as 35.553 no mês de Dezembro.
Além da presidente do BCE,Christine Lagarde, e do presidente do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, que falarão após as respectivas decisões de taxas, iremos poder também ouvir o governador do Banco do Canadá, Tiff Macklem, e o presidente da Fed de Atlanta, Raphael Bostic.
Teremos mais empresas a apresentar resultados do último trimestre de 2025, onde destacamos a gigante Amazon, mas onde iremos ter também outras grandes empresas como a Shell, BBVA, UniCredit, Sony, BNP Paribas, Fortinet, Microchip Technology e Ralph Lauren, entre muitas outras.