Café da Manhã
A volatilidade continua
Os mercados financeiros continuam a ter de lidar com uma volatilidade acrescida, enquanto o conflito no Médio Oriente a pressão sobre os preços da energia, apesar dos esforços dos Estados Unidos.
Ontem, os preços do petróleo recuaram, após novo disparo para níveis perto dos recentes máximos, com os líderes dos Estados Unidos e de Israel a procurarem tranquilizar os investidores abalados pelos danos nas principais instalações energéticas do Golfo Pérsico. Israel afirmou que não irá atacar mais as infraestruturas energéticas depois do ataque a um campo de gás iraniano ter desencadeado ataques de retaliação contra activos energéticos em todo o Médio Oriente, provocando uma subida dos preços do petróleo e do gás.
Noutra frente, Donald Trump, afirmou que não estava a considerar o envio de tropas terrestres para o Irão, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos estão a explorar a possibilidade de remover as sanções ao petróleo iraniano de momento no mar.
No capítulo de política monetária, o dia de ontem foi pleno de reuniões de bancos centrais. Banco Central Europeu, Banco de Inglaterra, Riksbank e Banco Nacional da Suíça mantiveram as suas taxas de juro inalteradas, mas todos referiram alertas face ao impacto da subida dos preços da energia na inflação. O mercado espera agora subidas nas taxas de juro do euro, e as expectativas de cortes no Reino Unido desapareceram.
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram ontem de novo em terreno negativo entre preocupações com a inflação, resultante da subida dos preços do petróleo, que deixaram os investidores pessimistas quanto ao potencial de futuros cortes nas taxas de juro.
O índice Dow Jones recuou 0,44%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq perderam 0,28%.
Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas terminaram o último dia da semana entre ganhos e perdas, com o Japão de fora em feriado.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,82%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou marginalmente 0,31%.
Na China, após o seu banco central ter mantido inalteradas as suas “prime rates” inalteradas, o índice CSI300 perdeu 0,35%, o Shanghai Composite 1,23% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,88%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex, seguem de momento a ganhar cerca de 0,70%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar esta sexta-feira em alta, após as fortes perdas sofridas durante o dia de ontem, preparando-se ainda assim para fechar uma semana negativa.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a ganhar 0,71% e o Euro Stoxx 50 0,91%.
Na Alemanha, o índice DAX sobe 0,80%, o CAC 40, de França, 0,60% e no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,37%.
Os preços do petróleo registaram ontem mais uma sessão de volatilidade acrescida, entre notícias de ataques a infraestruturas de produção assim como das dificuldades de escoamento pelo Estreito de Ormuz e levantamento de sanções à compra de petróleo russo e iraniano, com Donald Trump a tentar refrear a forte subida dos preços.
Após o recuo no final do dia de ontem e começarem este último dia da semana em queda, os preços seguem de novo a negociar em alta, enquanto os mercados se preparam para mais um fim de semana.
O Brent segue de momento a negociar acima dos 105 dólares por barril e o WTI acima dos 95.
O ouro está a preparar-se para terminar mais uma semana de fortes perdas, com o preço do metal amarelo a continuar pressionado por um dólar mais forte e elevadas yields obrigacionistas.
A onça de ouro segue de momento a negociar abaixo dos 4.700 dólares, bem longe do máximo do ano, atingido nos finais de Janeiro, acima dos 5.500 dólares.
No mercado cambial, após os fortes ganhos desde o início do conflito no Médio Oriente, o dólar cedeu. As expectativas de contenção de ataques por parte de Israel e Estados Unidos, poderão aumentar as probabilidades de um conflito menos prolongado poderá estar na base deste recuo do dólar. Na frente da política monetária, os mercados estão a ver a Fed como o único banco central que não deverá subir taxas durante este ano, face aos restantes, onde o mercado está a contar já com possíveis subidas nas reuniões de Abril. O DXY caiu ontem de máximos acima de 100, para terminar em torno de 99, seguindo de momento a negociar a 99,20.
O EUR/USD subiu de mínimos de 1,1442 para terminar o dia em torno de 1,1580, depois de ter atingido mesmo um máximo acima de 1,1600. O preço segue de momento a negociar a 1,1565.
A libra segue em ganhos, com o GBP/USD a negociar de novo acima de 1,3400 e o EUR/GBP mais perto de 0,8600 (0,8630 de momento).
O iene japonês, depois de fortes ganhos que registou durante o dia de ontem, volta hoje a negociar em perdas. O USD/JPY segue de momento a 158,65 e o EUR/JPY a 183,50, após mínimos de ontem a 157,50 e 182,00, respectivamente.
O franco suíço, que ontem atingiu mínimos, após o BNS ter mantido a sua taxa de juro inalterada e Martin Schlegel ter mostrado alguma abertura para taxas negativas, volta hoje a negociar em ganhos. O USD/CHF segue de momento a 0,7880 e o EUR/CHF a 0,9115.
Bom fim de semana!