Café da Manhã
A esperança

Café da Manhã A esperança

Os mercados financeiros seguem a negociar em esperança de que estará mais perto um acordo que termine com o conflito no Médio Oriente e reabra o importante Estreito de Ormuz

As ações subiram para um novo máximo e o crude caiu depois de Trump ter assinalado progressos rumo a um acordo final com o Irão, impulsionando ainda mais os mercados já impulsionados pela subida das acções tecnológicas.
No início da noite de ontem, já com os mercados norte-americanos encerrados, Donald Trump anunciou a suspensão do “projecto liberdade” de escolta de navios através do estreito de Ormuz, alegando "grandes progressos" no sentido de um acordo abrangente com o Irão, para pôr um fim à guerra.

Os preços do petróleo caíram entre expectativas de que o abastecimento retido na principal região produtora do Médio Oriente pudesse voltar a fluir.
O Brent, que no início da semana ficou perto dos 115 dólares por barril, segue de momento a negociar em torno dos 106 dólares e o WTI volta a negociar abaixo dos 100 dólares (de momento a 98,30), caindo de máximos da semana acima dos 107 dólares.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem em ganhos, impulsionados de novo por resultados empresariais acima do esperado e com dados da actividade económica do ISM e das vagas de emprego JOLTS a saírem em linha com as expectativas.
O índice Dow Jones terminou a sessão a avançar 0,73%, o S&P 500 0,81% e o Nasdaq 1,03%.

Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas negociaram em alta, com o índice MSCI Ásia a atingir um novo máximo, entre o entusiasmo em torno das acções tecnológicas e o desanuviar das tensões no Estreito de Ormuz.
No Japão os mercados continuaram de fora nos feriados da Golden Week.
Na Austrália o índice ASX 200 avançou 1,30%, enquanto na Coreia do Sul, o índice Kospi disparou 6,45%, atingindo pela primeira vez os 7.000 pontos, impulsionado pelos ganhos da Samsung que atingiu pela primeira vez a marca dos mil milhões de dólares de capitalização bolsista.
Na China, após o PMI privado da RatingDog ter mostrado um crescimento maior do que o esperado no sector de serviços, o índice CSI300 ganhou 1,45%, o Shanghai Composite 1,17% e o Hang Seng 1,16%.
Na Índia, os principais índices seguem em terreno positivo, mas em ganhos bem mais modestos, com o Nifty 50 a avançar de momento 0,30% e o Sensex praticamente inalterado (+0,03%).

Na Europa, as acções estão também a começar o dia em ganhos significativos, impulsionadas pelo optimismo vindo do Médio Oriente e ainda por resultados empresariais acima do esperado pelos investidores.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a ganhar 1,48% e o Euro Stoxx 50 1,43%.
Na Alemanha, o índice DAX ganha 1,57%, o mesmo que o CAC 40, de França, e o FTSE 100 no Reino Unido, que avança de momento 1,60%.

No mercado cambial, o dólar recua face às restantes moedas do G10, com o índice DXY a voltar a negociar abaixo dos 98 pontos.
O EUR/USD volta a negociar acima de 1,1700, seguindo de momento a cotar a 1,1735.
O iene japonês volta a negociar em fortes ganhos, entre novas especulações de nova intervenção por parte das autoridades nipónicas. O USD/JPY caiu de um máximo do dia em torno de 158, para um mínimo de 155, seguindo de momento a 156,30. O EUR/JPY negocia de momento a 183,40, recuperando de um mínimo de 182, após ter caído de um máximo de 185.
A libra segue a negociar em ganhos ligeiros, com o GBP/USD a cotar de momento a 1,3600 e o EUR/GBP a 0,8630.
O franco suíço continua a manter-se em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7800 e o EUR/CHF a 0,9160.


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