Café da Manhã
Em máximos
Os mercados accionistas continuam a negociar em torno de recentes máximos ou a registar recordes, entre resultados empresariais acima do esperado e dados macroeconómicos sólidos.
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem em terreno negativo, pouco alterados, após os surpreendentes dados acima do esperado do mercado de trabalho não terem conseguido impulsionar a confiança dos investidores.
O relatório oficial do emprego mostrou que a economia norte-americana conseguiu criar em Janeiro 130 mil novos postos de trabalho, quase o dobro dos 70 mil esperados pelo mercado, com a taxa de desemprego a cair de 4,4% para 4,3%, apesar de um aumento da taxa de participação, e enquanto os rendimentos médios salariais aumentaram mais do que o previsto.
As expectativas dos mercados relativamente a cortes de taxas de juro por parte da Fed voltaram a recuar, pressionando o preço das acções, enquanto os investidores aguardavam pelos resultados da Mc Donald’s e da Cisco, após o fecho dos mercados.
O índice Dow Jones terminou a sessão a recuar 0,13%, muito perto dos mais recentes máximos, o S&P 500 0,01% e o Nasdaq 0,16%.
Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas voltaram, maioritariamente, a negociar em alta, onde o Japão e a Coreia do Sul registaram novos máximos de sempre.
No Japão, o índice Nikkei terminou a avançar 0,14%, tendo atingido pela primeira vez os 58.000 pontos, enquanto o Topix ganhou 0,70% registando um novo recorde.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,32%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, liderou de novo os ganhos ao subir 3,13%, registando um novo máximo de sempre.
Na China, os índices CSI300 e Shanghai Composite avançaram marginalmente 0,12% e 0,05%, respectivamente, enquanto o Hang Seng caiu 0,86%.
Na Índia, os principais índices seguem de momento a recuar cerca de 0,55%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar o dia em alta, com a confiança dos investidores impulsionada por resultados empresariais acima do esperado.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,56% e o Euro Stoxx 50 0,85%.
Na Alemanha, o índice DAX sobe 1,17% e o CAC 40, de França, 1,05%.
No Reino Unido, após dados que mostraram um crescimento económico abaixo do esperado no quarto trimestre de 2025, o índice FTSE 100 avança 0,44%.
No mercado cambial, os números dos nonfarm payroll levaram ontem o dólar a negociar em alta, com o índice DXY a recuperar de mínimos na sessão de 96,36, para atingir um máximo acima de 97,00, mas acabou o dia a recuar e a negociar a 96,79. Também o EUR/USD caiu até um mínimo de 1,1833, mas acabou o dia a recuperar e a negociar a 1,1870. O dólar segue hoje de novo em perdas, com o índice DXY a negociar a 96,68 e o EUR/USD a 1,1885.
A libra volta a negociar pouco alterada, após os dados económicos divulgados esta manhã abaixo do esperado. O GBP/USD segue de momento a negociar a 1,3650 e o EUR/GBP a 0,8710.
O iene continua em alta, com o USD/JPY a negociar de momento abaixo de 153,00 e o EUR/JPY abaixo de 182,00.
O franco suíço recua dos recentes máximos, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7700 e o EUR/CHF a 0,9150.
A prata e o ouro estão a começar o dia a negociar em torno dos níveis de fecho de ontem, com a onça de ouro a negociar a 5.075 dólares e a da prata a 83,90.
Os mercados petrolíferos continuam a ser impulsionados pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irão, onde Donald Trump mantém a pressão sobre Teerão, enviando um segundo porta-aviões para o Médio Oriente.
Por outro lado, a divulgação do relatório com os inventários semanais da EIA, mostrou um aumento de 8,5 milhões de barris, face a uma estimativa de uma redução, levando a uma pressão nos preços do petróleo.
Os preços estão a começar a manhã em perdas, após um relatório da Agência Internacional de Energia prever um crescimento da procura global de petróleo em 2026 numa média de 850.000 barris por dia, uma revisão em baixa face à projecção de Janeiro, de 930.000.
O Brent segue de momento a negociar a 69,10 dólares por barril e o WTI a 64,40.