Amanhã destacamos
Fed e resultados empresariais
Uma quarta-feira com muito pontos de interesse para os mercados, onde o foco estará na conferência de imprensa da Fed após a sua reunião e na apresentação de resultados em especial nas gigantes tecnológicas
No final da tarde (19h00 de Lisboa) iremos ter a decisão de taxas da Fed, onde o mercado não espera outro resultado que não seja a sua manutenção nos 3,50%-3,75%. Sem novas projecções económicas, os mercados estarão especialmente atentos à comunicação de Jerome Powell, provavelmente a sua última à frente do banco central. A conferência de imprensa será certamente seguida de perto pelos mercados, que esperam ver se Powell se manterá no Conselho de Governadores após 15 de Maio, caso Kevin Warsh veja a sua nomeação confirmada até lá, ou se irá demitir-se, abrindo um lugar para a nomeação de um novo governador a Donald Trump.
Antes da Fed, teremos outro banco central, o Banco do Canadá. Também aqui os mercados estão amplamente à espera da manutenção da sua taxa directora nos 2,25%.
O Banco do Brasil vai também decidir sobre política monetária nesta quarta-feira, onde o mercado a opinião do mercado se divide entre a manutenção do actual nível de taxas a 14,75% e um novo corte de 25 pontos base, para os 14,50%.
Entretanto, esta noite, na Austrália, os mercados irão estar atentos à divulgação dos dados da inflação.
As previsões mostram que em Março os preços aumentaram 1,4%, depois da estabilização no mês de Fevereiro, com a inflação em termos anuais a subir de 3,7% para 4,7%. A medida seguida mais de perto pelo RBA, a “trimmed mean” que exclui 30% dos itens mais voláteis, deverá mostrar um aumento mensal de 0,3%, acelerando dos 0,2% do mês anterior.
No primeiro trimestre deste ano, os preços terão aumentado 1,4%, acelerando dos 0,6% do trimestre anterior, com a medida anual a subir de 3,6% para 4,1%. A “trimmed mean” do 1º trimestre deverá apresentar uma subida de 0,9%, em linha com o trimestre anterior, onde em termos homólogos deverá apresentar uma subida dos 3,4% do trimestre anterior, para 3,5%.
Pela manhã, na Zona Euro, as atenções vão para os números da inflação do mês de Abril na Alemanha e em Espanha, onde os mercados prevêem uma subida mensal dos preços em Espanha de 1%, desacelerando dos 1% do mês anterior, com a inflação anual a subir de 3,4% para 3,6%. Na Alemanha a inflação deverá subir de 2,7% para 3%, com os preços em termos mensais a subirem 0,8%, desacelerando dos 1,1% em Março.
Teremos ainda o índice de confiança económica da Comissão Europeia, com as estimativas a apontarem para uma queda de 96,6 para 95.
Na Suíça, teremos o índice de confiança económica da UBS, que segundo as estimativas, deverá cair de -35 para -40.
À tarde, nos Estados Unidos, teremos dados do mercado imobiliário referentes ao mês de Fevereiro. O início de construção de imóveis deverá mostrar uma redução de 5,2%, após o aumento de 7,2% no mês anterior, com o número de licenças de construção a reduzir em 1,9%, desacelerando da do mês de Janeiro de 4,7%.
Iremos ter também os números das encomendas de bens duradouros de Março, com as estimativas a mostrarem um aumento de 0,5%, recuperando parte da queda de 1,3% do mês de Fevereiro, onde sem contar com os itens de transportes, deverão mostrar um aumento de 0,4%, desacelerando dos 0,9% anteriores.
Teremos ainda os números de Março da balança comercial de bens, que deverão mostrar um aumento do défice de 83,5 mil milhões de dólares do mês anterior, para um de 86,3 mil milhões, e os números preliminares dos inventários grossistas deverão subir 0,3%, acelerando dos 0,2% do mês de Fevereiro.
A época de resultados continua em força máxima, com a divulgação de um número bastante alargado de grandes empresas tanto nos Estados Unidos como na Europa, mas onde os mercados irão estar especialmente atentos aos resultados das gigantes tecnológicas Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta.