Café da Manhã
Entre ganhos e perdas
Os mercados financeiros seguem a negociar entre ganhos e perdas, suportados por renovada confiança no sector tecnológico e pressionados por continuadas tensões geopolíticas
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem em terreno positivo, após um dia de dados económicos acima do esperado, com as encomendas de bens duradouros a recuarem menos do que o previsto, a produção industrial a superar as estimativas do mercado e ainda com os dados das licenças de construção e início de construção de casas acima das expectativas.
Por outro lado, as minutas da última reunião mostraram uma Fed mais “hawkish” do que o esperado pelos mercados, com parte dos membros do FOMC a dizerem que teriam preferido uma declaração que mencionasse a possibilidade de aumentar a taxa de juro “se a inflação se mantiver acima do objectivo”.
O índice Dow Jones avançou 0,26%, o S&P 500 0,56% e o Nasdaq 0,78%.
Esta noite, na Ásia, com uma boa parte das praças financeiras ainda de fora em feriado, os mercados accionistas negociaram em alta.
No Japão, expectativas de uma política fiscal mais branda por parte do governo de Takaichi trouxe mais confiança aos investidores, que levaram o índice Nikkei a terminar a sessão a ganhar 0,71% e o Topix 1,18%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,88%, após dados sólidos do mercado de trabalho.
Na Coreia do Sul, os mercados voltaram de um feriado prolongado, com o índice Kospi a voltar a liderar ao subir 3,09%, com o sector tecnológico a destacar-se.
A Índia é a excepção, com os seus principais índices Nifty 50 e Sensex a caírem de momento cerca de 1%.
Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia em terreno negativo, onde a confiança numa negociação de paz para a Ucrânia começa de novo a desvanecer-se.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a recuar 0,24% e o Euro Stoxx 50 0,48%.
Na Alemanha, o índice DAX perde 0,54%, o CAC 40 de França 0,50% e o FTSE 1000, no Reino Unido, 0,42%.
No mercado cambial, o dólar voltou ontem a negociar em ganhos, que foram ainda impulsionados no final do dia pelas minutas da última reunião da FOMC, mostrando vontade de alguns elementos de considerar uma subida de taxas de juro, caso a inflação fique ainda mais persistente. O índice DXY terminou ontem a negociar em torno de 97,65 e está a começar o dia a recuar desse máximo, enquanto o EUR/USD segue a negociar em torno dos 1,1800, após mínimo de ontem a 1,1780.
A libra volta a negociar em perdas, com o GBP/USD a negociar em torno de 1,3500 e o EUR/GBP a 0,8740.
O iene volta também a negociar em fortes perdas, com o USD/JPY de novo a negociar perto de 155,00 (de momento a 154,90) e o EUR/JPY em torno de 183,00 (182,85).
O franco suíço segue a negociar pouco afastado dos recentes máximos, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7725 e o EUR/CHF a 0,9115.
Os preços do petróleo voltaram ontem a negociar em alta, impulsionados por preocupações dos investidores com um possível conflito no Médio Oriente entre os Estados Unidos e o Irão. Ainda a contribuir para a subida dos preços do petróleo esteve o relatório semanal do American Petroleum Institute, que mostrou uma queda nos inventários semanais de 609 mil barris, face a um aumento de 13,4 milhões na semana anterior, enquanto em Cushing as reservas baixaram em 1,36 milhões de barris.
Os preços estão a começar o dia de novo em alta, com o Brent a negociar a 70,70 dólares por barril e o do WTI a 66,00 dólares.
O ouro e a prata voltam também a negociar em alta, com as tensões geopolíticas a voltarem a aumentar. A onça de ouro volta a negociar acima dos 5.000 dólares (5.014) e a da prata em torno dos 79,00 dólares.