Café da Manhã
Petróleo acima de $100!

Café da Manhã Petróleo acima de $100!

Os mercados financeiros abrem a semana em forte aversão ao risco, com o conflito no Médio Oriente sem fim à vista, levando os preços do petróleo acima dos 100 dólares por barril e a significativas perdas nos mercados accionistas

Após uma semana em que os preços do Brent subiram cerca de 28% e os do WTI mais de 30%, as primeiras horas desta semana viram os preços dispararem mais cerca de 30%, com o barril de petróleo a atingir um máximo muito perto de 120 dólares (119,50) dólares.
O Estreito de Ormuz continua praticamente fechado, o conflito continua sem dar sinais de abrandamento e ainda rumores que o Iémen teria fechado o estreito de Bab-el-Mandeb, contribuíram para esta abertura de semana em forte alta de preços. De momento os preços recuam dos ganhos iniciais, mantendo-se acima dos 100 dólares por barril, após uma notícia do Financial Times de que os ministros das Finanças do G7 vão discutir uma possível libertação conjunta de petróleo das reservas, em coordenação com a Agência Internacional de Energia.
O presidente Donald Trump desvalorizou a subida do preço do petróleo, considerando-a "um pequeno preço a pagar".
O Brent segue de momento a negociar a 104 dólares por barril e o WTI a 100 dólares.

Os mercados accionistas asiáticos começaram a semana em perdas acentuadas, com os investidores a afastarem-se de activos de risco, pressionados por receios de que os preços elevados do petróleo levem a uma subida inflacionista e taxas de juro mais altas.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a cair 5,24% e o Topix 3,80%.
Na Austrália, o índice ASX 200 perdeu 2,85% e o Kospi, da Coreia do Sul, afundou mais 5,96%.
Na China, após os dados da inflação terem mostrado uma subida para o nível mais alto dos últimos três anos, os principais índices terminaram a sessão em perdas mais moderadas. O CSI300 recuou 0,97%, o Shanghai Composite 0,67% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,35%.
Na Índia, os principais índices seguem a cair 1,73% e 1,80%, respectivamente para o Nifty 50 e o Sensex.

Na Europa, os mercados accionistas estão também a começar a semana em perdas acentuadas, pressionados pela alta dos preços da energia.
O índice Euro Stoxx 600 recua de momento 1,48% e o Euro Stoxx 50 1,73%.
Na Alemanha, o índice DAX cai 1,32%, o CAC 40, de França, 1,75% e o FTSE 100, no Reino Unido, 1,20%.

Os mercados accionistas norte-americanos, na passada sexta-feira, terminaram também em perdas, após números do mercado de trabalho que desiludiram os mercados. O relatório do emprego mostrou uma queda de 92 mil postos de trabalho em Fevereiro, face a um aumento esperado de 60 mil e caindo de 126 mil no mês de Janeiro, enquanto a taxa de desemprego subiu inesperadamente de 4,3% para 4,4%.
O índice Dow Jones recuou 0,95%, o S&P 500 1,33% e o Nasdaq 1,59%.

Com a hora de verão a chegar aos Estados Unidos durante o fim de semana passada, Wall Street irá abrir às 13h30 (hora de Lisboa) e encerrar pelas 20h00.

No mercado cambial o dólar abriu a semana a negociar de novo em ganhos, com o índice DXY a atingir um novo máximo dos últimos três meses ao negociar a 99,70, seguindo de momento a 99,30. O EUR/USD registou um novo mínimo deste ano a 1,1507, seguindo de momento a 1,1560.
A libra segue a negociar em torno dos níveis de fecho da semana passada, com o GBP/USD a cotar de momento a 1,3345 e o EUR/GBP a 0,8665.
O iene japonês está a começar a semana em perdas, pressionado pela alta dos preços do petróleo. O USD/JPY negocia de momento a 158,40, recuando de um máximo atingido nas primeiras horas a 158,90, enquanto o EUR/JPY segue de momento a negociar acima de 183,00.
Já o franco suíço segue a negociar em ganhos, impulsionado pelo seu papel de activo de refúgio. O USD/CHF segue de momento a negociar a 0,7790 e o EUR/CHF a 0,9005, recuperando de um mínimo de sempre a 0,8980.

O ouro continua a negociar em torno dos recentes níveis, bem acima dos 5.000 dólares, apanhado entre o impulso do seu papel de activo de refúgio e as pressões das expectativas de inflação em alta. A onça de ouro segue de momento a negociar a 5.103,50 dólares.


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