Café da Manhã
Ver para crer

Café da Manhã Ver para crer

Os mercados financeiros continuam com um sentimento cauteloso, mesmo com a proposta iraniana apresentada aos Estados Unidos que leva à abertura do Estreito de Ormuz, numa postura de “ver para crer”.

As notícias apontam para que os Estados Unidos estejam a analisar a proposta iraniana para uma abertura célere do Estreito de Ormuz, enquanto colocam para um segundo momento a discussão sobre o seu programa nuclear. Mas, segundo um responsável norte-americano, Donald Trump , está descontente com esta última proposta iraniana para resolver a guerra que dura há dois meses, diminuindo as esperanças de uma solução para o conflito.

O petróleo, que continua a ser o grande termómetro desta guerra, volta a negociar em alta. O Estreito de Ormuz continua fechado e a disrupção no mercado energético é um facto. O mercado segue sem dar uma importância relevante às notícias em torno da proposta iraniana para a reabertura do estreito, esperando por factos concretos.
Os preços voltam a negociar em alta, com o barril de WTI de novo mais perto dos 100 dólares (de momento a 99 dólares) e o do Brent a negociar de momento a 104,50 dólares.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram entre ganhos e perdas, pouco alterados dos níveis do final da semana anterior, com os mercados atentos às notícias em torno do Médio Oriente e simultaneamente a aguardarem pelos muitos eventos que terão de enfrentar durante esta semana.
O índice Dow Jones terminou a sessão a recuar 0,13%, enquanto o S&P 500 avançou 0,12% e o Nasdaq 0,20%, o necessário para estes últimos voltarem a terminar em novos máximos históricos.

Esta noite, o Banco do Japão manteve inalterada a sua taxa de juro nos 0,75%, como amplamente esperado, mas com uma votação dividida, com três dissidentes a quererem uma subida imediata das taxas para 1%.

Na Ásia, os mercados accionistas negociaram esta noite maioritariamente em terreno negativo.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a perder 1,05%, enquanto o Topix ganhou 0,99%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,64%, enquanto na Coreia do Sul o Kospi avançou 0,39%.
Na China foi uma sessão negativa, com o índice CSI300 a recuar 0,27%, o Shanghai Composite 0,19% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,88%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem também em perdas, recuando, de momento, 0,43%.

Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia a negociar sem uma direcção bem definida.
O índice Euro Stoxx 600 segue praticamente inalterado (-0,04%) e o Euro Stoxx 50 avança marginalmente 0,14%.
Na Alemanha e em França, os principais índices seguem praticamente inalterados (DAX -0,02% e CAC 40 +0,03%, respectivamente), enquanto no Reino Unido o índice FTSE 100 avança modestamente 0,20%.

No mercado cambial, a volatilidade nas principais moedas continua também bastante comedida, com o dólar em ganhos ligeiros.
Ontem, o dólar recuperou das perdas iniciais da semana, com o índice DXY a terminar o dia a 98,30 pontos, após ter atingido um mínimo de 98,03. Segue de momento a negociar a 98,45.
O EUR/USD volta a negociar em perdas, chegando a negociar de novo abaixo de 1,1700.
A libra segue pouco alterada dos níveis de ontem, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3520 e o EUR/GBP a 0,8660.
O iene japonês, que negociou em ganhos nos momentos seguintes ao anúncio do Banco do Japão, com o voto dividido para a manutenção de taxas, volta a negociar em torno dos recentes mínimos, após pouca orientação futura nesse sentido por parte de Kazuo Ueda na conferência de imprensa desta manhã. O USD/JPY segue de momento a negociar a 159,60 e o EUR/JPY a 186,70, recuperando de mínimos a 159,00 e 186,10, respectivamente.
O franco suíço segue de novo em perdas, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7890 e o EUR/CHF a 0,9230.


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