Café da Manhã
Petróleo continua em alta

Café da Manhã Petróleo continua em alta

A Agência Internacional de Energia anunciou a libertação de 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas, mas mais ataques a navios no Estreito de Ormuz continuam a levar o petróleo acima dos 100 dólares

Apesar do acordo para a libertação de 400 milhões de barris de petróleo por parte da Agência Internacional de Energia, a maior de sempre, os preços do petróleo terminaram o dia de ontem em ganhos, com o Brent a subir mais de 6% e o WTI mais de 7%, mesmo com o relatório semanal da EIA a mostrar um aumento nos inventários de 3,8 milhões de barris.
O conflito no Médio Oriente, com notícias de mais navios a serem atingidos pelo Irão no Estreito de Ormuz, assim como a intensificarem os ataques a instalações petrolíferas e de transporte, continuam a impulsionar os preços do petróleo.
Os preços seguem hoje a negociar em alta, com o barril de Brent a cotar de momento a 97,75 dólares e o do WTI a 92,00, após já terem atingido hoje máximos de 101,50 e de 96, respectivamente.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram pouco alterados. Os dados de inflação divulgados mostraram um arrefecimento das pressões inflacionistas antes da escalada no Médio Oriente, mas isso deu pouco suporte às ações, uma vez que os investidores estavam focados no potencial impacto inflacionista dos preços mais elevados da energia. Os títulos do Tesouro norte-americano recuaram, levando as yields a ganhos, reforçando as expectativas de que a Reserva Federal possa realizar apenas um corte na taxa de juro este ano. A continuação do conflito dos Estados Unidos com o Irão, seguem a pressionar a confiança dos investidores, que continuam de costas voltadas para os activos de risco.
O índice Dow Jones recuou 0,58%, o S&P 500 0,11%, enquanto o Nasdaq terminou em terreno positivo (+0,08%).

Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas voltaram a negociar em perdas, com a confiança dos investidores pressionada pelas notícias de mais ataques no Golfo e preços do petróleo de novo em alta.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a cair 1,05% e o Topix 1,32%.
Na Austrália, o índice ASX 200 perdeu 1,31% e o Kospi, da Coreia do Sul, 0,48%.
Na China, o índice CSI300 recuou 0,36%, o Shanghai Composite 0,10% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,70%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem também a negociar em perdas, recuando de momento cerca de 0,60%.

Na Europa, os mercados accionistas estão também a começar o dia em terreno negativo, pressionados também pelos preços em alta da energia.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a perder 0,48% e o Euro Stoxx 50 0,66%.
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,14%, o CAC 40, de França, 0,54%, o mesmo que o FTSE 100 no Reino Unido.

O ouro continua a estabilizar, ligeiramente abaixo dos 5.200 dólares por onça, seguindo de momento a cotar a 5.179 dólares.

No mercado cambial o dólar volta a negociar em ganhos, continuando como o grande activo de refúgio dos mercados em tempo de guerra. O índice DXY segue de novo a negociar acima de 99,00 (99,00).
Já o euro continua a negociar pressionado, com o EUR/USD a voltar a negociar abaixo dos 1,1600 (1,1540).
A libra segue a negociar em perdas face ao dólar, com o GBP/USD a cotar de novo abaixo de 1,3400 (1,3380), mas a ganhar face ao euro, onde o EUR/GBP cota de momento a 0,8625.
O iene continua a negociar em perdas, com o USD/JPY a preparar-se para atingir novos máximos deste ano, negociando de momento em torno de 159,00 e o EUR/JPY a 183,50.
O franco suíço segue também a recuar face ao dólar, com o USD/CHF acima dos 0,7800 (0,7820), enquanto avança face ao euro, com o EUR/CHF a negociar a 0,9030, perto dos mínimos de sempre.


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