Café da Manhã
Entre ganhos e perdas
Tensões geopolíticas, incertezas tarifárias, receios de disrupções no negócio tradicional e emprego em torno do desenvolvimento da Inteligência Artificial, levam os mercados a seguirem sem direcção bem definida
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram o dia em perdas significativas, com as preocupações em torno de uma disrupção provocada pela Inteligência Artificial nos negócios tradicionais a juntarem-se àquelas originadas pelas incertezas geradas pela confusão das tarifas comerciais.
O índice Dow Jones terminou a sessão a cair 1,66%, o S&P 500 1,04% e o Nasdaq 1,13%.
Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas contrariaram os seus congéneres norte-americanos e negociaram maioritariamente em terreno positivo.
No Japão, os investidores regressaram de um fim de semana prolongado, negociando em ganhos, com o índice Nikkei a terminar a sessão a avançar 0,83% e o Topix 0,20%.
Na Austrália, o índice ASX 200 fechou o dia praticamente inalterado (-0,05%), enquanto na Coreia do Sul o índice Kospi voltou a liderar os ganhos ao avançar 2,11%.
Na China, os investidores regressaram de uma semana de festejos do Ano Novo Lunar para negociarem em ganhos, com o índice CSI300 a avançar 1,01% e o Shanghai Composite 0,87%, enquanto o Hang Seng terminou a cair 1,82%.
A Índia segue a negociar em queda, com o índice Nifty 50 a cair 1,04% e o Sensex 1,30%.
Hoje completam-se quatro anos do ataque russo à Ucrânia e a Hungria manteve o seu veto às novas sanções da União Europeia contra a Rússia e ainda a um enorme empréstimo que permite a sua defesa.
Os mercados accionistas europeus estão a começar o dia em terreno negativo, ainda com a confusão em torno das tarifas norte-americanas.
O índice Euro Stoxx 600 segue praticamente inalterado (-0,01%) e o Euro Stoxx 50 com uma perda marginal de 0,14%.
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,07% e o FTSE no Reino Unido 0,12%, enquanto em França o CAC 40 segue praticamente inalterado (+0,02%).
O ouro voltou a ser o activo de refúgio dos mercados financeiros. Após alguns dias de consolidação, a onça de ouro voltou ontem a negociar em alta, com o preço a voltar a negociar acima dos 5.200 dólares, terminando o dia a 5.228,35 dólares.
O dia começou com o preço a voltar a negociar em alta, mas segue de momento a recuar, com a onça de puro a cotar a 5.173,50 por onça.
A prata segue também a negociar em ganhos, com a onça a voltar a negociar acima dos 88 dólares.
Já em sentido contrário continua a negociar o Bitcoin, com a criptomoeda a voltar a negociar em torno de mínimos abaixo dos 64.000 dólares, na direcção dos mínimos dos últimos dezasseis meses perto dos 60.000 dólares.
Os preços do petróleo negociaram ontem com a volatilidade em alta, onde o Brent atingiu pela primeira vez os 72 dólares por barril nos últimos seis meses e o WTI um novo recorde a 66,30 dólares.
Os receios de um ataque ao Irão por parte dos Estados Unidos permanecem, e o Brent segue de momento a negociar a 71,25 dólares e o WTI para 66,55.
No mercado cambial o dólar reagiu às perdas do início da semana e segue a negociar em ganhos, com o índice DXY a 97,70.
O EUR/USD cai dos máximos acima de 1,1830, atingidos logo no início da semana, para voltar a negociar abaixo dos 1,1800.
A libra continua a negociar em torno dos recentes níveis, voltando a recuar face ao dólar, com o “cable” a cotar de momento em torno de 1,3500 e o EUR/GBP a manter-se em torno de 0,8730.
Já o iene japonês segue a negociar em perdas acentuadas, após notícias de que Sanae Takaichi teria mostrado apreensão quanto a novos aumentos de taxas de juro por parte do Banco do Japão. O USD/JPY volta a negociar em torno de 156,00 e o EUR/JPY de 184,00.
O franco suíço, pelo contrário, continua a negociar em ganhos, suportado pelo seu papel de porto seguro. O USD/CHF segue de momento a negociar a 0,7740 e o EUR/CHF a 0,9120.