Café da Manhã
As dúvidas aumentam
Os mercados financeiros continuam a negociar em volatilidade acrescida, alimentados pela situação confusa como se move o conflito no Médio Oriente.
Os mercados financeiros seguem voláteis, tal como segue volátil a situação no Médio Oriente.
O Irão afirmou que estava a analisar a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo, mas que não tinha qualquer intenção de encetar negociações para pôr fim ao conflito. Entretanto Donald Trump afirmou que o Irão estava desesperado por chegar a um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates.
O envio de tropas norte-americanas para a região alimenta os receios de que o presidente dos Estados Unidos se esteja a preparar exactamente para o tipo de arriscada invasão terrestre contra a qual ele próprio fez campanha. Os sinais contraditórios injectam novas dúvidas nos mercados.
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem em ganhos modestos, sustentados pelo optimismo em torno dos esforços diplomáticos, que se sobrepôs às notícias de que o Irão rejeitou uma proposta de cessar-fogo e manteve as operações militares.
O índice Dow Jones avançou 0,66%, o S&P 500 0,59% e o Nasdaq 0,77%.
Mas hoje, na Ásia, os receios de um conflito que se prolongue no tempo aumentaram, e os mercados accionistas voltaram a negociar em perdas.
No Japão, o índice Nikkei terminou o dia a recuar 0,48% e o Topix 0,22%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,10%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 3,22%, liderando as perdas.
Na China, o índice CSI300 perdeu 1,32%, o Shanghai Composite 1,09% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,89%.
Na Índia os mercados seguem encerrados celebrando o nascimento do deus Rama.
Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia em terreno negativo, com o sentimento dos investidores a continuar abalado por receios de uma guerra prolongada que impulsione a inflação e as taxas de juro.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a perder 0,95% e o Euro Stoxx 50 1,20%.
Na Alemanha, o índice DAX cai 1,26%, o CAC 40 de França 0,64% e no Reino Unido, o FTSE 100 0,91%.
No mercado cambial o dólar volta a registar ganhos, recuperando das recentes perdas, com o índice DXY a negociar de momento a 99,50 e o EUR/USD a voltar a negociar bem abaixo dos 1,1600 (de momento a 1,1560).
A libra volta a negociar em perdas ligeiras, com o EUR/GBP a manter-se a negociar em torno de 0,8650, mas com o GBP/USD a cair dos 1,3400, seguindo de momento a cotar a 1,3350.
Também o iene japonês volta a negociar em perdas, pressionado por preços do petróleo em alta. O USD/JPY segue de momento a negociar a 159,40 e o EUR/JPY a 184,30.
O franco suíço continua em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar a 0,7920 e o EUR/CHF a 0,9150.
Os preços do petróleo continuam a negociar em volatilidade acrescida, impactados pelo forte fluxo noticioso em torno do conflito no Médio Oriente, ora com sinais de um abrandamento das tensões, ora com sinais de uma escalada nas agressões.
Os preços estão a começar esta quinta-feira de novo em alta, onde as esperanças de um cessar-fogo recuam. O Brent volta a negociar acima dos 100 dólares por barril (de momento a 100,60) e o WTI a 93,70.
Os preços do ouro, após a recuperação registada ontem, com as yields obrigacionistas a recuarem dos recentes máximos, voltam hoje a negociar em perdas, após sinais de que os mercados poderão continuar a estimar uma aceleração na inflação.
A onça de ouro, após ter ontem chegado a negociar a um máximo acima de 4.600 dólares, volta hoje a negociar abaixo dos 4.500 dólares (de momento a 4.431,50).