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A confiança volta aos mercados financeiros com o preço do petróleo a baixar dos 100 dólares por barril, mesmo sem sinais de um fim no conflito do Médio Oriente

O Brent caiu abaixo dos 100 dólares por barril e aparentemente foi o suficiente para que o optimismo voltasse aos mercados financeiros, mesmo com a continuação da guerra dos Estados Unidos, Israel e Irão que mantém o trânsito no Estreito de Ormuz impraticável.
A eliminação por Israel do chefe de segurança iraniano Ali Larijani, um veterano conhecido pelo seu pragmatismo e longa experiência na liderança da segurança nacional, deixa a chefia do Irão em tempo de guerra em grande parte nas mãos da linha dura, que podem estar menos propensos a procurar uma saída diplomática para o conflito, e um fim do conflito ainda mais imprevisível.

Os mercados accionistas asiáticos negociaram esta noite em ganhos significativos, com a confiança dos investidores impulsionada por preços mais baixos do petróleo e enquanto aguardam pela reunião da Fed de hoje.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a ganhar 3,15% e o Topix 2,49%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,31%, enquanto na Coreia do Sul, os mercados voltaram a liderar, com o índice Kospi a disparar mais de 5,0%.
Na China, o índice CSI300 avançou 0,45%, o Shanghai Composite 0,32% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,61%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a ganhar mais de 1%.

Ontem, nos Estados Unidos, os mercados accionistas voltaram a terminar pelo segundo dia consecutivo em ganhos, mesmo com a guerra no Irão a impulsionar os preços do petróleo, enquanto os investidores aguardavam pela decisão da Reserva Federal que irá ter lugar hoje, mais para o final do dia.
Enquanto Israel anunciava ter morto o chefe de segurança do Irão, Ali Larijani, Donald Trump afirmava que a guerra no Irão terminará num "futuro muito próximo". O índice Dow Jones recuou 0,10%, o S&P 500 0,25% e o Nasdaq 0,47%.

Na Europa, os mercados accionistas estão a começar o dia também em tom positivo, voltando a negociar em ganhos enquanto aguardam pelos dados finais da inflação.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,48% e o Euro Stoxx 50 0,78%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,63%, o CAC 40 de França 0,81% e no Reino Unido, o índice FTSE 100 ganha 0,27%.

Os preços do petróleo terminaram o dia de ontem a negociar em alta, com mais ataques do Irão, às infraestruturas de produção dos países vizinhos, e ainda por um Estreito de Ormuz que se mantém “intransitável”. Entretanto, o relatório semanal do American Petroleum Institute mostrou que os inventários semanais de crude norte-americano aumentaram em cerca de 6,5 milhões de barris, face às estimativas de 600 mil, levando a uma estabilização nos preços.
Hoje, os preços começam o dia a negociar em queda, com o Brent abaixo dos 100 dólares, depois de o governo iraquiano e as autoridades curdas terem chegado a um acordo para retomar as exportações de petróleo através do porto de Ceyhan, na Turquia, proporcionando algum alívio às preocupações com o fornecimento do Médio Oriente.
O Brent segue de momento a negociar a 98,80 dólares por barril e o do WTI a 94,00.

O ouro está a começar o dia a negociar também abaixo de uma marca, a dos 5.000 dólares por onça, com as expectativas de subidas de taxas de juro a pressionarem o metal amarelo, enquanto a situação no Médio Oriente mantém as incertezas no mercado, tanto políticas como de carácter financeiro, suportando ainda a valorização do ouro.
A onça de ouro está a começar o dia a negociar ligeiramente abaixo dos 5.000 dólares, de momento a 4.987 dólares.

No mercado cambial, o dólar negociou ontem em queda pelo segundo dia consecutivo, com o índice DXY a cair para os 99,30, onde terminou o dia. O índice DXY está a começar o dia de hoje a recuperar dos mínimos de ontem, negociando de momento a 99,45, enquanto os mercados aguardam pela reunião da Fed mais para o final do dia. Com os mercados a esperarem pela manutenção das taxas de juro, as atenções vão para as projecções dos “dot plot”. O mercado desconta para este ano um corte de 25 pontos base, qualquer desvio a estas estimativas poderá impactar o dólar. O mercado estará ainda atento às palavras de Powell, tentando ver qualquer indício de que pretende permanecer no Conselho como membro após o término do seu mandato como presidente, em Maio.
O EUR/USD segue também a recuar dos recentes mínimos, beneficiando com uma ligeira retoma do sentimento de risco por parte dos mercados financeiros. O preço segue de momento a recuar dos máximos de ontem entre 1,1545 e 1,1550, para seguir de momento a 1,1530.
A libra continua a ganhar face ao dólar e a manter-se face ao euro. O GBP/USD segue de momento a negociar a 1,3360 e o EUR/GBP mantém-se nos 0,8640.
O iene japonês segue de momento a perder face ao euro, com o EUR/JPY a negociar a 183,40, enquanto ganha face ao euro, com o USD/JPY a cotar de momento a 159,00.
O franco suíço continua a negociar em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7860 e o EUR/CHF a 0,9070.


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