Amanhã destacamos
Mais bancos centrais

Amanhã destacamos Mais bancos centrais

Nesta quinta-feira volta mais uma ronda de decisões de taxas de juro, com dois bancos centrais do G10, o Norges Bank e o Riksbank, e um de uma economia emergente, o Banco do México

Na Noruega, o Norges Bank, segundo uma maioria do mercado, deverá manter inalterada a sua taxa de juro nos 4%, após na reunião anterior ter sinalizado a possibilidade de uma provável subida de taxas para os 4,25%/4,250% até ao final do ano. Existe no entanto uma minoria que aponta para a possibilidade de vermos já um aumento na reunião desta semana, antes de um consenso mais alargado que aponta para o mês de Junho.

O Riksbank, após três cortes em 2025, mantém a taxa nos 1,75% há quatro reuniões consecutivas e sinalizou que assim continuará por algum tempo. A inflação está próxima da meta dos 2% e a economia mostra sinais de recuperação, mas a incerteza geopolítica aconselha cautela. Não é esperada qualquer alteração.

No México, a governadora do Banco de México declarou que o banco considerará um último corte na reunião desta semana, o que poderá encerrar o ciclo de afrouxamento que dura há dois anos. Em Março, o Banxico surpreendeu ao retomar os cortes, baixando a taxa para 6,75% apesar de a inflação ter subido para 4,63% a meio do mês.

Relativamente a dados macroeconómicos teremos: Na Austrália, teremos os números da balança comercial de bens de Março, que deverá apresentar um excedente de 4,4 mil milhões de dólares australianos, recuando dos 5,69 mil milhões no mês anterior.

Pela manhã, na Zona Euro, iremos ter os números de Março das vendas a retalho, que deverão mostrar uma queda de 0,3%, acelerando a de 0,2% no mês anterior. Na Alemanha teremos os números das encomendas às fábricas de Março, que deverão mostrar um aumento de 1,1%, após os 0,9% no mês de Fevereiro. Em França, a balança comercial, segundo as previsões, deverá apresentar um défice de 5,6 mil milhões de euros, abaixo do de 5,8 mil milhões em Fevereiro.

Na Suíça teremos a divulgação da taxa de desemprego de Abril que deverá manter-se nos 3%.

No Reino Unido iremos ter o PMI da construção que deverá mostrar uma subida de 45,6 para 46,0.

Nos Estados Unidos teremos mais dados do emprego. Os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego deverão subir dos mínimos dos últimos dois anos da semana anterior de 189 mil, para 203 mil e o “Challenger Job Cuts” de Abril, que deverá mostrar que 56 mil pessoas devem ter recebido aviso de despedimento durante esse mês, caindo dos 60,6 mil do mês anterior.

Mais um dia em que poderemos ouvir mais banqueiros centrais.
Em Londres poderemos ouvir Clare Lombardelli e Alan Taylor, do Banco de Inglaterra.
Do Banco Central Europeu poderemos voltar a ouvir Luis de Guindos, Philip Lane e Isabel Schnabel.
Da Reserva Federal, Neel Kashkari, Beth Hammack e John Williams.

Na frente empresarial será mais um dia forte em apresentação de contas, com os destaques a irem para a Shell, McDonald´s, Enel, Airbnb e Rheinmetall, entre outras.


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