Café da Manhã
A aguardar
Os mercados financeiros seguem a negociar de forma cautelosamente optimista, enquanto aguardam por mais desenvolvimentos no conflito “suspenso” no Médio Oriente
O presidente Donald Trump disse que as negociações com Teerão para o fim da guerra podem ser retomadas esta semana, referindo que não deverá ser necessário prolongar o cessar-fogo temporário.
Entretanto, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, as tarifas do presidente Donald Trump podem ser restauradas até Julho, aos níveis vigentes antes de o Supremo Tribunal ter baixado muitas das suas taxas.
Numa outra frente, Christine Lagarde, presidente do BCE, disse à Bloomberg TV que o aumento dos custos da energia afastou a Zona Euro da projecção base do Banco Central Europeu, embora ainda não o suficiente para justificar um aumento das taxas de juro.
Os mercados accionistas norte-americanos terminaram ontem a sessão em ganhos, com os investidores animados com mais notícias que apontam para uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, para uma resolução pacífica para o conflito no Médio Oriente antes do fim do cessar-fogo na próxima semana.
Entretanto, a inflação à porta das fábricas ficou abaixo do esperado pelos mercados e os resultados divulgados sobre a banca norte-americana foram mistos. O JPMorgan Chase registou o seu maior lucro trimestral da história, e o Citigroup reportou a sua maior receita trimestral numa década. Já o Wells Fargo caiu a pique após a receita líquida de juros ter ficado abaixo das estimativas. Os bancos de Wall Street reportaram uma exposição de pelo menos 100 mil milhões de dólares a empresas de crédito privado.
O índice Dow Jones terminou a sessão a ganhar 0,66%, o S&P 500 1,18% e o Nasdaq 1,96%.
Na Ásia, o entusiasmo foi mais moderado, com os mercados accionistas a manterem-se cautelosamente optimistas.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a avançar 0,661% e o Topix 0,40%.
Na Austrália, o índice ASX 200 terminou pouco alterado (+0,09%), enquanto na Coreia do Sul, o índice Kospi liderou de novo os ganhos ao subir 2,07%.
Na China, o índice CSI300 recuou 0,34%, enquanto o Shanghai Composite terminou praticamente inalterado (+0,01%) e o Hang Seng avançou modestamente 0,29%.
Na Índia, os índices Nifty 50 e Sensex seguem a ganhar 1,55%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar o dia sem uma direcção bem definida.
De momento, o índice Euro Stoxx 600 avança marginalmente 0,07%, enquanto o Euro Stoxx 50 recua 0,15%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,15%, enquanto o CAC 40, de França, perde 0,58%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 está praticamente inalterado, avançando 0,05%.
Os preços do petróleo voltaram a negociar em queda, com os investidores expectantes por um acordo entre o Irão e os Estados Unidos que leve ao fim do conflito no Médio Oriente que tem levado a uma disrupção na oferta.
Entretanto, o relatório de ontem do American Petroleum Institute mostrou um aumento de 6,1 milhões de barris de crude norte-americano, face a expectativas de uma queda de 1,3 milhões.
Os preços estão a começar o dia de hoje de novo em perdas, com o Brent a negociar de momento a 95 dólares por barril e o do WTI a 91 dólares.
No mercado cambial, o abrandamento das tensões no Médio Oriente continua a levar o dólar norte-americano a recuar dos recentes ganhos, levando o índice DXY a negociar de momento a 97,80 pontos, e o EUR/USD perto de 1,1800 (de momento a 1,1790).
A libra volta a negociar em alta, com o GBP/USD a chegar ontem muito perto de 1,3600 (1,3590) e seguir de momento a negociar a 1,3570, enquanto o EUR/GBP negocia abaixo de 0,8700 (de momento a 0,8695).
Os preços do petróleo em queda e as estimativas para as taxas de juro a recuarem dos recentes máximos, levou o preço do iene japonês a corrigir levemente das recentes perdas. O USD/JPY segue de momento a negociar a 158,80 e o EUR/JPY a 187,20.
O franco suíço segue a negociar em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,7805 e o EUR/CHF a 0,9205.