Amanhã destacamos
BCE e outros bancos centrais

Amanhã destacamos BCE e outros bancos centrais

Esta quinta-feira será uma “super quinta-feira”, cheia de reuniões de bancos centrais, onde além do Banco Central Europeu teremos decisões no Japão, no Reino Unido, na Suíça e na Suécia

O primeiro a divulgar a sua decisão será já esta noite o Banco do Japão, onde o mercado não espera outra coisa que não seja a manutenção do actual nível da sua taxa directora de 0,75%, com os mercados atentos às palavras de Kazuo Ueda, tentando obter qualquer sinal que valide o que o mercado já desconta, ou seja, uma subida de 25 pontos base na reunião de Abril.

Pela manhã começamos com o Banco Nacional da Suíça, onde o mercado também estima que mantenha a sua taxa directora nos 0%, já que o seu presidente, Martin Schlegel, continua a combater a ideia de taxas de juro negativas. O mercado estará atento a qualquer sinal que aponte para alguma intervenção cambial.

O Riksbank, que manteve em Janeiro a sua taxa de juro nos 1,75% pela terceira reunião consecutiva, deverá fazê-lo este mês pela quarta vez, tendo anteriormente reiterado que espera que a taxa se mantenha neste nível por algum tempo.

O Banco de Inglaterra, em Fevereiro, manteve a sua taxa de juro nos 3,75%, com 5 votos a favor da manutenção e quatro para um corte de 25 pontos base. Os mercados alteraram expectativas de corte para esta reunião de Março, para uma nova pausa, não descontando agora qualquer corte até ao final do ano, contrariamente ao que era apontado antes do conflito no Médio Oriente. Vão estar agora especialmente atentos a qualquer sinal de orientação futura nesse sentido.

Finalmente teremos a decisão do Banco Central Europeu. Também por aqui não é esperado outro resultado que não o da continuação das suas taxas nos actuais níveis, com a taxa de depósito a manter-se nos 2%.
A atenção dos mercados vai para as suas projecções e para a conferência de imprensa de Christine Lagarde. Os mercados que apontavam para taxas inalteradas durante todo este ano, colocando mesmo a possibilidade de um novo corte, estão agora a descontar a possibilidade de uma subida de taxas já na reunião de Julho. Irão estar bem atentos à comunicação de C. Lagarde e das novas projecções do BCE, procurando analisar até que ponto o banco se pode estar a afastar do tal “bom lugar” onde a sua política monetária ainda se encontrava na última reunião.

Além das reuniões de bancos centrais, a agenda económica irá contar com:

Já esta noite, na Nova Zelândia, as atenções irão estar na divulgação dos dados do PIB do quarto trimestre de 2025. As previsões apontam para um crescimento económico trimestral de 0,4%, desacelerando dos 1,1% apresentados no trimestre anterior, onde em termos homólogos deverá mostrar um crescimento de 1,5%, abaixo dos 1,3% anteriores.

No Japão, teremos as encomendas de maquinaria excluindo navios e centrais de energia que, após o crescimento de 19,1% em Dezembro, deverão mostrar uma queda de 9,5% em Janeiro.

Na Austrália, o destaque vai para os dados do mercado de trabalho, onde as previsões apontam para que a taxa de desemprego suba de 4,1% para 4,2%, com a criação de 20 mil postos de trabalho, onde 14 mil serão de tempo parcial e os restantes 6 mil a tempo inteiro. A taxa de participação deverá manter-se nos 66,7%.

Pela manhã, no Reino Unido, as atenções vão para os dados do mercado de trabalho, que irão ser divulgados poucas horas antes da reunião do Banco de Inglaterra.
As previsões apontam para que a taxa de desemprego se mantenha nos 5,2%. A variação do emprego de Janeiro deverá mostrar uma queda de 50 mil postos de trabalho, após o aumento anterior de 52 mil. Os ganhos médios incluindo bónus deverão desacelerar dos 4,2% para 3,9%. Segundo as estimativas, o número de pedidos de subsídio de desemprego em Fevereiro deverá ser de 18 mil, baixando dos 28,6 mil em Janeiro.

À tarde, nos Estados Unidos, teremos os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, onde o mercado espera por números em torno dos das semanas anteriores, em torno de 215 mil. Teremos também mais dados do mercado imobiliário, com os números de Janeiro das vendas de casas novas, que deverão mostrar uma queda de 0,9%, após a de 1,7% no mês de Dezembro. O índice manufactureiro da Fed de Filadélfia deverá apresentar uma subida ligeira, de 16,3 para 17,5.


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