Café da Manhã
Ainda não acabou!
O conflito no Médio Oriente continua, mas notícias de que a Agência Internacional de Energia poderá libertar a maior quantidade de petróleo das reservas de petróleo, está a melhorar o sentimento do mercado
De acordo com o Wall Street Journal, a AIE (Agência Internacional de Energia) está a propor que os seus 32 países membros injectem a maior quantidade de petróleo das reservas de sempre, superando os 182 milhões de barris liberados após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A proposta precisa ser aprovada hoje pelos Estados-membros.
O Brent segue de momento a negociar a 89,50 dólares por barril, abaixo do máximo de cerca de 120 dólares no início da semana, mas acima dos cerca de 70 dólares antes do início da guerra. O WTI segue de momento a negociar em torno de 85 dólares por barril.
Mas o Estreito de Ormuz continua praticamente fechado e a Arábia Saudita, o Iraque, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait reduziram drasticamente a produção. Os cortes no fornecimento de petróleo diminuíram a produção global em cerca de 6%.
Nos Estados Unidos os inventários semanais de crude do American Petroleum Institute mostraram ontem uma diminuição de 1,7 milhões de barris.
Os mercados seguem a aguardar por mais notícias sobre a possibilidade da libertação das reservas de petróleo de emergência.
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão praticamente inalterados, após um dia de ganhos significativos na Ásia e na Europa.
A confiança dos investidores regressou aos mercados depois de Donald Trump ter admitido a possibilidade de um fim “para breve” do conflito. No entanto, as autoridades norte-americanas sinalizaram que existiriam poucas probabilidades de negociações diplomáticas, o que acabou por arrefecer as recentes sugestões do presidente dos Estados Unidos, voltando a pressionar os mercados.
O índice Dow Jones recuou marginalmente 0,07% e o S&P 500 0,20%, enquanto o Nasdaq ficou praticamente inalterado (+0,01%).
Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas estabilizaram, mas com os investidores a continuarem apreensivos, entre sinais contraditórios da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.
No Japão, o índice Nikkei terminou o dia a ganhar 1,51% e o Topix 0,94%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,59% e o Kospi, da Coreia do Sul, 1,40%.
Na China, o índice CSI300 avançou 0,64% e o Shanghai Composite 0,25%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,31%.
Na Índia, os índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a cair cerca de 1,25%.
Na Europa, os mercados accionistas estão a começar o dia de novo em queda, com a confiança dos investidores a continuar pressionada por preços em alta da energia.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a recuar 0,69% e o Euro Stoxx 50 0,81%.
Na Alemanha, o índice DAX perde 1%, o CAC 40, de França, 0,61% e o FTSE 100, no Reino Unido 0,67%.
No mercado cambial, após um mínimo da semana registado ontem pelo índice DXY a 98,47, o dólar segue a recuperar negociando de momento em torno de 98,90.
O EUR/USD negocia de momento a 1,1615, recuando do máximo da semana atingido ontem a 1,1667.
A libra continua a negociar em torno dos recentes níveis, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3430 e o EUR/GBP a 0,8650.
O iene japonês continua a negociar em perdas, com o USD/JPY a cotar de momento acima de 158,30 e o EUR/JPY em torno de 183,90.
O franco suíço continua a negociar em torno dos máximos recentes, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,7785 e o EUR/CHF a 0,9035.
O ouro continua a negociar em alta, provando que os mercados continuam a procurar activos de refúgio.
Apesar de renovados ganhos do dólar e da desaceleração nos preços do petróleo, a onça de ouro volta a negociar em torno dos 5.200 dólares.