Café da Manhã
De novo em alta!
Os mercados financeiros voltam a negociar em modo de risco, com as acções a atingirem novos máximos de sempre, com os investidores a anteciparem uma redução da escalada no conflito do Médio Oriente
O índice MSCI All Country World, a medida mais abrangente das ações globais, atingiu um máximo histórico de 1.064 pontos e está a caminho do décimo dia consecutivo de ganhos.
O sentimento é impulsionado por sólidos resultados empresariais e por sinais de um recuo na escalada do conflito no Médio Oriente. Segundo fontes próximas do processo, os Estados Unidos e o Irão estão a considerar uma extensão de duas semanas do cessar-fogo para permitir mais tempo para negociar um acordo de paz, reduzindo o risco de novos confrontos, apesar da intensificação das tensões no Estreito de Ormuz.
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram de novo em alta, com os investidores a levarem a peito a máxima de que “no news are good news” no que toca a notícias vindas do Médio Oriente. Isto, em conjunto com um início forte da época de resultados empresariais, levou as acções a negociarem em alta, com os principais índices norte-americanos a terminarem em máximos de sempre.
O índice Dow Jones recuou marginalmente 0,15%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq terminaram em novos máximos de sempre, ganhando 0,80% e 1,60%, respectivamente, com o primeiro a fechar um dia pela primeira vez acima dos 7.000 pontos e o segundo os 24.000.
Esta noite, na Ásia, os investidores seguiram os seus congéneres norte-americanos e levaram também os preços das acções a negociar em alta.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão num novo máximo de sempre, subindo mais 2,48%, e o Topix 1,17%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,26%, enquanto na Coreia do Sul, o índice Kospi ganhou 2,21%.
Na China, os dados mostraram que a economia cresceu no primeiro trimestre deste ano 5%, mais do que o estimado pelos mercados. O índice CSI300 ganhou 1,10%, o Shanghai Composite 0,70% e o Hang Seng 1,72%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a recuar cerca de 0,50%.
Na Europa, os mercados accionistas seguem a negociar em terreno positivo, mas com ganhos bem mais modestos.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,19% e o Euro Stoxx 50 0,30%.
Na Alemanha, o índice DAX segue inalterado, o CAC 40, de França avança 0,41% e no Reino Unido, o FTSE 100 0,19%.
No mercado cambial, o modo de risco onde os mercados voltam a negociar colocam pressão sobre o dólar, que continua a recuar. O índice DXY está a começar o dia de hoje a negociar a 97,90, em torno de mínimos de mais de um mês, e o EUR/USD em torno de 1,1800, tendo negociado ontem a níveis que não se verificavam desde Fevereiro (1,1824).
A libra segue a negociar em torno dos recentes níveis máximos, com o GBP/USD a cotar de momento a 1,3560 e o EUR/GBP a 0,8700.
O iene japonês continua a negociar em torno dos mínimos de sempre face ao euro, com o EUR/JPY a cotar a 187,50, enquanto regista alguns ganhos face ao dólar, com o USD/JPY a cotar de momento a 158,90.
O franco suíço está a começar o dia recuando dos recentes máximos, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7825 e o EUR/CHF a 0,9225.
Os preços do petróleo seguem em torno dos recentes mínimos, com os investidores optimistas quanto a um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, e a uma normalização mais rápida do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
O Brent negocia de momento a 96,40 dólares por barril e o WTI a 89,20, acima dos mínimos da semana a 93,95 e 87,00 dólares, mas bem longe dos máximos registados desta semana a 103,50 e a 105,60, respectivamente.