Café da Manhã
Um Trump optimista

Café da Manhã Um Trump optimista

Os mercados afastaram-se do sentimento de aversão ao risco que marcou as primeiras horas da semana, sustentados pelas declarações optimistas de Donald Trump, que afirmou acreditar que a guerra poderá estar próxima do fim.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram ontem a primeira sessão da semana em terreno positivo, após uma forte e rápida recuperação das perdas com que iniciaram a sessão.
Notícias de que o grupo do G7 poderiam disponibilizar petróleo das suas reservas estratégicas, de forma a equilibrar um mercado que se mostra cada vez mais deficitário, começaram por levar a um abrandamento da volatilidade nos mercados, com o preço do petróleo a recuar dos máximos registados logo nos primeiros momentos desta semana. No final do dia, com Donald Trump a afirmar que a guerra com o Irão estaria perto do seu término, trouxe um novo suporte aos activos de risco, levando a mais perdas nos preços do petróleo e do dólar, e a ganhos nos mercados obrigacionistas e accionistas.
O índice Dow Jones terminou a sessão a avançar 0,50%, o S&P 500 0,83% e o Nasdaq 1,38%.

Esta noite, os mercados accionistas asiáticos comungaram da mesma esperança dos seus congéneres norte-americanos e, após as fortes perdas dos últimos dias, negociaram em alta, com recuperações significativas.
No Japão o índice Nikkei terminou a sessão a ganhar 3,00% e o Topix 2,47%.
Na Austrália, o índice ASX 200 ganhou 1,09%, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, disparou 5,35%, liderando uma vez mais os ganhos na Ásia.
Na China, com os números da balança comercial bem acima do esperado (213,6 mil milhões de dólares), onde as exportações dispararam 21,8%, bem acima das previsões de 7%, as acções terminaram também a sessão em terreno positivo. O índice CSI300 avançou 1,28%, o Shanghai Composite 0,65% e o Hang Seng 2,17%.
Na Índia, os principais índice Nifty 50 e Sensex seguem também a negociar em alta, avançando de momento um pouco menos de 1% (0,90%).

As acções na Europa iniciam também o dia com ganhos sólidos, sustentadas pela convicção dos investidores de que os preços da energia poderão já ter atingido o seu máximo.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a ganhar 2,07% e o Euro Stoxx 50 2,73%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 2,43%, o CAC 40, de França, 1,97% e no Reino Unido, o FTSE 100 ganha 1,72%.

No mercado cambial, o dólar que começou a semana a negociar em fortes ganhos, com o índice DXY a cotar a 99,60, terminou o dia de ontem a recuar, negociando a 98,70. Já o EUR/USD, que chegou a registar um novo mínimo do ano a 1,1507, terminou o dia a recuperar e a negociar a 1,1630. O dia está a começar com o dólar a voltar a continuar a recuar, com o DXY a cotar a 98,60 e o EUR/USD de 1,1650.
A libra terminou o dia de ontem em ganhos, seguindo de momento a manter a tendência. O GBP/USD segue de momento a negociar a 1,3460 e o EUR/GBP a 0,8655.
O iene japonês recupera face ao dólar, onde o USD/JPY cai dos máximos de ontem a 158,90, para negociar de momento a 157,60, enquanto recua face ao euro, com o EUR/JPY a cotar de momento a 183,70, após um mínimo inicial da semana a 182,50.
O franco suíço segue também a recuperar face ao dólar e a ceder face ao euro, com o USD/CHF a cair de 0,7820 para 0,7760 e o EUR/CHF a subir de 0,8980 para 0,9040.

Os preços do petróleo continuam a negociar em elevada volatilidade, impactados pelo fluxo noticioso que vem do Médio Oriente. Após uma abertura da semana em ganhos muito significativos, com os preços a atingirem máximos dos últimos quatro anos, notícias de que as maiores economias mundiais poderiam libertar parte das suas reservas estratégicas, levou a um abrandamento desse movimento em alta. No final do dia, declarações de Donald Trump relativamente a um fim rápido da guerra no Médio Oriente, acelerou ainda mais esse abrandamento dos preços. O barril de Brent que começou a semana a negociar a 107,50 dólares, tendo atingido um máximo de 119,50, terminou o dia a 88,45 dólares.
Os preços estão a começar esta terça-feira a estabilizar em torno dos níveis de fecho de ontem, com o barril de Brent a negociar de momento a 91,20 dólares e o do WTI a 87,40.

O ouro continua a negociar entre o suporte da aversão ao risco e a pressão da valorização do dólar e das expectativas em alta das taxas de juro, com os mercados a descontarem agora apenas para Outubro a possibilidade de um corte de 25 pontos base por parte da Fed. A onça de ouro continua a negociar acima dos 5.100 dólares (de momento a 5.188).


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