Café da Manhã
Sem direcção definida

Café da Manhã Sem direcção definida

Os mercados accionistas continuam sem uma direcção bem definida, continuando a avaliar a situação no Médio Oriente que segue sem dar sinais de um fim próximo

Após um aparente abrandamento nas hostilidades, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão volta a aumentar de intensidade.
O Irão intensificou os ataques às infraestruturas energéticas, com a suspensão das operações no campo de gás natural de Shah, nos Emirados Árabes Unidos, devido a um incêndio, enquanto um ataque com drones fechou temporariamente o porto de Fujairah. Um campo petrolífero iraquiano e um importante porto dos Emirados Árabes Unidos também foram alvos. Donald Trump ameaçou expandir os ataques às infraestruturas petrolíferas na Ilha de Kharg.
Entretanto, o presidente Donald Trump solicitou o adiamento da sua cimeira com o líder chinês Xi Jinping por cerca de um mês, alegando ser importante permanecer em Washington para supervisionar a guerra com o Irão.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão em ganhos significativos, impulsionados pelo sector tecnológico. A Meta subiu após uma notícia da Reuters dizer que a empresa está a preparar-se para despedimentos em massa para compensar os elevados investimentos em infraestruturas de inteligência artificial e preparar-se para a maior eficiência proporcionada pelos trabalhadores assistidos por IA. As acções da Nvidia fecharam a subir depois do seu CEO Jensen Huang ter anunciado novos componentes na conferência anual de programadores da fabricante de chips.
O índice Dow Jones ganhou 0,83%, o S&P 500 1,01% e o Nasdaq 1,22%.

Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas negociaram sem uma direcção bem definida, entre ganhos impulsionados pelo sector tecnológico e perdas com a confiança dos investidores abalada pelo continuado aumento do preço da energia.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a recuar 0,22%, enquanto o Topix avançou 0,45%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,36% e na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 1,63%.
Na China, o índice CSI300 caiu 0,73% e o Shanghai Composite 0,85%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou marginalmente 0,13%.
Na Índia, os principais índices seguem de momento a avançar cerca de 0,60%.

Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia entre ganhos e perdas.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento praticamente inalterado (-0,05%) e o Euro Stoxx 50 a recuar 0,20%.
Na Alemanha, o DAX recua 0,30%, enquanto o CAC 40, em França, e o FTSE 100 no Reino Unido, seguem a avançar, respectivamente, 0,10% e 0,20%.

Os preços do petróleo começaram o primeiro dia da semana de novo em alta, mas terminaram a recuar dos máximos atingidos nos primeiros minutos da semana.
Mesmo com os aliados dos Estados Unidos a rejeitarem o pedido de Donald Trump para desbloquear o Estreito de Ormuz, o Irão permitiu que alguns navios indianos navegassem pelo estreito, levando a um abrandamento das preocupações em torno da oferta de crude. O barril de Brent, que atingiu na abertura da semana níveis acima de 106 dólares, terminou o dia a 100,70 dólares, enquanto o WTI caiu de um máximo acima dos 99 dólares por barril, para fechar o dia abaixo de 94,00.
No entanto, os preços voltam hoje a negociar em alta, após a intensificação dos ataques iranianos a infraestruturas petrolíferas e de gás natural. O barril de Brent negocia de momento a 103,80 e o do WTI acima dos 96,30 dólares.

No mercado cambial, tivemos a primeira decisão de taxas da semana, com o Reserve Bank of Australia a subir a sua taxa de 3,85% para 4,10%, o segundo aumento consecutivo de taxas. A decisão não foi unânime e contou com quatro dissidentes, mas Michelle Bullock deu um tom mais hawkish à sua comunicação. O dólar australiano ficou pouco alterado, com o AUD/USD a negociar de momento a 0,7080 e o EUR/AUD a 1,6265.
O dólar norte-americano recuou ontem dos máximos do ano atingidos no final da semana passada, com o índice DXY a cair de níveis acima de 100,00, para os 99,50. O DXY está a começar o dia de hoje a negociar em torno dos níveis de fecho de ontem, em torno dos 99,60.
O EUR/USD recua dos recentes mínimos do ano, ligeiramente acima de 1,1400, para negociar em torno de 1,1500.
A libra segue a negociar em torno dos recentes níveis, com um avanço ligeiro face ao dólar, e com um recuo face ao euro. O GBP/USD negocia de momento acima de 1,3300 e o EUR/GBP a 0,8640.
O iene japonês segue perto dos recentes mínimos, apesar de mais uma intervenção verbal da ministra das finanças nipónica, com o USD/JPY a negociar de momento a 159,10 e o EUR/JPY a 183,10.
O franco suíço segue também pouco alterado dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7870 e o EUR/CHF a 0,9055.

Também o ouro segue a negociar em torno dos recentes níveis, mantendo-se acima dos 5.000 dólares, com a onça de ouro a negociar de momento a 5.023 dólares por onça.


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