Amanhã destacamos
BCE, BoE, PIB e Inflação

Amanhã destacamos BCE, BoE, PIB e Inflação

Vai ser mais um dia bastante ocupado para os investidores, que terão de lidar com as reuniões do BCE e do Banco de Inglaterra, dados do PIB e inflação na Zona Euro e nos Estados Unidos e ainda divulgação de resultados

O Banco Central Europeu, segundo o consenso de mercado, deverá manter de novo as suas taxas de juro inalteradas. As atenções irão estar na conferência de imprensa que se segue à decisão, onde o mercado estará especialmente atento a qualquer sinal de Christine Lagarde relativamente à orientação futura, em particular à confirmação (ou não!) da expectativa do mercado para uma subida em Junho de 25 pontos base, além de outra subida até ao final do ano.

O mercado também não espera uma alteração de taxas por parte do Banco de Inglaterra. Na reunião de Março a votação unânime do MPC para manter taxas deu-lhe um teor hawkish. Andrew Bailey combateu as fortes expectativas do mercado que apontavam vários aumentos de taxas, após essa reunião. Os mercados irão estar atentos às palavras do governador do Banco de Inglaterra, assim como à votação nesta reunião de Abril, onde o consenso aponta para oito votos para manter e um para subir.

Entretanto:

Esta noite, no Japão, teremos: Os números preliminares da produção industrial do mês de Março, onde as previsões apontam para um aumento de 1,1%, após a queda de 2% no mês anterior; As vendas a retalho deverão mostrar um aumento de 1%, em termos homólogos, após a queda de 0,1% no mês de Fevereiro; O índice de confiança do consumidor deverá cair de 33,3 para 32,6; E o início de construção de imóveis deverá mostrar uma queda de 28,9%, acelerando a de 4,9% no mês anterior.

Na Nova Zelândia iremos ter o índice de confiança empresarial ANZ que, segundo as estimativas, deverá cair de 32,5 para 27.

Na Austrália, iremos ter os números do crédito ao sector privado, que em Março deverá ter mantido o ritmo de crescimento de 0,6% do mês anterior.

Pela manhã, na Zona Euro, teremos dados da inflação. Em França a inflação deverá subir de 1,7% para 1,8% e em Itália de 1,7% para 2,3%, com os preços em termos mensais a subirem 0,7%. No agregado da Zona Euro, os preços deverão mostrar um aumento mensal de 1%, desacelerando dos 1,3% no mês de Março, com a inflação anual a subir de 2,6% para 2,9% e a inflação subjacente a recuar de 2,3% para 2,2%.
Teremos também os números do PIB do primeiro trimestre deste ano. Em Espanha, as previsões apontam para um crescimento económico de 0,5%, em França 0,2%, Alemanha e Itália 0,1% e Portugal 0%. No agregado da Zona Euro, as previsões apontam para um crescimento económico trimestral de 0,2%, em linha com o do último trimestre de 2025, onde em termos homólogos deverá mostrar um crescimento de 0,8%, abaixo dos 1,2% do trimestre anterior.
Iremos ter ainda a taxa de desemprego do mês de Março, que deverá manter-se nos 6,2%.
Em França, os números das despesas do consumidor deverão mostrar uma subida de 0,7%, após a queda de 1,4% em Fevereiro.
Na Alemanha, teremos os números das vendas a retalho, que em Março deverão ter caído 0,7%, após a queda de 0,6% no mês anterior e ainda a taxa de desemprego que deverá manter-se nos 6,3%.
Em Itália, a taxa de desemprego em Março deverá mostrar uma subida de 5,3% para 5,4%.

Na Suíça teremos a divulgação do barómetro económico KOF que deverá recuar de 96,1 para 95,3.

À tarde nos Estados Unidos, as atenções vão para os números do PIB do primeiro trimestre deste ano. As previsões apontam para um crescimento económico trimestral de 2,1%, após os 0,5% apresentados no trimestre anterior. Teremos também a medida preferida da Fed para a inflação, a Core PCE price index, com a medida em termos mensais a desacelerar dos 0,4% em Fevereiro, para 0,3% em Março, e a medida anual a subir de 3,0% para 3,1%. A despesa pessoal deverá mostrar uma aceleração de 0,4% para 0,9% e os rendimentos pessoais um crescimento de 0,3%, após a queda de 0,1% no mês anterior. O índice de custo do emprego do primeiro trimestre deverá mostrar um aumento de 0,8%, acelerando dos 0,7% do trimestre anterior. Teremos também os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, onde as estimativas apontam para uma queda ligeira dos 214 mil da semana anterior, para 212 mil, e ainda o índice Chicago PMI, com as estimativas a apontarem para uma subida de 52,8 para 55,3.

No Canadá, teremos os números do PIB do mês de Fevereiro que deverão mostrar um crescimento mensal de 0,2%, acima dos 0,1% do mês anterior, e ainda o PIB preliminar do mês de Março, onde as previsões apontam para uma contracção mensal de 0,1%.

Por fim, na frente empresarial teremos mais um conjunto alargado de grandes empresas a apresentarem as suas contas relativas ao primeiro trimestre deste ano. Nos Estados Unidos destacam-se a Apple, Caterpillar e MasterCard, na Europa BBVA, BNP, Société Générale, BASF and Volkswagen, e ainda a Samsung da Coreia do Sul.


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